Os dedos passaram a ser a extensão do pensamento e o contato direto com as máquinas e dispositivos. A resposta tátil e instantânea após alguma ação é uma experiência que encanta desde os mais jovens até os idosos.

Em 3 de abril de 2010, Steve Jobs apresentava o iPad e dizia:

“Existiria espaço para um terceiro dispositivo? Algo que está entre o Smartphone e o Notebook? Sim, mas estes dispositivos tem que ser muito bons em determinadas tarefas, melhor que o Notebook e melhor que o Smartphone senão eles não têm razão de existir”

E talvez um dos fatores de sucesso do iPad e do iPhone, dos tablets e smartphones foi justamente a experiência do usuário. Seja lendo um livro, verificando um e-mail, vendo algum vídeo ou apenas navegando pela web, a experiência mobile é intuitiva e interessante.

O mundo hoje está na ponta dos dedos. Seja deslizando pra esquerda, deslizando pra direita, pra cima ou pra baixo (não, isso não é a coreografia de nenhuma música), com simples gestos e movimentos temos acesso a diversas informações. A Revolução mobile, possibilitou a implementação de novas tecnologias em vários ambientes. Vejamos os caixas eletrônicos, cada dia com menos botões e mais funções, tudo através de toques e reconhecimento biométrico. Os “cartões de ponto”, as máquinas de lavar e até os fogões também foram favorecidos nesse aspecto. No mundo dos games e consoles, podemos notar essa evolução no Nintendo Wii e no Xbox, com o Kinect, onde gestos estão eliminando os botões e manetes.

Os dedos passaram a ser a extensão do pensamento e o contato direto com as máquinas e dispositivos. A resposta tátil e instantânea após alguma ação é uma experiência que encanta desde os mais jovens até os idosos. Escutei uma vez que o primeiro teste a se fazer com qualquer novo dispositivo ou aplicativo, deve ser feito com uma criança. Se ela conseguir manusear e entender o objetivo, ele está pronto para ir para o mercado. Por isso, ultimamente se fala muito na “Geração T” ou “Geração Touch”. Além de já nascerem “conectadas”, são avessas aos botões.

Durante a apresentação do Facebook Home, o presidente do Facebook, Mark Zuckerberg, trouxe a tona uma importante discussão: Em um futuro não muito distante, teremos muitas pessoas que não se imaginam sem seus smartphones, mas que talvez nunca terão usado um desktop.

Veja esse vídeo que mostra a facilidade de uma criança para “explorar” um iPad e a dificuldade em manusear páginas de uma revista:

Ainda falando em Facebook Home, vimos como os gestos e deslizes serão funções-chave na experiência do usuário da nova interface para os dispositivos Android. Zuckerberg, mais uma vez falou de como o Facebook está adotando o Mobile First (pensar primeiramente em mobile), assim como o Google adotou o modelo, e outras empresas também.

Controverso ou não, podemos observar o quanto as empresas estão pensando em manter o contato físico com seus clientes, mesmo estando longe.

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Arthur De Castro

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Arthur Castro

Respira Mobile e inovação. Sempre conectado com algum iGadget, é exemplo vivo dessa geração "alguma letra". Além de escrever aqui e em outros blogs, é palestrante e passa os dias criando apps.