Como mudar o jeito de fazer pesquisa de mercado na prática.

Outro dia li uma matéria na Revista Exame sobre carreiras. O ponto central era que empresas multinacionais estavam contratando sociólogos brasileiros para atuar no departamento de marketing destas companhias. A vantagem destes novos profissionais é que eles são capazes de vivenciar a pesquisa.

Talvez criar coisas mais atraentes ou deixá-las mais fáceis de usar, enfim, torná-las mais comerciais através de pesquisas qualitativas ou quantitativas não seja a maneira ideal de demonstrar que se escuta o cliente. Já passamos da Era de um SAC legalzinho, afinal, isso é apenas uma questão incremental dos produtos e serviços que na verdade não cria o tão esperado impacto junto ao público. É aí que está o principal desafio a ser respondido por uma pesquisa de mercado: Será que realmente estou criando algo de valor que resolva problemas e ao mesmo tempo seja capaz de mudar o mundo?

Neste abismo, se você quer uma dica, passe a pensar na ideia sobre os novos tipos de problemas que temos na sociedade moderna, como: educação, saúde e energia.

O detalhe nesta história toda é que depois de muito tempo sendo tratados como dados de amostragem, hoje os consumidores estão sendo reconhecidos individualmente. Isto é o chamado relacionamento que propicia respostas que nenhuma pesquisa por amostragem seria capaz de obter. É também uma maneira de gerar a colaboração e alcançar a alta produtividade. São estes modelos que estão transformando a interação entre as empresas e seus consumidores.

A Revolução das pesquisas!

Inovação Aberta: as empresas ultrapassaram os limites do departamento de marketing e passaram a incluir seu público nos processos de Pesquisa e Desenvolvimento para novos produtos/serviços;

Cocriação: a ideia de agregar valor ao produto/serviço contando com um maior engajamento dos steakholders (aqui inclui-se fornecedores) neste lançamento;

Crowdsourcing: através da internet é possível reunir a inteligência e o conhecimento coletivo – de todas as pessoas, sem preconceito de raça, religião e etc.. para resolver os problemas, criar conteúdo e soluções para outros.

Como isso ocorre?

Uma plataforma muito bacana onde toda esta teoria está sendo colocada em prática é no itsNOON. Onde grandes empresas colocam a disposição campanhas de marketing que estão idealizando, pedem a participação do público e através de postagens (vídeos, texto, desenhos) as pessoas sugerem novas ideias. Você pode até ser remunerado por isso, caso eles curtam muito sua sugestão. Vale tentar, viu! #ficadica

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Augusto Talarico

As vezes você ganha, as vezes você aprende. O seu grande mestre deveria ser o seu último erro. Perfil: Estudante da Pós ADM- FGV e colunista no Ideia.