Na terça feira, ao sair do jogo Alemanha X Argélia pelas oitavas de final da Copa do Mundo em Porto Alegre, me deparei com a seguinte frase pichada em um muro: Não vai ter Copa. Junto com amigos, começo uma breve discussão sobre o assunto, onde relembramos que há alguns meses atrás vivíamos sobre a tensão de não termos nossos estádios prontos, e estávamos preocupados com possíveis manifestações e protestos que tomariam conta das ruas e entornos dos estádios.

No meu primeiro texto deste ano, falei sobre como as marcas se comportariam no ano da Copa, e deixei lá atrás o meu desejo que todas se comunicassem através das suas verdades e que buscassem a aproximação com seu público-alvo da melhor forma possível. Com o passar dos meses todas as atenções voltaram-se para os problemas nas obras, superfaturamentos e questionamentos sobre o por que este dinheiro não poderia estar sendo destinado para saúde ou educação. O certo é que o país não goza de boa saúde social, e sendo assim, os protestos eram quase inevitáveis.

Mas ao contrário do que os mais pessimistas previam, a Copa do Mundo aconteceu, ou melhor está acontecendo, estamos com a terceira maior bilheteria de todas as Copas, perdendo apenas para Estados Unidos e Alemanha, lembrando que até o final do evento ainda teremos chances de ultrapassar a Alemanha e nos consolidarmos como a segunda maior Copa do Mundo da história.

O ritmo dos jogos e a festa proporcionada pelas torcidas, estão tornando essa uma copa inesquecível, chegando ao ponto de Lucas Podolski, jogador alemão publicar em uma de suas redes sociais, que não haveria lugar melhor para se jogar uma Copa do Mundo se não no país do futebol. Certamente temos muito o que aprender com a Fifa e a sua organização no quesito Marketing, são muito mais do que os 4 P´s tradicionais que a Fifa andou se preocupando, eles conseguem demonstrar um padrão internacional de atendimento e organização mesmo estando no Brasil, onde nunca conseguimos ver algo parecido em nossos jogos do campeonato brasileiro.

A Fifa transformou o ambiente dos nossos estádios em algo indescritível, a fantasia e os sonhos tomaram conta de todos os torcedores, uma confraternização universal, exatamente tudo que uma marca busca fazer quando quer apresentar o seu principal produto. Quem dera se nossas empresas conseguissem transformar algo que parecia ser uma eminente catástrofe em um mega evento de sucesso, isso me parece uma bela organização juntamente com o esforço de cada brasileiro, que ao final percebeu que não poderia deixar de apreciar a passagem da Copa do Mundo pelo país.

Sou brasileiro, sei que os protestos tem validade e importância, sei que precisamos ir as ruas e reivindicar nossos direitos, e teremos essa oportunidade ainda este ano, em Outubro, nas urnas. Esse será o protesto que realmente fará a diferença. Agora, como profissional de marketing, estou extasiado com o que vejo, com a interação das marcas, com a organização do evento, com a divulgação e com a experiência proporcionada, mas acima de tudo, com o poder que essa fantástica marca chamada Copa do Mundo tem de apaziguar e unificar povos do mundo todo.

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Sócio da Candoo Comunicação e Branding e Consultor de Marketing pelo Sebrae. Apaixonado pela comunicação, que ainda acredita que esta deva ser realizada pelas pessoas, e não por seus meios.