Gamestorming – Como utilizar jogos para obter novos resultados

Gamestorming – Como utilizar jogos para obter novos resultados

Jogo é um termo do latim “jocus” que significa gracejo, brincadeira, divertimento. O jogo é uma atividade física ou intelectual que integra um sistema de regras e define um indivíduo (ou um grupo) vencedor e outro perdedor. Quando falamos em jogos, quais as palavras que vem à sua cabeça? Ao menos para mim, as palavras são essas: desafio, esforço, interatividade, lúdico, competição, respeito, estratégia, acordo, prazer, entre muitas outras que ainda poderia listar aqui. Acredito que todas essas palavras devam se complementar para formar o universo dos jogos.

Nesse artigo tentarei mostrar para vocês como podemos utilizar os jogos para inovar e quebrar as tradicionais regras de nossas empresas. Uma pergunta frequentemente aparece nos meus pensamentos, com criar um ambiente mais criativo e mais participativo para minha equipe de trabalho? Os jogos são a resposta para essa questão, utilizaremos nesse texto a expressão Gamestorming, que possibilita jogos para inovação, geração de novas ideias, quebra de paradigmas e principalmente para o envolvimento horizontal de todos os colaboradores, onde os participantes possuem os mesmo direitos e deveres, buscando atingir os objetivos estipulados ao início do jogo.

Quem não está cansado de ser chamado para reuniões onde muito é cobrado e pouco é oferecido? Neste ambiente o gerente analisa os principais pontos, cita suas alternativas e delega as funções, pensando estar resolvendo o problema. Ele imagina que seus funcionários ou estagiários não tem a competência necessária para lhe ajudar na resolução, e assim, ele diz o que precisam fazer, sem deixar nenhum espaço para a exposição de ideias. O Gamestorming é um modelo totalmente oposto, onde o gerente se torna o facilitador de um processo onde todos deverão intervir, expor ideias, sugestões, e buscar resultados de uma maneira organizada e criativa. Vou listar alguns componentes básicos para que possamos iniciar um jogo:

Espaço de Jogo: Criamos um mundo alternativo. Precisamos que as pessoas entrem voluntariamente e que se atenham as regras estabelecidas, sem isso o jogo não seria possível.

Limites: Precisamos estabelecer limites de tempo e espaço previamente, isso deve ser feito pelos jogadores ou pelos facilitadores do jogo. Pode haver pausas para lanches, almoços, idas ao banheiro, mas respeitando todos os acordos.

Regras para Interação: As regras definem as restrições do espaço do jogo, não podemos violar o espaço e nem o tempo dos outros jogadores, tudo deve ser estabelecido previamente, assim espera-se que o jogo transcorra da melhor maneira possível.

Artefatos: A maioria do jogos possuem objetivos físicos que serão necessários para utilização no decorrer dos jogos.

Meta: Todos precisam saber quando o jogo acaba, o objetivo que foi estabelecido no início deve ser alcançado dentro de um tempo já pré-determinado, assim o grupo saberá aonde precisa chegar.

Essas são etapas básicas para que possamos iniciar um jogo. Através dos jogos, podemos melhorar a colaboração e criar percepções originais sobre o modo como nossas empresas funcionam, trabalhando assim em uma realidade alternativa, onde tudo é permitido, o não julgamento das opiniões levantadas se torna fundamental para a cooperação de toda a equipe envolvida.

Quando gostamos de participar de um jogo, entramos em estado de fluxo, (conceito de FLOW, desenvolvido na década de 70), que consiste em estarmos fazendo algo que gostamos muito, perdendo a noção do espaço tempo, atividade essa que podemos realizar durante horas sem nem mesmo pensarmos em nossas necessidades fisiológicas mais básicas. A utilização dos jogos no ambiente empresarial, pode ser um meio para que os colaboradores atinjam o seu estado de fluxo dentro das organizações, realizando seu trabalho com maior dedicação e interesse, tornando as reuniões mais produtivas e fazendo que com que resultados realmente aparecem ao final.

Este artigo é apenas uma pequena introdução ao universo do Gamestorming, para quem tiver mais interesse no assunto, recomendo o livro Gamestorming – Jogos Corporativos para Mudar, Inovar e Quebrar Regras, dos autores Dave Gray, Sunni Brown e James Macanufo, onde são apresentados 80 jogos para aplicação em suas empresas, e um vídeo onde podemos ver uma breve apresentação do livro:

Dedico esse artigo aos meus mestres no Gamestorming, Felipe Freitag, Felipe Benites Cabral e Freddy Cuzco.

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Marcus Tonin

Sócio da Candoo Comunicação e Branding e Consultor de Marketing pelo Sebrae. Apaixonado pela comunicação, que ainda acredita que esta deva ser realizada pelas pessoas, e não por seus meios.

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