Vender, vender e lucrar. A ambição de muitas empresas é lucrar através da troca de valores diferentes, de um lado o cliente que busca saciar suas necessidades procurando qualidade, conforto, beleza, versatilidade, segurança, status, etc.; e, de outro, a empresa que, através de estratégias de comunicação, visa receber a sua moeda de troca (dinheiro, na maioria das vezes) atendendo a essa demanda. No caso do relacionamento, uma forma de gerenciar e manter os laços de troca é colocar em prática a régua de relacionamento.

Como se encontra pelas teias infindáveis da internet, a régua de relacionamento trata-se de uma interação de longo prazo, desde o início da pesquisa de compra até o pós-compra, a fim de que se mantenha a relação e se inicie outro interesse de compra por parte do comprador, uma maneira de se conservar a conectividade com o consumidor e se mostrar de prontidão a seus serviços. Um número considerável de empresas pratica essa técnica, mas, agir de uma forma mais diferenciada, acredito eu, é o que pode fazer um maior impacto nessa relação profícua.

Todos nós recebemos dezenas, centenas, de e-mails por dia, em parte de empresas que efetuamos compras ou pesquisamos algo (é a régua de relacionamento em ação!). Entretanto, vamos pensar, qual dessas comunicações lhe atraiu realmente ou o fez simpatizar com o tipo de abordagem? Será que as pessoas veem a “nova mensagem” como só mais um e-mail marketing tentando vender um produto qualquer? Que só enche sua caixa de e-mail? Não pode ser só isso! Há de existir um interesse maior e mais valioso nessa mensagem e que não seja somente a venda crua e nua. A régua de relacionamento não pode ser mais aquela velha “Promoção Especial para Você!”, pois não somos bobos e sabemos que aquilo foi enviado aos montes. Não digo que se deva visitar cada cliente em casa, tomar um café e conversar aleatoriamente sobre o dia dele, mas… Aliás, por que não? O que quero registrar aqui, nessas palavras incansáveis, é que a tal da régua de relacionamento deve ser, de fato, constante, mas não incisiva, imperativa, fria. Ninguém se sente confortável com aquele colega que pergunta a todo o momento se você gosta dele, querendo um feedback, certo? E nem de uma empresa que tenta chamar a sua atenção a cada clique dado pelas redes digitais.

Concluindo – e respirando mais devagar agora – planejar e trabalhar de uma forma mais exclusiva e diferenciada em mensagens e abordagens com um cliente, de modo a não ser incluso à caixa de spans, é o desafio e um zelo e respeito a ser estabelecido sinceramente com nós, nossos clientes e amigos de nossas redes. Demonstrar interesse no cliente, compreendê-lo com cumplicidade e condescendência pode ser um caminho propício. Não seja o chato carente, ele será evitado o máximo possível. Em vez disso, mostre-se, por meio da técnica em questão, que ele (o cliente) possui um colega de mercado em quem pode confiar e, acima de tudo, um ser humano por trás daquela tela.

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Marcos Holanda

Curioso. Inconstante. Inconformado. Seria interessante me conhecer um pouco mais pelos meus textos, eles representam parte de mim. Então, boa leitura!