Em tempos de marketing viral, dizer “sim” ao que todos curtem e compartilham é a expressão mais difícil em expor. O mercado desafia-nos a dizer “não” em todo tempo. Hoje, na semifinal da #CopadoMundo2014, há uma enxurrada de textos conversando sobre o assunto e você provavelmente não deve estar mais aguentando ver sua timeline no Facebook, os canais de comunicação, seus amigos e familiares e fanpages discutindo sobre os jogadores brasileiros, as outras seleções, nossa presidenta, etc. Bom, há uma lógica em tudo isso, acredite ou não. As mídias veiculadas, as informações sobre o assunto e até o memes criados, têm um só objetivo: vender sua ideia, seja ela verídica ou não. Talvez não seja a quantidade, mas sim a forma com que tem sido dito.

De repente, tudo tornou-se motivo para expor a Copa de acordo com achismos e palavras distorcidas. Todos querem aproveitar a celebração do esporte no país para vender seu peixe e/ou expor suas ideias. (Meus colegas do Ideia de Marketing, Marcus Tonin e Jonatan Fortes, abordaram com muito primor e exatidão em seus artigos como o marketing está sendo inserido nesta Copa, confere lá).

Nesse texto, quero conversar com você sobre o “ser ou não ser criativo, eis a questão” em relação ao que se propõem conquistar. Porque para ser criativo você precisa dizer “não” e, acredite, é um exercício diário.

Como estamos nos comunicando? Através de qual rede social temos feito networking, explorado nosso campo de trabalho? É válido se contextualizar e “mergulhar de cabeça” nos trending topics?

Você já ouviu que hoje em dia nada se cria, tudo se copia, certo? ERRADO!

Calma, vamos desenvolver melhor isso: para que eu possa criar, precisa haver inspiração, que pode surgir por algum gatilho. Impulsionamos este start inicial por referências que temos, profissionais ou pessoais, e então, damos espaço às enxurradas de influências que recebemos de todos os lados. Ufa! Agora sim podemos começar nosso processo criativo. Mas existe um atalho mais rápido: o de fingir que viu e ouviu, mas na verdade só copiou e enfeitou com palavras mais lúdicas e floridas. Dos dois modos, a coisa acontece e pode dar certo dependendo do seu público-alvo (apesar de eu acreditar em sua capacidade inimaginável de criar algo novo). Todavia, o que é agressivo, ofensivo e destoante, faz mais sucesso. Por que?

Sabe-se que ser criativo é ter autenticidade e identidade. Consolidar uma ideia tornou-se o maior desafio de qualquer empresa,  ter uma opinião própria e sólida tornou-se um peso. Não ir com a multidão deixou de ser algo nobre e adquiriu uma imagem desatualizada e irrelevante. Compreendo que precisamos nos envolver com a mídia atual e os assuntos do momento, mas acredito que podemos nos posicionar e defender nossa opinião mesmo indo contra a maré. Falo isto porque na última semana vi tanta dramaticidade envolvendo figuras públicas e empresas se aproveitando disso para a promoção de seus produtos que me chocou.

Há muito oportunismo e sensacionalismo; pouca utilidade e retorno positivo. Um grande profissional e amigo meu, Paulo Gomez, graduado em Gestão Mercadológica, cursando MBA em Gestão de Vendas e Inovação, acredita ser um tema oportuno: “Não só em Copas ou assuntos que permeiam a atualidade nas mídias virtuais merecem atenção. As eleições estão perto e é preciso gerar uma preocupação especial em saber ouvir, como dizer e quando agir em seu posicionamento. Votar sem saber sobre o candidato pode gerar lamentos durante os próximos quatro anos! O marketing boca-a-boca, e de certa forma viral, exerce um poder de influência muito forte na sociedade. Saber distinguir quando dizer “sim” e “não” pode mudar o curso da História, observando o mercado competitivo que estamos inseridos.”

Por isso, diga “sim” à criatividade simplificada, sem exageros ou más intenções. Você pode não obter um resultado imediato, mas refletirá em um trabalho digno e conciso; firme e idealizador. Seja um propulsor de ideias novas através de suas opiniões. Contextualizar-se é primordial, mas “mergulhar” requer experiência, cuidado para não se afogar! Converse sobre os jogos, discuta sobre política e, em tudo, analise o que de fato é sadio para sua identidade enquanto profissional. Porque todos queremos comprar um peixe de águas limpas e não sujas, não é verdade? Então venda não só peixes, venda soluções.

Aproveite sim o momento único que estamos vivendo para fazer a diferença! Eu acredito em um marketing revolucionário, capaz de mudar a percepção das pessoas; como elas vêm e sentem os elementos simples da vida. Um marketing que em sua simplicidade é prático, único e solidário. Um marketing que gere transformação (de ideias e atitudes). Dizer “sim” é aceitar o “não”; é aproveitar com maestria a arte que é a vida

banner clique
The following two tabs change content below.
Essa coisa de definir coisas... Escritor, professor, colunista e curioso. Produzindo o terceiro e-book. Licenciando em Filosofia, com foco nas artes e comportamento. Não vive sem séries - e dramas. Melancólico e péssimo de cozinha. O 2º livro #AConstrucaoDoOlhar PDF free aqui ó: bit.ly/aconstrucao | Vídeos sobre os livros em youtube.com/user/arthiebarbosa