Evolução. Esse é o caminho natural de tudo o que existe ou que é feito pelo homem e não poderia ser diferente com a tecnologia. Tecnologia, que na minha percepção está nas coisas mais simples da vida – como um lápis, uma lanterna ou um caderno-, e até em coisas um pouco mais complexas – como fogões, um carro ou um sistema de informação de um banco. Essa mesma tecnologia se fez presente nas “telas” que envolveram o mundo com o passar dos anos: a tela do cinema, da televisão, do computador e a do celular. Comentarei um pouco de cada uma das telas, mas focarei na última e como o comportamento das pessoas está mudando e provocando uma nova postura no mercado.

A tela do cinema reunia várias pessoas em locais públicos para compartilhar emoções, viajar em visões do futuro e trocar experiências que moldavam a nossa vida. Foi a primeira maneira de passar mensagens que nos guiariam, nos animariam e também que iria expor a nós realidades não muito confortáveis. A segunda tela, a tela da televisão, nos conectou com o mundo e seus acontecimentos, nos proporcionou entretenimento nunca antes visto com os vídeos-games, e diferentemente da tela do cinema, agora nós não estávamos mais envoltos numa multidão, mas restritos em pequenos grupos. Lembro-me quando criança e visitava a casa de minha avó, e percebia que as pessoas se reuniam em uma das praças do bairro para assistir a um jogo de futebol, a uma novela ou simplesmente a um noticiário vidrados da tela de uma pequena televisão. E então veio a terceira tela, a do computador. Esta tela mudou a forma como brincávamos (e como brincamos hoje) e fez parte de algo muito maior: a internet. Novas formas de trabalho (mais ágil e eficiente), nova maneiras de comprar e novas maneiras de interação humana. Apesar de surgirem várias comunidades, a terceira tela restringiu ainda mais o contato pessoal, criando (talvez) um sentimento de proximidade e isolamento ao mesmo tempo. Posteriormente, tudo mudou novamente. A tela do celular nos trouxe para o mundo externo, fez com que pudéssemos levar nossos jogos conosco, registrar nossos momentos com vídeos e fotos, e aparentemente nos colocou em contato, novamente, com várias pessoas.

É inegável as influências que a tela de um celular pode provocar em nossas vidas. Interagimos mais com os outros. Curtimos coisas pelo facebook; postamos nossos momentos em fotos pelo instagram; conversamos pelo whatsApp individualmente ou em grupo… além das músicas, vídeos e diversos aplicativos usuais, como o de jogos, bancos, e de estudo. Existem crescentes oportunidades que vem sendo exploradas com o uso da quarta tela – tanto que o facebook comprou o instagram e recentemente o whatsApp, e uma nova interface da rede dará mais espaço para fotos está chegando aos usuários, e a Apple está investindo no iPhone 6c. Contudo, se você enxerga mercado no aspecto macro, assim como eu, deve também entender o lado negativo, os vícios de comportamento com o advento do celular e sua consequente popularização (com os smartfones).

Entre os vícios de comportamento, se assim podemos dizer, vemos que o foco das pessoas está em interagir pelo celular, e muitas vezes esquecem a importância do contato presencial com outras pessoas e todas a vivências perdidas com está maneira de viver.

E por que motivo destacar a influência negativa do comportamento de muitos indivíduos diante do celular? Porque, enquanto empresa, isso pode gerar prejuízos se não me adaptar as mudanças. E eu destaco dois exemplos para comprovar essa lógica:

  • Sundown: para o verão 2011/2012 a empresa criou uma campanha que pedia vida ao ar livre sem internet. Claro que também temos a televisão, vídeo game e o computador que fazem as pessoas não aproveitarem o sol. De qualquer forma, há um estímulo a integração pessoal com esta abordagem da Sundown;
  • Polar: marca de cerveja do Rio Grande do Sul criou um “anulador de celular”, pois as pessoas quando vão ao bar tem (algumas) mania de ficar tirando foto de comida… fazendo check-in… ou curtindo algo no facebook. O anulador bloqueia o sinal de internet com celulares, e temos como conclusão: mais consumo e mais interação.

As duas empresas, por uma nova realidade de comportamento dos consumidores, tiveram que adotar novos posicionamentos estratégicos para gerar bons resultados e competitividade. A tendência é que cada vez que a tecnologia evolui, consequências se originam e impactam o modo de vida e o mercado. Manter-se antenado (a), antecipar-se e propor soluções diferentes pode ser essencial para acompanhar as mudanças. Aproveite o poder da quarta tela!

“A mudança é a lei da vida. E aqueles que apenas olham para o passado ou para o presente irão com certeza perder o futuro”. John Kennedy

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Professor; Administrador formado pela Universidade Católica de Pernambuco (UNICAP); Pós-graduando em Docência no Ensino Superior pelo Senac; Acadêmico de Recursos Humanos pelo Instituto Brasileiro de Gestão e Marketing (IBGM); Estudioso de empreendedorismo, responsabilidade social e da Geração Y. Tenho na educação a esperança de transformação deste mundo: pessoas conscientes contribuem para um mundo melhor!

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