As tradicionais 24 horas do dia já não parecem mais suficientes para que possamos realizar as nossas tarefas, o sentimento sobre a falta de tempo parece estar cada vez mais impregnado em todos nós. Em nossas empresas não é diferente, e como consequência deste caos, na busca incessante pelo futuro não nos damos conta que estamos esquecendo nosso passado. Percebemos um movimento empresarial na recuperação deste passado e no resgate de suas raízes históricas, e é sobre isso que iremos falar neste artigo, o Storytelling se apresenta como a ferramenta que poderá ser utilizada para tal resgate.

O Storytelling surge como um recurso legítimo de atratividade de narrativa e pulverização da voz nas organizações, e também como uma nova maneira de contar histórias de interações em ambientes de trabalho. Podemos citar como grandes exemplos as histórias contadas pelas mais diversas igrejas, independente de nossa crença, essas organizações criam rituais, e entendem claramente sua visão, sua missão e seus valores.

No livro A lógica do Consumo de Martin Lindstrom, conta-se uma passagem onde os USA iniciaram um processo de importação do solo sagrado de Israel para qualquer pessoa que quisesse uma pequena porção da Terra Santa em sua casa. A terra possui selo oficial de aprovação do rabino Velvel Brevda, o diretor do Conselho de Geula em Jerusalém. Como isso seria possível se não tivéssemos acesso a todo o processo histórico que aconteceu nesta terra? E se deixassem de existir pessoas que propagassem essas histórias?

Uma boa história pode tornar-se dinâmica a ponto de desenvolver-se no imaginário das pessoas, conduzindo a um nível de compreensão muitas vezes maior que o do próprio narrador. Em um mundo tão agitado, onde somos expostos diariamente a milhares de marcas a todo instante, o Storytelling assume um papel fundamental dentro das organizações que pretendem se perpetuar na memória dos consumidores. Dentre as diversidade de canais e informações, as histórias apresentam uma grande capacidade de lidar com toda essa complexidade.

Através de narrativas, as organizações tem a oportunidade de se expressar, são fortes meios de interação, comunicam, fornecem e transmitem informações. A qualidade dos produtos parece ser algo obrigatório nos dias de hoje, sendo assim, criar pontos de conexão com os consumidores é o atual desafio das organizações. Vivemos em uma era de experiências, onde as histórias nos permitem criar as mais diversas conexões. Através das diversas mídias disponíveis podemos formar algo tão poderoso que acabaria sendo o diferencial positivo de nossos produtos ou serviços.

O processo é simples, mas algumas regras são essenciais para que sua história possa se tornar interessante. Descubra a essência do que você irá contar, lembre-se de pontuar começo, meio e fim, nos dias atuais ser breve é importante para ter audiência e pratique bastante, somente assim você conseguirá se tornar um profissional capaz de conduzir esse processo dentro da sua empresa. E aí, qual é a sua história?

Esse texto foi elaborado a partir do curso O Storytelling na Comunicação Estratégica, ministrado pelo professor Rodrigo Cogo, profissional da Associação Brasileira de Comunicação Empresarial – ABERJE

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Sócio da Candoo Comunicação e Branding e Consultor de Marketing pelo Sebrae. Apaixonado pela comunicação, que ainda acredita que esta deva ser realizada pelas pessoas, e não por seus meios.