Liderar nos dias de hoje tornou-se uma arte. Sendo arte, exige das pessoas que exercem a liderança uma postura de humildade diante dos fatos que envolvem os liderados e a concorrência.  E falando em humildade (ou da falta dela), posso citar a história do General Sedgwick, contada no livro de Mario Sergio Cortella “Qual é a tua obra?”.

excesso-de-confiança

Fonte: http://bit.ly/15Og4tU

Segundo conta Cortella, na guerra civil norte-americana Sedgwick morreu com um tiro no olho esquerdo, em 9 de maio de 1864, enquanto observava as tropas inimigas ao longe. Ele duvidava, pela distância, que seus inimigos tivessem a capacidade de causar algum dano à tropa ou até mesmo a si. A última frase que disse foi “Imagine, eles não acertariam nem um elefante desta dist…”

O excesso de autoconfiança apresentada pelo General Sedgwick o levou a morte. Mas por quê? Porque, assim como vários líderes atualmente acreditam que são invulneráveis certos do despreparo alheio, assim também aconteceu com o General.

Um líder não pode supor que está blindado, pois perde a cautela tão necessária às atividades diárias. Ao imaginar que tudo o que faz ninguém poderá superar ou ao supor uma falsa segurança pelos anos de prática, cria-se um ambiente cheio de arrogância. A arrogância nos preenche com o sentimento de plena satisfação e certeza, levando-nos a achar que já sabemos de tudo e consequentemente não precisamos saber mais nada. É uma sorrateira armadilha! Se o leitor (a) perceber, a abordagem deste texto é como um efeito dominó: a falta de humildade leva ao excesso de confiança, que por sua vez cria um ambiente de arrogância e que acarreta…O que acarreta? Acarreta, estabelecendo uma conexão com o tema, na síndrome do General Sedgwick: uma falsa impressão que o jogo já está ganho e que nenhum adversário estará à altura para competir.

Se existe a zona de conforto, neste caso podemos destacar a zona de segurança, que seria o pensamento de invencibilidade. Com a dinâmica forte do mercado e seu alto grau de inovação, esse pensamento de invencibilidade é um tiro no pé ou até mesmo a assinatura de fechamento da empresa. Busquemos sempre a preparação e a melhora daquilo que fazemos.

“O maior líder é aquele que reconhece sua pequenez, extrai força de sua humildade e experiência da sua fragilidade”. (Augusto Cury)

Ricardo Verçoza

 

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Professor; Administrador formado pela Universidade Católica de Pernambuco (UNICAP); Pós-graduando em Docência no Ensino Superior pelo Senac; Acadêmico de Recursos Humanos pelo Instituto Brasileiro de Gestão e Marketing (IBGM); Estudioso de empreendedorismo, responsabilidade social e da Geração Y. Tenho na educação a esperança de transformação deste mundo: pessoas conscientes contribuem para um mundo melhor!

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