O título do artigo já está errado. Estratégia vem antes do erro ocorrer, é preciso ter um plano B. A contingência pode acontecer, então temos que ter um plano pra ela. Qualquer ação planejada tem um objetivo bem específico. Sabemos que nem sempre esse alvo é tão claro, mas normalmente ele é bem pensado. Também sabemos que esse objetivo pode não ser tão fácil de atingir. Para tanto, é dever do planejador analisar as possibilidades de não dar certo.

Nesse caso, deve-se saber até aonde pode-se chegar com segurança, quais as eventualidades e, principalmente, quais as estratégias para seguir buscando o objetivo, no caso de uma adversidade (planejada ou não!).

Passada a semana fatídica (claro que estou falando da copa!), muitos pensaram que pode ter sido “salto alto”, todo mundo no clima do “já ganhou”, mas não, o problema mesmo foi planejamento. Ninguém tinha um plano B. Nem a torcida tinha. O assunto “copa” para por aqui, foi só um exemplo da falta de planejamento. Lembrou disso? Foi fácil perceber depois que deu errado.

Um projeto tem diversos objetivos, um deles, o principal, aquele que motivou toda a pesquisa é essencial para o resultado de todo o trabalho. Nesse caso, todo o empenho está para atingi-lo, para realizar aquela tarefa, compensar todo o esforço empregado naquela ação. Temos ainda os objetivos secundários, ou específicos, que, normalmente, atingindo o principal, os outros serão contemplados.

Posso estar chovendo no molhado para muita gente, mas a ideia aqui é realmente atentar para o básico, tentar auxiliar no que mais aparece nas consultorias e nas questões mais básicas comentadas em conversas com micro e pequenos empresários por aí. Por mais incrível que possa parecer, muitas empresas ainda iniciam seus trabalhos sem um plano de negócio. Elas conhecem o modelo, sabem como vão gerar receita para as suas empresas, mas ainda estão munidas daquela velha máxima empresarial que sugere um cenário ideal. Aquele mais atraente, aquele que consegue realizar todas as vendas, e atingir todos as metas. E, se não?

Ainda podemos tocar no assunto plano estratégico 1, 2 ou 3. Há ainda aquelas empresas que tem um quarto plano. Isso não tem nada de amadorismo, pelo contrário. Não se trata de não confiar, mas é uma questão de segurança para o negócio. Em se tratando de mercado, esse pode mudar totalmente de um mês para o outro, até mesmo de um dia para o outro.

A intenção com esse texto é apenas uma, atrair para a ideia de ter um plano de contingência. Atentar para a situação possível que o empresário sempre deve prever. Sempre devemos ter cenários otimistas e pessimistas, e para cada um, uma estratégia. Se cada vez mais os empresários pensassem mais antes de pôr a primeira propaganda na rua, tudo poderá ter um resultado diferente. Preferencialmente positivo, ou ainda, em casos de variáveis não controláveis, um resultado menos ameaçador.

E já chega de por a culpa no mercado: “está todo mundo passando por uma crise…”, em momentos de crise, a melhor coisa a fazer é investir, o momento de criar é quando todo mundo está desesperado com algo que não planejou. Nesse momento, o risco de levar uma goleada é muito maior, e o prejuízo financeiro de uma goleada é incalculável. A longo prazo, difícil se levantar de um tombo tão grande sem um planejamento muito bem feito. E sempre com um plano B.

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Jonatan Fortes

Consultor Empresarial
Consultor empresarial, Diretor de Marketing da Fonte de Talentos (RS). Mestrando em Desenvolvimento Regional, onde busca conhecimentos visando aplicar na geração de talentos. Acredita no poder da comunicação e atua na promoção e desenvolvimento de empresas e talentos para o crescimento coletivo.

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