Você liga a TV para assistir ao seu programa favorito ou, então, prefere assistir pela internet. Em ambos os meios, haverá pelo menos uns 30 segundos de publicidade. Se ela (a publicidade) estiver em meio ao programa terá de ser envolvente, interessante e que possua, em algum ponto, uma qualidade própria para que faça jus àquela invasão na sua tão esperada programação. O mesmo serve para a publicidade dos YouTubes da vida que tem, logo no início, os 5 segundos da atenção. São 5 segundos que podem fazer toda a diferença – sem dúvida. Caso seja realmente atrativo e de interesse do espectador, o vídeo não será “pulado”, mas ainda existe essa possibilidade durante o transcorrer da publicidade, o que a leva a ser tão envolvente do começo ao fim.

E o que conseguimos perceber com essas publicidades e produções que perduram e disseminam por diversos meios é exatamente esse envolvimento necessário com o público, essa identificação gerada por quem assiste e que faz nascer uma necessidade junto a uma satisfação de compartilhar o determinado conteúdo com alguém.

Quem nunca viu uma determinada campanha e logo se identificou ou – principalmente – assimilou com algum conhecido? Aquela campanha que faz você praticamente visualizar seu amigo no lugar do personagem pelo simples fato de ele estar envolvido em alguma situação parecida com uma real ou que muito provavelmente aconteceria se você estivesse com seus amigos. Há casos que o entretenimento é tão forte que compartilharmos por pura diversão. Por pura vontade de pertencimento. Você gostaria de presenciar e fazer parte daquela mesma história. Por que não? Isso se você realmente já não fizer parte dela.

A publicidade busca transmitir suas mensagens, construir suas marcas, ampliar sua capacidade de envolvimento, entre outras probabilidades, por um meio de comunicação especial. Um meio de comunicação que mesmo desconectado do mundo virtual e digital (e há quem consiga isso atualmente) está em constante comunicação com os outros. Esse meio não precisa tão pouco de bateria nem de um sinal de rede para transmitir uma mensagem, é um meio que se mostrou mais poderoso e dono de um poder hegemônico sobre todos os outros até então inventados. Esse meio é você. Você é capaz de transmitir sentimentos e emoções como nenhum outro meio consegue, pois você é o meio de comunicação mais completo e complexo, que faz dos outros meios meras ferramentas, mas que já soube se virar muito bem sem elas. Na maior parte do tempo, você faz isso sem perceber e é justamente esse momento que a publicidade atual busca: uma propagação das mensagens publicitárias pelo meio que é, ao mesmo tempo, target! Pense bem, quantas vezes essa semana você se pegou imitando ou trazendo para a sua realidade um bordão de alguma campanha? E aquela “propaganda” que possui várias versões, uma mais interessante que a outra, divulgada no momento certo e que faz alusão, de forma cômica, a acontecimentos da vida real? A familiaridade é iminente.

E hoje, para uma campanha ser bem sucedida e realmente ter uma notável presença na vida das pessoas, tem que buscar estar na boca do povo literalmente, fazer parte da história, através de slogans que viram expressões comuns, virais que se tornam exemplo de interação social, ações de guerrilha que mudam o seu dia e até fazem você repensar sobre suas atitudes, alguma maneira de humanizar mais algo que já foi tão inacessível, frio e desinteressante, para ser transmitido a outras pessoas: o relacionamento com as marcas.

Quando eu vejo um amigo que relembra de alguma fala de um personagem de publicidade recente de forma espontânea e habitual e traz isso para o nosso círculo social, demonstrando seu envolvimento inconsciente e até íntimo com a campanha, percebo o quão mais próxima se tornou a marca com seu público no momento que plantou aquela semente aparentemente inócua de comunicação. Uma semente que se multiplica por onde quer que você vá, pois ela já está envolvida no melhor dos meios de comunicação que poderia existir: Você.

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Marcos Holanda

Curioso. Inconstante. Inconformado. Seria interessante me conhecer um pouco mais pelos meus textos, eles representam parte de mim. Então, boa leitura!