Desde que as marcas descobriram as redes sociais, muita coisa mudou no cotidiano de quem trabalha com marketing. Quando o Facebook entrou neste cenário, as rotinas ficaram ainda mais agitadas. O modelo de publicidade do Facebook transformou o modelo de produção de conteúdo e anúncios de uma maneira estrondosa.

Entretanto, muitas empresas se tornaram dependentes desta rede social. Você mesmo pode citar alguns casos de empresas que deixaram de ter o próprio site para deixar todo o contato “com o mundo exterior” para a página no Facebook. Uma decisão arriscada e, se me permitem opinar, totalmente descabida.

Há alguns dias me perguntaram se eu recomendaria que uma empresa criasse toda a sua loja dentro do Facebook, através de aplicativos dentro das abas para exibir os produtos, carrinhos e tudo mais. Este é um caminho que eu jamais recomendaria a quem fosse. Tenho alguns bons motivos para defender este argumento:

  • Toda sua base está fora das suas mãos;
  • Suas chances de conversão diminuem;
  • Suas estratégias de conteúdo ficam limitadas;
  • Você fica à mercê das mudanças de algoritmo e plataforma;
  • Não é possível criar estratégias de SEO;

Esses são apenas alguns dos motivos pelos quais utilizar apenas o Facebook como plataforma de marketing digital pode ser prejudicial. Desde que o Facebook se tornou relevante no Brasil, vemos uma enorme miopia das marcas e agências que defendem que este é o único canal para quem quer ter bons resultados. É claro que ele é uma peça importantíssima nas estratégias, porém não deve ser a principal.

O caminho ideal para quem está desenhando qualquer planejamento de marketing digital é pensar primeiro no que pode ser feito “dentro de casa”, ou seja, nos seus canais proprietários. A importância disso é gigantesca e pode representar o sucesso ou o naufrágio do seu negócio. Mudanças como a queda do alcance orgânico das postagens de páginas do Facebook mostram que não podemos deixar todo o nosso conteúdo em um canal só.

Todo o poder e presença do Facebook fez com que muitos de nós acabasse desconsiderando métodos que sempre foram indispensáveis para dedicar esforços totais à rede do Zuckerberg. Parece até absurdo, mas não são poucas as empresas que deixaram de ter o próprio site institucional para investir apenas na página do Facebook.

Não estou dizendo que você deve parar de usar o Facebook. O que quero dizer neste artigo é que não devemos apostar todas as nossas fichas em qualquer plataforma que não esteja totalmente sob o seu controle. Quer um exemplo de uma empresa que usa o Facebook como plataforma de distribuição praticamente viral?

O Buffer cria conteúdo nos seu blog e, de tão relevante que eles são, os níveis de compartilhamento desses artigos são tão elevados que compensam muito mais do que os posts na página da empresa, que têm níveis relativamente baixos de engajamento.

Esta é uma empresa que utiliza uma estratégia que sobreviveria caso um dia o Facebook deixe de existir. E você? Como usa o Facebook para disseminar seu conteúdo? A sua marca sobreviveria? Pense nisso e entenda que uma boa estratégia de conteúdo é aquela que não perde mais da metade do seu desempenho quando um dos seus canais é desativado.

Nos vemos no próximo artigo! Um abraço!

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Jornalista, especialista em Marketing e Novas Tecnologias em Jornalismo, anda pela internet desde os idos de 1997, quando os modens ainda “cantavam” na hora de conectar. O que realmente prende a sua atenção é o conteúdo e as suas estratégias.

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