Hoje darei continuidade ao nosso papo sobre as tendências projetadas por Faith Popcorn. Como exposto no último artigo, falarei sobre as últimas 5 (das 10) projeções da autora que estão mudando radicalmente a forma das pessoas viverem e, das empresas fazerem negócios.

Volta ao passado

Algumas características dessa tendência são: pessoas vivendo mais, envelhecendo melhor e se recusando a ter limitações de idade. Os casamentos são adiados e as mulheres postergam a maternidade. Há uma preocupação enorme com a saúde, a estética e a longevidade. A preocupação com a idade (ser velho) não é tão grande quanto décadas atrás, porque sabe-se que o que importa é viver bem cada fase. No entanto, pelo estresse do dia a dia, sobra pouco espaço para o riso e, por isso, as pessoas buscam por meio de brincadeiras de infância, jogos, cinema, passeios e até mesmo objetos de decoração, uma volta ao passado. Há uma nostalgia em relação à infância e, as empresas que proporcionarem ao consumidor, esse retorno, saem na frente. Como diz a autora “ (…) o pessoal de marketing terá de lembrar da criança interna que acompanha cada adulto”. A oportunidade reside em coisas que façam as pessoas se sentirem melhor, se divertirem, rirem e, serem crianças novamente.

Desafio: como sua empresa pode proporcionar aos públicos essa volta ao passado e, fazer o consumidor sentir-se bem e com nostalgia em relação à infância?

Sobreviver

Essa tendência revela um medo coletivo e desconfiança em relação aos nossos alimentos. Afinal, as frutas, as verduras, tudo está envenenado. As pessoas têm medo do que comem e, sabem que isso, ao longo do tempo, poderá causar-lhes doenças terríveis como o câncer por exemplo. Ademais, elas sabem que o poder de melhorar a vida, está nelas, buscando uma alimentação mais saudável, escolhendo onde viver, o que fazer, se estressando menos. Muitos alimentos serão cultivados em laboratório e não mais nas fazendas. A medicina tradicional já não é tão confiável e dá espaço à preventiva. Homeopatia, reflexologia, acupuntura, aromaterapia, chás, alimentos calmantes, sobremesas para a depressão, spas para o humor, cruzeiros terapêuticos, viagens para lugares saudáveis para curar o corpo, programas de bem-estar nas empresas, dentre outros, são retrato dessa tendência em “sobreviver”. Cada vez mais, se procurará melhorar a qualidade de vida e, as pessoas pagarão qualquer preço para sobreviver. E há uma consciência de que o homem se distanciou demais da natureza e, necessita se reaproximar.

Desafio: Preparar seu negócio para proporcionar produtos mais saudáveis, qualidade de vida e bem-estar às pessoas.

Consumidor vigilante

Essa tendência fala de um consumidor vigilante que pressiona, protesta e não aceita ser enganado pelas marcas. Se ele perceber que há algo de errado, vai espalhar aos quatro cantos.

Nesse sentido, temos muitos cases recentes que ilustram a projeção: invasão do Instituto Royal, consumidor que grava vídeo denegrindo a Brastemp, o case da coleção PeleMania da Arezzo, dentre outros. Também, ilustra uma nova realidade para os profissionais de marketing: suas propagandas e campanhas já não têm muita credibilidade, dando espaço para a busca de informações (por parte do consumidor) na experiência de consumo de outras pessoas. Ou seja, o público pesquisa, e não vê na publicidade uma motivação para aderir à determinada marca.

Desafio: esta é uma realidade que afeta qualquer organização e o desafio é, além de oferecer produtos e serviços de qualidade, estreitar os laços com os públicos (Relações Públicas) e fazer com que esses falem positivamente da sua marca. Essa é a melhor propaganda do mundo!

99 vidas

As pessoas estão desafiando a noção de tempo e assumindo múltiplos papeis. Trabalham em dois, três empregos. Têm dois, três casamentos e, as vezes, filhos de todos eles. São ao mesmo tempo, profissionais, filhos, pais, mães, amigos, donos(as) de casa e com inúmeras necessidades e desejos. Não há mais um papel definido para cada um. Todos estão vivendo suas 99 vidas, e, em um ritmo acelerado. Nesse contexto, o tempo é um grande conceito. Parece que não há mais tempo suficiente para tanta coisa a se fazer. E ainda, as tecnologias nos deixam disponíveis e nos bombardeiam 24 horas por dia. As refeições estão sendo substituídas por lanches para otimizar o tempo.

Desafio: Ajudar as pessoas a readquirir seu tempo! Comidas entregue a domicílio, equipamentos multifunções, empresas que agreguem vários serviços e, que otimizem o tempo do consumidor para que ele possa viver bem suas 99 vidas. Como propõe a autora: que tal um consultório odontológico com café expresso e salão de massagem? Confortáveis salas de estar, nas empresas, nas quais manicures, cabeleireiros, alfaiates e varejistas poderiam vir na hora do almoço para agilizar nossas vidas? A lição das 99 vidas, segundo Popcorn é: edite, corte, reduza, simplifique, agilize. Não complique a vida das pessoas! Permita que através de seus produtos e serviços, elas possam viver melhor e desaceleradamente suas 99 vidas!

S.O.S (salve o social)

Fazer o bem já não é mais uma opção, é um dever. Há uma consciência coletiva da necessidade de salvar o planeta. As preocupações das nações tornam-se as preocupações das empresas. A decência poder ser lucrativa. Capitalistas pela decência. Estas são algumas frases relatadas por Faith Popcorn para retratar essa tendência.

O fato é bem notório no nosso dia-a-dia: uma preocupação crescente das pessoas (crianças, inclusive) com o meio ambiente e com as causas coletivas. As empresas também estão cada vez mais aderindo à sustentabilidade (por consciência ou, pela pressão da sociedade). Há muito mais consciência e engajamento por parte dos indivíduos em relação às causas coletivas. As organizações nesse sentido, reconhecem que também são parte da sociedade e têm o dever de cuidar do planeta e fazer ações sociais.

Desafio: Fazer o bem. Seja você representante de uma empresa ou cidadão “comum”. Torne-se um líder do bem na sua família, na comunidade, universidade ou empresa. Crie ou expanda projetos já existentes no concernente à sustentabilidade, à responsabilidade social na empresa.

Para as empresas, fica o recado: o capitalismo pode ser decente, como fala Popcorn. Há uma via de mão dupla que ganha nesse sentido, sua empresa, com a redução de gastos ambientais e visibilidade positiva em relação à imagem e, a sociedade e a natureza que se beneficiam das ações.

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