Quase todas as empresas hoje sabem da necessidade de se inovar, não digo inovar no contexto de se criar algo completamente novo e revolucionário, como o Ipad (o que não é uma má ideia), mas quando digo inovação, também considero aquela incremental e evolucionária, ou seja, que acrescenta algo a sua proposta de valor ou que ajusta sua proposta para se adequar melhor as necessidades dos seus clientes.

Na corrida em busca da grande ideia, muitas empresas saem tateando a esmo, lançando deliberadamente produtos e serviços que beiram e ultrapassam a linha do bizarro.

Quando se fala em inovação é preciso entender que sem utilidade não se faz novidade! É preciso que o novo proposto tenha propósito, que acrescente ou facilite a vida do seu cliente, senão será apenas ruído invasivo na mente do consumidor!

Existem aqueles que acreditam que as grandes sacadas são destinadas apenas aos grandes gênios, e que você não pertence ao rol da fama, mas isso não é real, as grandes sacadas que você acredita não vêm o nada, na verdade é junção de dois fatores:

– Observação: pessoas tidas como criativas são em essência observadoras e pensadoras, elas reúnem em suas mentes muitas informações de áreas diferentes, e não raramente travam discussões consigo mesmo sobre tais observações, o que faz com que seu cérebro grave melhor as informações.

– Relaxamento: assim como outros músculos do corpo, o cérebro também tem seus momentos de relaxamento e tensão. Um cérebro tensionado tente a ser dominado pelo instinto, e a programação base do cérebro não contempla o novo, e sim o costume, porque assim, o corpo acumula a energia que gastaria para processar e armazenar novas informações. São em momentos de relaxamento que as melhores ideias surgem, o conhecido “Ócio criativo”.

Mas se o seu ócio criativo tem se tornado pura procrastinação, então vamos tentar algumas outras ferramentas!

Observe o mar:

Não, essa ferramenta não é literal! É apenas uma analogia para que, se você quer trazer inovação para os seres terrestres, você pode tirar vários insights olhando a vida de outros seres como os aquáticos ou voadores. Não se prenda apenas a observar empresas do seu segmento, visite empresas de segmentos completamente diferentes e se pergunte como posso adaptar e melhorar aquilo para o meu negócio?

Procure nas pontas:

A probabilidade e a estatística nós deixaram com um certo vício administrativo: buscar a maioria! Ou seja, vamos entrevistar nosso clientes médios, pois são a maior número de clientes que temos.

Entrevistá-los é altamente relevante em questão de relacionamento, mas provavelmente poucos insights de inovação poderão ser extraídos desse público, as inovações normalmente se escondem nas pontas, busque entender o que faz alguns clientes frequentarem tão pouco sua empresa, e o que faz com que outros clientes a frequentem tanto.

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Encontre seus insights e mãos a obra, inovação é em essência, colocar novidades em ação, lembre-se que aquela ideia incrível armazenada em sua mente, não vai gerar retorno nenhum.

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