“As pessoas não acreditam mais em propagandas. Elas acreditam em outras pessoas”.

Audiência, target, público-alvo. Durante muito tempo, os consumidores eram vistos apenas como receptores de mensagem. Hoje, com o advento da web 2.0, a realidade é outra. Começamos a produzir conteúdo, nos relacionar e conversar com marcas de igual para igual. Estamos falando com/sobre elas, curtindo, dando “unfollow”, o tempo todo.

Essas milhares de informações que são lançadas na rede são dados preciosos que podem orientar no planejamento de uma estratégia e chegar a um case de sucesso.

Pesquisas mostram que com o passar do tempo, o índice de pessoas que procuram informações na internet antes de comprar um produto ou contratar um serviço só aumenta. Por isso é tão importante que as empresas saibam o que é dito sobre ela. Críticas, reclamações e elogios devem ser constantemente monitorados para que essas pessoas tenham suas demandas respondidas e, consequentemente, os clientes em perspectivas verão essa presença permanente na rede.

imagesCerta vez, Marcelo Coutinho, diretor de análise de mercado do Ibope Inteligência, afirmou: “As pessoas não acreditam mais em propagandas. Elas acreditam em outras pessoas”. E isso é verdade. Através dessas informações lançadas no ambiente digital podemos descobrir, por exemplo, como as pessoas estão influenciando seus amigos, o que procuram nos sites de busca e de que forma decidem fazer uma compra no ambiente on e offline.

Saber utilizar as tecnologias para localizar informações em meio a tantos dados não é simples. Estreitar o relacionamento, criar novos produtos através da identificação de insights enche os olhos das empresas e, tudo isso pode ser sobrepujado graças ao Big Data.

Os dados de transações precisam ser combinados com as informações de outras mídias para gerar informações relevantes. De acordo com o CIO Allen Bernard, para entrar no mundo do Big Data, precisamos pegar tudo o que sabemos e prospects do cliente, combinar com novas fontes de dados como as mídias sociais para localizar as informações relevantes que se cruzam. “É o mashup. O que vai gerar os insights que você precisa para melhorar sua segunda oferta ou entender por que os clientes fazem o que fazem”.

O que realmente importa?

Conhecer o público-alvo é fundamental para alcançar o sucesso. Uma das vantagens que mais chamam atenção do Big Data é prever o desejo dos clientes e agir para oferecer novos produtos e serviços.

Para começar, Olly Downs, vice-presidente sênior de ciência de dados da Globys, orienta que combinar o conhecimento que já existe com padrões mais amplos, como geografia, demografia, clima, atividade de mídia social, ajuda a adquirir uma imagem mais completa do público-alvo, para fornecer os conhecimentos necessários para atingir os clientes de novas maneiras. Downs também afirma que por meio do Big Data, aplicado há mais de 15 anos na Globys, possibilita a descoberta de 50 cenários de marketing que nem podemos imaginar. Novos cenários que permitem atuar de maneira dinâmica e significativa.

Apenas comece

Temos acesso a informações importantes, como as que são passadas pelo Google Analytics, além de outras ferramentas. Tem um site de e-commerce? Como estão os acessos? O tempo de permanência e a taxa de rejeição? As pessoas estão abandonando o carrinho de compras? Mantenha dados atualizados que te ajude a oferecer aquilo que seu público busca. E o site da sua empresa? As informações estão claras sobre os serviços que oferece? Identifique os motivos da taxa de rejeição ser alta e faça diferente. Ainda hoje.
Faça testes. Acompanhe os resultados. Quem não arrisca não petisca. Lembra?

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Alison Marques

Viciado em compartilhar conhecimento. É Especialista em Linguagens e Mídias Digitais, jornalista, palestrante e social media.