Perguntar “e se?” para alguma situação ou para alguma condição impossível abre caminho para um raciocínio inusitado. Levantar esse simples questionamento (e se?) e deixar a mente divagar para assim surgir ideias e hipóteses das mais variadas com base no questionamento. Desse modo, podemos nos afastar dos padrões e pressupostos que já estão arraigados em nossas mentes.

Para começar com esse questionamento, imagine-se no lugar de outra pessoa. Pense em alguém que você tenha como exemplo de trabalho, por exemplo. “E se tal pessoa tivesse que resolver esse meu problema? Qual característica ela exploraria? Com qual postura ela encararia o problema e por quais regras? Se ela fosse mudar algo, por onde começaria?” As respostas vão lhe levar por dimensões incomuns, principalmente se você se permitir deixar por tais caminhos, sem pré-julgamentos de início, só um belo passeio pelo campos da sua imaginação. Nós temos uma boa noção do comportamento das pessoas que são próximas ou que admiramos por algum motivo e nos colocarmos na posição delas automaticamente nos leva a pensar parecido, em direção ao mesmo raciocínio, pelos mesmos pressupostos.

E se eu fosse meu cliente, por que escolheria a minha empresa? Eu realmente preferiria a minha empresa do que a do concorrente que oferece os mesmos produtos, porém com uma condição melhor? Por que? Como eu, enquanto cliente, faço essa escolha? É daí pra frente.

Ter uma ideia e desenvolvê-la se traduz em um grande desafio, agora, e se você fosse essa ideia? Imaginar-se sendo a sua própria ideia para desenrolar as possíveis ocasiões e possibilidades que ela dispõe é outro caminho para divergir das reflexões comuns.

Agora, você irá desenvolver seus raciocínios com base na ideia em si. “Se eu fosse um notebook, como seria o meu novo formato? Eu teria memória suficiente para quê? Quais os programas que já devem vir instalados para o meu funcionamento adequado? O teclado, eu poderia acrescentar algo? Botões novos? E se eu me tornasse outro dispositivo? Um tablete? É, já pensaram isso?

Lembrar-se de ter um ponto de partida ajuda na hora de iniciar a reflexão de ideias. Pode-se começar com a pergunta: E se, para cada lixo que jogássemos no lixo ganhássemos uma moeda? Na praticidade pode ser inviável, mas já é um ponto de partida para se pensar em uma solução (ideia) para o fato de se ter tanta gente que ainda insiste em sujar nossas ruas. Isso já serviu de exemplo para pessoas de outro país. Ouça a sua imaginação.

Até Chico Buarque levantou inúmeros “E se?”, e sua canção nos leva pelo mesmo caminho: o de libertar nossas mentes para refletir sobre nossos problemas.

banner clique
The following two tabs change content below.

Marcos Holanda

Curioso. Inconstante. Inconformado. Seria interessante me conhecer um pouco mais pelos meus textos, eles representam parte de mim. Então, boa leitura!