Curadoria é agora uma necessidade! Cabe a nós aproveitar o excesso de informação bruta e lapidar, gerando conteúdo relevante para compartilhar na rede.

Estima-se que em 60 segundos são feitas cerca de 694.445 buscas no Google; 320 novas contas e 98 mil tweets são geradas no Twitter;  695 mil atualizações de status, 79.364 postagens no mural e 510.040 comentários são publicados no Facebook;  100 novas contas no LinkedIn;  13 mil aplicativos são baixados para o iPhone;  600 vídeos são enviados para o YouTube, sendo mais de 25 horas de conteúdo.

Ufa!

Todos os dias uma verdadeira avalanche de conteúdo é criado.  Estima-se que, dentro de alguns anos, as informações na internet irão dobrar a cada 72 horas. E para as pessoas que, nos dias de hoje têm como principal inimigo o tempo, gerenciar esse enorme fluxo de informação será, se já não é, um problema.

“Numa era de excesso de dados, a curadoria – um serviço que leva ao público o que é interessante, significativo e que vale o tempo gasto – é uma forma de criação de crescente urgência e importância.”(Maria Popova)

É aqui que acaba surgindo o papel do curador de conteúdo. Aquele que encontra, filtra e organiza o conteúdo a ser compartilhado de forma gradual e continuamente.

70% das pessoas na web social apenas consomem conteúdos, de modo que a curadoria de conteúdo está ficando mais importante, a fim de ajudar as pessoas a encontrar informações relevantes.

“Nós não temos uma escassez de informações, temos uma escassez de atenção“ (Godin)

Código de conduta para curadores

Pensando nessa avalanche de informações, Maria Popova, fundadora do site Brainpickings.org criou uma espécia de código de conduta para curadores de toda web padronizarem a citação de fontes.

O Curator’s Code pede para que qualquer um que for compartilhar conteúdo online dê créditos para a fonte usando uma das formas padrões, “via” ou “hat tip“.

Basicamente o “via” é uma descoberta direta, usado para quando o conteúdo compartilhado foi pouco ou nada modificado da fonte. Por exemplo, compartilhar uma imagem ou usar citações de outra pessoa sem acrescentar palavras.

Já uma “hat tip” significa um link indireto de descoberta, quando se usa um conteúdo como inspiração para criar um novo. Por exemplo, matérias usadas para construir a sua própria visão do tema, ou um remix e mash-up de trabalhos sob Creative Commons.

A ideia é criar um código de ética, e  não uma lista de regras, visando honrar os autores e as descobertas pela imensidão da web, gerando respeito entre autores e curadores de conteúdo, sem deixar de compartilhar conhecimento na rede.

Quando se trata de comunicação online, entender esse conceito é essencial para ajudar seu público a ingerir o conteúdo adequado.

Mas quando aplicar a curadoria?

Clay Shirky, autor e professor da NYU, diz que a “curadoria surge quando a busca pára de funcionar”. E tem toda razão!

Uma das coisas mais mágicas sobre a Internet é que é um mundo contínuo de descobertas – começamos clicando em algum link confiável e quando vemos estamos num buraco negro de informações novas. O que torna este contágio possível é um ecossistema complexo de links – uma corrente através da atribuição que nos permite descobrir coisas novas por aqueles que já conhecemos e confiamos.

Nos modelos das redes sociais, a curadoria de conteúdo funciona uma vez que as pessoas prestam atenção em alguém que organize as informações para elas. Um dos pontos que reforça esse fato, são as poucas ferramentas ou tecnologias que tem sido adotadas de uma forma generalizada para gerenciar o enorme fluxo de informação disponível a cada dia.

“Não é a sobrecarga de informações. É a falha do filtro.”
(Clay Shirky)

A curadoria e o marketing de conteúdo

A curadoria visa criar visibilidade e credibilidade quando o assunto é a combinação de conteúdo original e participação no mercado. No marketing de conteúdo a curadoria atua de forma constante coletando informações, auxiliando marcas manterem autoridade nos assuntos que atuam de forma a adicionar conteúdo, impulsionando o networking nas esferas de influência da sua indústria, coletando dados e compartilhando conteúdo influente, atraindo links – tanto de redes sociais quanto de buscadores e outros sites – e mantendo a base engajada.

Criação de conteúdo original demanda muito trabalho. Mesmo com todos recursos e ferramentas de automoção disponíveis, faz todo sentido praticar a curadoria de conteúdo.

O mix de conteúdo fresco com filtragem e manutenção de outras vias de comunicação, gera o fluxo constante de conteúdo de qualidade que os consumidores – estes definidos por uma análise específica – desejam absorver. Vale pensar a respeito da utilidade do conteúdo criado e promovido.

Curadoria é agora uma necessidade! Cabe a nós aproveitar o excesso de informação bruta e lapidar, gerando conteúdo relevante para compartilhar na rede.

Seek, sense, share!
You are a mashup of what you let into your life.

Marcella-Gielfi

banner clique
The following two tabs change content below.

Marcella Gielfi

Entusiasta da gestão do conhecimento, CAPM e White Belt, atua com foco em gestão de equipes e projetos digitais, integrados e multi-plataformas, além de consultorias na área e curadoria de conteúdo.