3 coisas que o método científico nos ensina sobre empreendedorismo

3 coisas que o método científico nos ensina sobre empreendedorismo

Muitos empreendedores que tiveram a coragem e a atitude de tirar suas Startups do papel e coloca-las à prova no mundo real costumam se questionar: como saber se estou indo na direção certa em um mercado tão incerto? A primeira reação é a de agir intuitivamente, pensar nas decisões uma a uma, na hora em que elas se apresentam e utilizar informações que se consegue obter sem muita dificuldade, na confiança de estar tomando a melhor decisão possível no cenário em questão. Pode dar certo, e muitas vezes dá, mas o risco é alto. Quem gostaria de apostar todas as suas fichas sem saber se a mão do adversário é melhor que a sua?

Mas empreendedorismo não é um tiro no escuro, as Startups podem aprender algumas coisas com o método científico para transformar o caminho do empreendedorismo em uma jornada ao [não tão] desconhecido.

Em setembro de 1980 estreava na TV uma série que mudaria o jeito como as pessoas entendem a ciência: Cosmos, de Carl Sagan e sua esposa Ann Druyan. A série foi exibida para mais de 500 milhões de pessoas e abriu a janela do universo para aqueles não eram cientistas. O talento de comunicador de Sagan, capaz de desmitificar o que até então fora informação científica inacessível, jogou à mesa uma série de discussões sobre a ciência em si e como ela se propõe a tratar de assuntos complexos, como a origem de todas as coisas.

Para produzir qualquer conhecimento dito científico, é necessário obedecer a um conjunto de regras básicas que orientam qual procedimento seguir, chamado de método científico. Mas, ao contrário do que muitos pensam, a utilização do método científico não é exclusiva para pesquisadores e cientistas, qualquer pessoa que tente solucionar um problema pode empregá-lo, e a vida de uma Startup é voltada à resolução de problemas!

Mas, então, o que o método científico pode ensinar aos empreendedores sobre a sua Startup?

1. Evolua

O método científico é construído de forma que a ciência e suas teorias evoluam com o tempo, ou seja, a ciência é um conhecimento provisório. E a Startup deve tratar seu produto ou serviço da mesma forma. Na maioria das vezes são feitas tantas mudanças que o resultado final é algo pouco (ou nada) parecido com a ideia inicial.

2. Colabore

Quando temos uma ideia que nos parece única e inovadora, é natural querermos esconde-la e não dividir com ninguém, com medo de que roubem a nossa ideia. Porém, a história nos mostra outra coisa: empreendedores que compartilham suas ideias com mentores e conselheiros obtêm informações valiosas e orientações que os ajudam a tomar decisões e direcionar melhor seu negócio. É assim que o método científico funciona, o cientista disponibiliza seus trabalhos para que outros possam comprovar (ou não) suas hipóteses.

3. Arrisque-se

É comum ver empreendedores se apegarem tanto à sua ideia ou seu conceito a ponto de rejeitar qualquer indicação de falha do seu produto ou serviço, buscando somente dados que corroborem suas hipóteses. Mas o método científico nos ensina a trabalhar com o falseamento, ou seja, testar suas hipóteses procurando não apenas evidências de que ela está certa, mas sobretudo evidências de que ela está errada. Teste o seu produto ou serviço buscando evidências de que ele não funciona, assim você conseguirá aprimora-lo e obter melhores taxas de sucesso.

Empreender não é uma tarefa fácil, mas séries como Cosmos e o método científico nos inspiram a utilizar todo o conhecimento que conseguirmos produzir e reunir, para apontar a Startup na direção certa e, quem sabe, alcançar o status de estrela.

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Sued Lima

Graduado em Administração pela Universidade Federal de Pernambuco, atuou nas áreas de Treinamento e Desenvolvimento de Pessoas, Marketing, Vendas, Desenvolvimento de Software e Gestão de Projetos e Pessoas em empresas de diversos ramos e tamanhos. Apaixonado por empreendedorismo, inovação, startups e gestão empresarial. Tem como missão ajudar o máximo de pessoas possível e construir uma poderosa rede de transformação social, mercadológica e econômica.

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