Hoje inicio pedindo uma reflexão para você: imagine-se sem lembranças da sua infância, da família, dos amigos, do colégio, das formaturas. Pense na sua vida sem registros, sem os objetos que ajudam a visualizar seu percurso. Imaginou? Ficou de difícil de reconhecer-se e conceber, na integralidade, sua própria história? Acredito que sim, porque a materialização das construções que fazemos ao longo de nossa vida nos ajuda no entendimento sobre quem somos, bem como, para os outros nos perceberem assim.

Nas organizações, a realidade não é diferente. Embora com outras peculiaridades, o valor de uma marca pode ser encontrado e tangibilizado na sua história e, na maneira como ela é contada e valorizada. Refiro-me aqui à Memória Organizacional, algo ainda pouco explorado pelas empresas, mas que se configura como uma ótima estratégia para essas se conhecerem melhor, valorizarem sua trajetória e marca, bem como, reconhecerem a importância de seus públicos nessa edificação.

memoria_organizacionalEm um contexto de complexidade e, de múltiplos públicos o qual presenciamos atualmente, a memória organizacional abre várias alternativas de diálogo e reforço de marca. Uma delas é a possibilidade de tornar a empresa mais transparente à medida que abre seu histórico e ao mesmo tempo, cria aproximação ao reconhecer o valor dos diversos stakeholders no seu crescimento. O fato é muito positivo por instigar os públicos a lhe conhecerem melhor e também, se reconhecerem na vida da organização, por fazerem ou terem feito parte, em algum momento da sua biografia organizacional. Outro viés positivo da memória organizacional é a chance de evidenciar e reforçar sua identidade e cultura, ao passo que, expõe ações tomadas, crenças que se materializaram e demais atos que concernem à peculiaridade da vida daquela organização. Em se tratando de públicos internos, essas variáveis geram ainda mais engajamento e reconhecimento pelo fato da convivência diária e envolvimento dos mesmos com a história da empresa. Além disso, outra boa razão para a criação da memória organizacional é o aprendizado que a organização se proporciona ao retratar sua história e, com isso, poder identificar acertos e erros acerca dos caminhos trilhados até então.

Por tudo isso, a concretização da memória organizacional é uma excelente estratégia de comunicação e relações públicas, possível de ser materializada de diferentes maneiras. Ela pode ser tanto física como virtual. As empresas que desejarem empreender as duas formas, com certeza terão maior alcance e resultados com a mesma. As táticas para a elaboração da memória física vão desde a criação de museus corporativos, galerias de fotos que contam a história da empresa, histórico de publicações, livros, materiais e eventos já produzidos, centros de documentação, dentre outros. Já a memória virtual, pode ser corporificada por meio da criação de centros de memória virtual que podem aportar vídeos, arquivos, documentários, dentre outros. Grande parte dos materiais que compõem a memória organizacional física, também podem ser digitalizados e somados à outros, para comporem a memória organizacional virtual.

De acordo com a estratégia de cada empresa, parte ou a integralidade dessa história, pode ser aberta aos públicos externos, via visitas corporativas ou aos seus sites e portais.

Portanto, o que a memória aportará ou como se materializará é muito peculiar de cada instituição, mas o fato é que a sua demonstração é de vital importância, pois, afinal, o que é uma organização senão a soma de cada pequena história que se deu no seu dia a dia? E, é justamente nas peculiaridades das suas histórias que as empresas se diferenciam umas das outras. Por isso, olhar, mostrar e reconhecer essa composição e as pessoas envolvidas em que cada processo, nunca foi tão estratégico em se tratando de um cenário, onde somente os produtos já não atraem mais os públicos, mas sim, as possibilidades de ocorrências que encantem e surpreendam estes em cada contato com as marcas. Assim, a memória organizacional, se configura como uma ótima oportunidade para criar vínculos, reconhecer esforços, reforçar a cultura, olhar para o passado e, com base nele traçar as estratégias para dar continuidade na construção de uma bem sucedida biografia institucional.

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