Durante nossa história, vamos esbarrando com vários indivíduos e/ ou elementos que, de alguma forma, influenciam nossa forma de ver o mundo. Esta semana, pensando sobre isto, quero refletir com você como o contexto histórico da sociedade está explicitamente envolvido no consumo e “viralizando” uma marca.

Vamos lá, Quando falo em sociedade, não há como não lembrarmos da antropologia, sendo esta (do grego ἄνθρωπος, transl. anthropos, “homem”, e λόγος, logos, “razão”/”pensamento”/”discurso”/”estudo”) a ciência que tem como objeto o estudo sobre o homem, a humanidade e tudo o que está inserido neste, como a cultura e costumes. É o estudo do outro; aquele que se comporta diferente de mim. Uma tentativa de compreender a diversidade cultural e os choques com as realidades que se vivem. E isso, tem tudo a ver com o marketing, porque desde os princípios, existe uma disciplina de consumo, a forma como vemos o produto e marca e como interpretamos isso.

Alguns estudos explicam que à medida que as dimensões culturais e simbólicas foram ganhando importância cada vez maior na explicação do consumidor, os departamentos de marketing das empresas, os institutos de pesquisa de mercado e as agências de publicidade passaram a recorrer ao suporte antropológico, contratando profissionais desta área com o intuito de gerar análises dos fenômenos socioculturais e o impacto do produto na sociedade. Pode parecer muito chato ou difícil de compreender, mas o etnomarketing está aí cada vez mais presente em nossa rotina.

É preciso estar atento a cada passo da História para assim então gerar resultados satisfatórios. Afinal, estamos sempre em busca de bons resultados, não é mesmo? Eles surgem quando há um bom alicerce em pesquisas e comprometimento com o outro.

Uma palavra que em muitas empresas está em desuso – infelizmente – é o respeito. Segundo o dicionário, ele significa ação ou efeito de respeitar, apreço, consideração, deferência. E olha que interessante: na sua origem em latim, a palavra respeito significava “olhar outra vez”. Por tanto, é importante revisar a forma como falar esse envolver com o cliente, antes de tudo. Fiz questão de pontua-lo, porque o considero primordial quando estamos trabalhando com o consumidor. Uma das importantes questões sobre o respeito é que para ser respeitado é preciso saber respeitar, o que em muitos casos não acontece.

As ações mercadológicas precisam ser estabelecidas com boas estratégias, estas que por sua vez, devem visar a satisfação do público e consolidar sua marca. Veja, são princípios básicos, mas que se mostram necessários sempre. Estarmos atento a isto pode fazer toda diferença.

Quando você estiver criando, produzindo e lançando algo, não pense somente qual é a sua visão do mercado, e sim como o outro o vê. Atente ao tratamento da mensagem, suas motivações, os estímulos que serão gerados e o impacto cultural que este pode gerar. O etnomarketing ainda é uma área aberta à grandes discussões, mas que possamos já ter um marketing mais preocupado em conhecer a sua origem, ou produzir um modo de autoconhecimento que é a identidade, diferenciando-se e destacando-se. Um marketing realmente preocupado em conhecer o outro. Mesmo breve no assunto, espero ter feito sentido no que propus conversar com você. Saia do seu escritório, das quatro paredes, e vá mais ao campo, conheça mais o seu próprio mundo. Conheça mais o seu próprio produto.

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Essa coisa de definir coisas... Escritor, professor, colunista e curioso. Produzindo o terceiro e-book. Licenciando em Filosofia, com foco nas artes e comportamento. Não vive sem séries - e dramas. Melancólico e péssimo de cozinha. O 2º livro #AConstrucaoDoOlhar PDF free aqui ó: bit.ly/aconstrucao | Vídeos sobre os livros em youtube.com/user/arthiebarbosa