Marketing sensorial pode ser definido como o marketing que direciona a comunicação para os cinco sentidos do consumidor (tato, visão, olfato, paladar e audição), com o objetivo de afetar suas percepções sobre produtos e serviços influenciando assim as decisões e experiências de compra.

Hoje, mais do que nunca, as marcas precisam carregar um significado sensorial. É consenso a necessidade do estímulo para criar um vínculo emocional com o consumidor. O sucesso na criação desse estímulo vai depender de como os cinco sentidos são gerenciados para causar certas percepções nas pessoas.

Afinal, no momento da verdade, aquele em que o cliente já está em contato com os produtos, a máquina perceptiva orquestrada pelo nosso cérebro começa a operar e desempenha um papel fundamental na tomada de decisão. Ela escolhe uma opção, mesmo antes do nosso córtex pré-frontal ter tempo para avaliar todas as possibilidades. O ato de decisão de compra leva 2,5 segundos, e todas as alternativas são avaliadas de forma inconsciente. Isso acontece porque muitos fatores influenciam o processo: cultura e crenças; memórias de experiências passadas; a percepção da realidade através dos nossos sentidos e como interpretamos essa informação; e, sem dúvida, nossas emoções.

Por isso, é exatamente aqui que a neurociência se torna parceira do marketing sensorial. Com a ajuda dela, podemos medir o que acontece no cérebro quando somos atingidos pelos estímulos de uma marca, como o que acontece quando sentimos o cheiro do nosso perfume favorito, por exemplo. É possível medir a conexão emocional criada e o impacto causado em nossa memória, bem como o grau de associação que tudo isso causa com marca.

A Neurociência Aplicada, portanto, permite a análise da relação marca-cliente e gera feedbacks importantíssimos para o planejamento estratégico.

Se sua empresa tem perguntas que vão de “como eu decido a melhor embalagem para meu produto?” até “como faço para impactar de forma positiva e duradoura os consumidores?”, a neurociência tem a resposta pra você. Ela pode ajudar sua empresa a incrementar seus produtos e serviços para que eles sejam exatamente aquilo que o consumidor quer. Ou pode ajudar sua empresa a criar produtos novos com taxas baixíssimas de rejeição pelo mercado. A principal diferença aqui é que quem responde às pesquisas é o cérebro e não a “politicamente correta” consciência do consumidor. Uma frase bastante usada pela Brain House, empresa espanhola que forneceu grande parte das informações para este artigo, demonstra bem o que tudo isso quer dizer: “A coisa mais valiosa que você pode aprender com seus consumidores é aquilo que eles não podem ou não conseguem dizer”.

A coleta de informações do mercado é essencial para garantir a adequação do produto em desenvolvimento às necessidades dos consumidores e potenciais consumidores. Muitas empresas entendem isso, mas ainda são bastante resistentes à ideia de contratar consultorias em Neuromarketing. Preferem investir parte do orçamento em pesquisas tradicionais e depois em publicidade e propaganda. Esse posicionamento precisa ser revisto. Dados fornecidos pelo Instituto Nacional de Estatística da Espanha informam que a cada dez produtos lançados naquele país, sete não conseguem permanecer no mercado. No Japão o índice é ainda pior, nove em cada dez produtos são rejeitados em pouco tempo. Até o fechamento deste artigo, não encontramos os dados-Brasil, mas de qualquer forma as empresas, sejam elas espanholas, japonesas ou brasileiras, não podem cometer erros de lançamento de novos produtos, pois muitas delas não possuem recursos suficientes para sobreviver a isso.

A fusão do marketing com a neurociência traz em si a ideia de minimizar problemas desse tipo e de permitir que as empresas sejam mais assertivas em seus negócios. Como já informamos em outros artigos por aqui, ainda é uma área bastante nova, mas é já é de vital importância que os empresários conheçam mais sobre isso. Se eu fosse você, iria pelo menos conhecer algumas empresas que trabalham com neuromarketing.

 

 

banner clique
The following two tabs change content below.

Erica Ariano

Apaixonada por tudo que é futurista e único, sofre de curiosidade latente e desprendimento de convenções. É consultora de marketing, especialista em mídias digitais e palestrante. Sua porção engenheira a faz ser louca por neurociência, por isso estuda o assunto e escreve sobre ele aqui também.