Neste fim de semana prolongado, ao rever a história de vida de Steve Jobs, do seu início na garagem do pai, ao seu ápice, no lançamento do iPod, vi nele algumas atitudes interessantes como empreendedor, que me fizeram pensar um pouco sobre marketing pessoal, análise de futuro, carreira e um pouco de emoção. E o que eu gostaria de fazer com vocês nesse artigo é justamente buscar um raciocínio sobre a verdade de cada um, do ponto de vista da sua entrega nas suas carreiras, no seu trabalho e no mundo em que vivemos.

O que isso tem a ver com marketing? O que tem a ver com organizações, com planejamento, com design, com propaganda? Tudo! Nossa forma de viver e lidar com a vida demonstra nossa dedicação para com o mundo lá fora, nossas atitudes poderão definir todo o nosso caminho, e é sobre isso que gostaria de falar a partir de agora.

É muito importante, em algum momento da vida, analisarmos para onde estamos indo. Muitos conseguem fazer isso logo no início da fase escolar, desenvolvendo habilidades; outros, irão se deparar com isso somente quando a necessidade bater à porta. Quando algumas coisas acontecem em nossas vidas precisamos parar, pensar e reagir a elas. Algumas pessoas nunca reagem, elas apenas agem: são proativas e capazes de direcionar suas ações, com base no empirismo ou a partir de alguns aprendizados aleatoriamente empregados em outras situações.

Nas organizações, uma pessoa se destaca pela sua produção, pelo seu conhecimento, mas também por sua capacidade de liderança, o seu diferencial pode ser tanto produtivo como motivador, ela induz ou encoraja outras pessoas para agir, consegue desenvolver talentos e organizar pessoas para que elas possam produzir algo a partir de ideias. Essas pessoas são diferentes, são empreendedoras, interna ou externamente. São possuidoras de uma capacidade diferenciada de comunicação, e isto é um grande potencial a ser levado em conta pelas empresas.

O diferencial que estou me referindo não necessariamente precisa estar no produto, na comunicação ou até mesmo na forma de desenvolver uma ideia, mas sim, na forma de lidar com as pessoas envolvidas. O processo pelo qual todos os produtos são criados, sendo eles tangíveis ou não, pois estamos falando aqui também de serviços, o tratamento adequado no atendimento, além de qualquer outra abordagem mercadológica que possa ser compreendida desde o processo inicial de criação até a chegada do produto na casa do cliente final.

No filme Steve Jobs (2013), foi retratado o lançamento do iPod, em 2001, para o público interno da empresa, onde o CEO da Apple mencionou uma frase que pode definir o marketing como eu enxergo, Jobs disse: “Quando é possível tocar o coração de alguém, não há limites!” Nesse caso, estamos falando necessariamente de produtos ou serviços, mas não estamos falando das pessoas que fazem parte de todo esse processo. Estas também precisam tocar o coração de alguém, precisam passar sua mensagem, precisam atingir a natureza do seu interlocutor, fazendo-se compreender, falando a sua linguagem, transformando a sua emoção em ação.

O foco nesse caso precisa ser analisado, pensado, levado a diante com total dedicação. A persistência, a intenção e a maneira com que se acredita nessa ideia pode realizar toda a diferença no resultado. Ao direcionar a atenção, é preciso limitar-se: mesmo que paradoxalmente, o foco não está relacionado apenas ao prestarmos atenção apenas em uma coisa, mas está na arte de dizer não a outras tantas maravilhosas ideias, parafraseando novamente Steve Jobs.

O talento, desse modo, está na capacidade de focar no lugar certo e na hora certa, na percepção de tendências, revelando a realidade, aproveitando-se de oportunidades em tempo real. Como disse Daniel Goleman, em seu livro FOCUS (2013): “não é apenas o foco de um único tomador de decisão estratégico que faz uma empresa vencer ou quebrar: é toda a amplitude de atenção e destreza que envolve a todos”.

Para terminar o raciocínio, deixo um princípio cabalístico lido e relido por diversos estudiosos do mundo inteiro, onde Yehuda Berg ratifica em seu livro O poder da Kabbalah (2011): “não acredite numa única palavra que ler. Faça um ‘test-drive’ das lições que aprender”, que nada mais é do que: seja curioso, não acredite em tudo o que ver, busque desvendar, interagir, produzir, criar e recriar situações para que possa desenvolver o seu próprio método de raciocínio, isso certamente o tornará capaz de tomar decisões, desenvolver habilidades e direcionar seu talento para uma boa carreira.

Para quem se reconhece nesse texto, ou se vislumbra um futuro empreendedor interno, procurando mudanças por onde quer que passe, nas suas carreiras ou na vida, o brilhante texto que embala o comercial institucional da Apple de 1997, pode descrever como podem ser vistas as pessoas que “pensam diferente”. Eis:

“Isto é para os loucos. Os desajustados. Os rebeldes. Os criadores de caso. Os que são peças redondas nos buracos quadrados. Os que veem as coisas de forma diferente. Eles não gostam de regras. E eles não têm nenhum respeito pelo status quo. Você pode citá-los, discordar deles, glorificá-los ou difamá-los. Mas a única coisa que você não pode fazer é ignorá-los. Porque eles mudam as coisas. Eles empurram a raça humana para frente. Enquanto alguns os veem como loucos, nós vemos gênios. Porque as pessoas que são loucas o suficiente para achar que podem mudar o mundo são as que, de fato, mudam.” (APPLE, 1997)

A carreira está a nossa disposição, podemos fazer o que quisermos com ela, podemos desenvolver um trabalho para ficar na história, podemos levar pessoas conosco, mas fatalmente, nunca poderemos passar inertes por ela, pois dessa forma não teremos feito uma carreira, teremos feito apenas um trabalho, como qualquer outro.

O comercial pode ser visto, na narrativa especial de Steve Jobs, em: <http://youtu.be/8rwsuXHA7RA>

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Jonatan Fortes

Consultor Empresarial
Consultor empresarial, Diretor de Marketing da Fonte de Talentos (RS). Mestrando em Desenvolvimento Regional, onde busca conhecimentos visando aplicar na geração de talentos. Acredita no poder da comunicação e atua na promoção e desenvolvimento de empresas e talentos para o crescimento coletivo.

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