Seguindo os passos da Microsoft e do Google, um novo grupo dentro do Facebook está desenvolvendo um sistema de inteligência artificial com foco no aprendizado e na compreensão do pensamento humano.

O grupo conhecido internamente como “time AI” (artificial intelligence), trabalha em parceria com o MIT (Massachussets Institute of Technology) e tem como meta construir redes neurais artificiais para o processamento de dados com a finalidade de entender melhor as intenções e emoções por trás do conteúdo publicado pelos usuários.

Hoje, para filtrar o que nos é mostrado na linha do tempo, o Facebook utiliza o Edgerank, um algoritmo que determina qual a relevância de um post, e escolhe o conteúdo de maior interesse para cada usuário de acordo com as seguintes variáveis:

er
u = A afinidade entre o usuário e a pessoa que publicou a mensagem.
w = O peso que o Facebook dá a cada tipo de postagem (foto, vídeo, link e texto – essa é a ordem de importância) e ao tipo de interação realizada entre os leitores do post. Compartilhar é mais importante que comentar, que é mais importante que curtir, que é mais importante que rir alto, até porque nesse algoritmo o Facebook ainda não sabe que você riu alto, mesmo se você escrever “ri alto!”.
d = Tempo desde a última interação. Como o objetivo é sempre apresentar conteúdo novo, o Edgerank dá um peso maior para as postagens recentes e para as quais as interações que aconteceram a menos tempo.
e = É apenas simbólico e vem da palavra “edge” que significa fronteira, limite – a ideia é que exista uma linha entre o usuário leitor e o usuário que publicou a mensagem e que represente o grau de proximidade e interação entre ambos.

facebook_aiCom a utilização de inteligência artificial a empresa pretende ir muito além do que esse algoritmo possibilita. De acordo com o MIT Technology Review, o novo modelo em estudo chamado “deep learning” (aprendizado profundo) é uma forma relativamente nova de inteligência artificial, dedicada ao desenvolvimento de algoritmos e técnicas que permitam ao computador aperfeiçoar seu desempenho em alguma tarefa. É o termo utilizado para descrever sistemas de redes neurais artificiais que imitam o funcionamento do cérebro humano para aprender. Esses sistemas podem aprender com pouca intervenção porque são capazes de descobrir por si mesmos quais os dados mais importantes em cada interação. O “deep learning” poderá ajudar o Facebook a perceber emoções mesmo se elas não estiverem explicitamente referenciadas no texto, a reconhecer objetos em fotos e a prever o comportamento futuro das pessoas.

Embora que os detalhes sobre este projeto ainda sejam secretos e, Mike Schroepfer, diretor de tecnologia da empresa, afirme que seu principal objetivo seja melhorar o feed de notícias, especula-se que a real intenção da rede social seja a de conseguir digitalizar a personalidade de seus usuários visando disponibilizar mais corretamente ofertas publicitárias para seu público-alvo correto, afinal, quando se trata de Facebook “it’s all about money”.

Erica Ariano

Erica Ariano

Apaixonada por tudo que é futurista e único, sofre de curiosidade latente e desprendimento de convenções. É consultora de marketing, especialista em mídias digitais e palestrante. Sua porção engenheira a faz ser louca por neurociência, por isso estuda o assunto e escreve sobre ele aqui também.

Latest posts by Erica Ariano (see all)