Somos saudosos, assim que soubemos do falecimento do nosso querido Orkut, fomos lá, clicamos em esqueci a senha e pronto…disputa no topo dos depoimentos, scraps e as comunidades mais estranhas e engraçadas. Mas por que saudade, se logo quando pudemos, largamos o Orkut às moscas e fomos correndo para o Facebook? A resposta talvez seja a curiosidade humana e a sede por novidades e inovação. O que é novo vira moda e lá estamos todos fazendo download do app do momento.

Devido a essa preferência do ser humano e com uma diversificação de produtos e serviços, há uma dificuldade cada vez mais de fidelizar os clientes e as empresas devem se preparar continuamente para as mudanças do mercado. O Google, por exemplo, investe continuamente em diferentes tipos de empresa, enquanto o Facebook comprou diversas empresas ligadas a softwares que tentam entender o consumidor dentro da rede. Nesse quesito, o Google deixa a desejar, não pensando em longo prazo, na volatilidade dos usuários e no preparo das sua mídias sociais, visto o Orkut e o atual Google +.

Em 2010 a derrocada do Orkut começava, no G1 a notícia “Líder absoluto no Brasil, Orkut perde terreno para Facebook na Índia”, o Orkut por sinal tinha o mercado Indiano e Brasileiro como o alicerce da rede. Ainda na notícia, um trecho diz: “No Brasil, a liderança do Orkut permanece tranquila. De acordo com os números da ComScore, a rede social do Google no país conta com 29 milhões de visitantes por mês, contra apenas 8 milhões de brasileiros que visitam mensalmente o Facebook”. 4 anos se passaram e a rede que era líder no país, tem data e horário marcado para seu fim. Faltou planejamento?

Uma empresa deve sempre pensar se a zona de conforto é também uma zona segura, no caso do Orkut, o Brasil e a Índia. A concorrência está lá fora se armando continuamente.

A utilização de ferramentas de marketing são imprescindíveis nesse momento com a análise da nossa própria empresa através de técnicas como o SWOT (Strengths, Weaknesses, Opportunities e Threats), além do uso das 5 forças de Porter (Novos Entrantes, Produtos Substitutos, Poder dos Consumidores, Poder dos Fornecedores e o Poder da Concorrência).

Devemos identificar os pontos fortes da empresa, que é aquilo que fazemos de melhor, isso aliado as oportunidades nos permite melhorar ou desenvolver produtos/serviços. O que poderia de repente ter salvo o Orkut talvez seja o que faça o Facebook se manter na liderança. Saber exatamente o que não está dando certo (pontos fracos) pode transformar ameaças em oportunidades de crescimento.

Das 5 forças de Porter podemos destacar dois itens, que seriam os “novos entrantes” e os “produtos substitutos.” Não devemos achar que será somente a nossa empresa a produzir aquele “algo específico”, com certeza teremos empresas disputando uma fatia do mercado com produtos ou serviços similares ou até melhores que os nossos. Deve-se ter um olhar macro do ambiente e estar sempre trabalhando em direção ao melhor, não existe um produto perfeito, existe um produto que ainda não foi superado.

Os usuários querem experiências e não ficam satisfeitos com o mesmo do mesmo. As ferramentas estão aí, basta por a mão na massa. Comodismo não está na moda, inovar é lei.

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Felipe Dias

Analista de Business intelligence at Agência GRITO.cc
Marketing em formação (2ª graduação), com um MBA em Gestão Empresarial saindo do forno e pensando no próximo. Trabalha como Analista de Business intelligence na agência GRITO.cc. Carioca da gema, apreciador do mate de galão, apaixonado pelo digital, fã de séries, esportes e um bom petisco.