Sir Charles Spencer Chaplin, mais conhecido como Charles Chaplin, foi ator, diretor, produtor, humorista, empresário, escritor, comediante, dançarino, roteirista, músico britânico e uma personalidade histórica, entre as quais mais admiro por seus pensamentos. Uma das minhas frases preferidas é “Conhecer o homem, esta é a base de todo sucesso”. Poucos se dedicam ao autoconhecimento ou em conhecer o outro nos mais diversos ambientes e níveis hierárquicos.

Conhecer o homem é uma habilidade essencial para o profissional, independente qual seja sua área de atuação. Precisamos olhar além do networking que consiste na troca de cartões e contatos online, e dar mais atenção ao que está presente em um relacionamento, em uma sinergia de se comprometer com o outro e não apenas com interesses superficiais e momentâneo. Todo relacionamento se constrói com fases, níveis de dedicação. Certa vez refleti que os melhores networkers são os introvertidos, porque os mesmos possuem um poder de observação maior que pessoas extrovertidas, entretanto “cada cabeça, uma sentença”, logo não generalizemos.

cool-huntingOutra profissão ligada ao marketing, surgiu nos anos 90 para pessoas que possuem um olhar mais aguçado, curioso e estão sempre antenado em novas tendências antes mesmo de cair na boca do povo. Esse profissional se antecipa e adapta às empresas. O nome dessa profissão não poderia ser mais sugestivo: Cool Hunting.

Engana-se quem pensa que é uma rotina fácil, com muita diversão. É “cool” sim, porém há muita dedicação desse profissional, pois literalmente  precisa-se caçar o que está prestes a se transformar em febre, viral. A descoberta desse assunto pode surgir em uma conversa de bar, espera de um ônibus, em uma reunião, – atenção às mídias sociais – e o comportamento de usuários. Porém não é necessário apenas senso de observação e sim de prévio conhecimento sobre tais assuntos.

O profissional cool hunter precisa conhecer de zeitgeist, termo alemão que significa espírito de tempo, ou seja, o profissional é uma espécie de raio x da cidade e das pessoas. Algumas pessoas confundem com pesquisa de mercado, porém é preciso verificar que vai além. Quando analisamos o mercado listamos produto, preço, lugar e promoção e, no cool hunting analisamos pessoas, lugares, planos culturais e projetos.

A primeira característica que o profissional “caçador de tendências” deve possuir é ser observador do comportamento humano e, também,  do ambiente, deve-se analisar o comportamento do indivíduo em sociedade e levar em consideração a cultura local.  Não há “achismos”, e sim muito estudo, comparações entre passado e presente (o conhecimento de outras regiões por meio de viagens é uma exigência da profissão).

Muito mais que uma nova carreira, uma profissão consiste em um estilo de vida. Segundo os profissionais que abraçaram essa carreira, o cool hunting propicia ver o mundo à sua volta e as pessoas de outra maneira, com outros olhos. É possível tornar-se mais humano e aflorar a sensibilidade da humanidade.

Eu me questiono como bem fez Albert Einstein: “Como me apresentaria o mundo se eu pudesse viajar em um raio de luz?”. Será que precisamos criar uma espécie de máquina de raio-x para conhecer a alma das pessoas afim de não nos decepcionarmos?  Caso queiram se aprofundar no assunto cool hunting leiam: Cool hunting: Chasing Down the Next Big Thing, dos autores Peter Gloor e Scott Cooper, O ponto da virada, do autor Malcolm Gladwell e o filme Zeitgeist também são ótimas referências para reflexão!

E finalizando reflitam no trecho de “O grande ditador” do grande Chaplin abaixo. Estamos conectados!

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