Pode-se dizer que o mercado do marketing de conteúdo caminha em direção à valorização das experiências e na melhoria dos caminhos que levam o consumidor a tê-la.

Apesar de ser nova, a expressão Marketing de Conteúdo já se tornou vital para muitas empresas nos mais diferentes setores da economia. A verdade é que todo mundo quer continuar a vender e aumentar o faturamento e, para isso, precisam que o consumidor conclua a compra. Depois da popularização da internet, a circulação da informação mudou bastante e, cada vez mais, o conteúdo é um item de sobrevivência em tempos de Google, Facebook e Twitter.

Comunicar ao público o que você está vendendo não é nenhuma novidade. Porém, a diferença vem no modo com que você faz isso. No início da internet a divulgação se resumia a apenas escrever artigos, releases e conteúdo estático para um site igualmente estático. O objetivo era dizer o que você faz sem gastar muito tempo se preocupando com o que o leitor gostaria de encontrar no seu espaço. Além disso, o texto era o principal suporte.
Com o passar dos anos a conexão foi melhorando e novas formas de distribuir conteúdo (não só institucional) mudaram bastante. Os blogs foram os grandes responsáveis por esta nova etapa, quando foram compreendidos como fortes ferramentas de difusão e não apenas um diário de adolescentes “internéticos”. A mesma coisa vale para as plataformas de redes sociais. Logo que o MySpace, Orkut e Facebook fizeram suas primeiras aparições – na primeira metade dos anos 2000 – o potencial de exploração dessas ferramentas passou batido por algum tempo.
marketing de conteudo
Fonte da imagem: http://bit.ly/YfZ3WU

O papel do usuário final

O grande sucesso comercial só chegou ao grande público quase na virada da primeira década do terceiro milênio. Assim, o conteúdo ganhava mais um canal para ser distribuído incessantemente e o social virou pré-requisito de qualquer campanha que quisesse conquistar níveis elevados de tráfego para qualquer site. Mas não foi só uma questão técnica de difusão de conteúdos. Houve muita reflexão a respeito do potencial de viralização destes materiais e com isso, a preocupação com o usuário conseguiu o seu lugar.

Ainda assim, não podemos esquecer outra importantíssima fonte de tráfego: o Google. Os resultados de buscas orgânicas já são responsáveis por mais da metade dos acessos de muitos sites por aí. Para isso, é necessário estar bem posicionado na primeira página de resultados de busca. Logo, o Search Engine Optimization se tornou indispensável na produção de conteúdo. Entretanto, quando existe uma ferramenta, sempre haverá alguém que vai usá-la de forma inadequada. A utilização errada do SEO envolve produzir conteúdo apenas para o buscador, sem qualquer preocupação com o usuário final. Por isso, o Google direciona seus esforços para a melhoria dos algoritmos, de forma que os conteúdos Black Hat não possam competir com aqueles que demonstraram domínio das boas práticas.

Um pouquinho de previsão

Você provavelmente já se cansou de ouvir que o futuro do marketing caminha para soluções voltadas ao Social, Local e Mobile – completando a tríade SoLoMo. Entretanto, podemos adicionar mais um elemento: os games. Boa parte da inserção dos jogos no cotidiano se deve justamente aos smartphones e aos jogos casuais, que somam o caráter social às partidas, permitindo a interação entre os usuários.

Ainda que hoje o Google+ não receba toda a atenção que merece, ele continua sendo uma importante plataforma que deve ganhar algum espaço nos próximos anos. A relação direta da plataforma social do Google e os seus resultados de busca é algo que fará com que a necessidade de uso do Google+ aumente. O maior exemplo disso é o Google Autoria, que confirma e agrega os artigos escritos por uma pessoa.

A personalização dos conteúdos também é algo que pode ser previsto. Lapidar os conteúdos de forma a deixá-los da maneira perfeita para a marca e o seu leitor não é fácil, porém o uso de ferramentas de análise de dados e, acima de tudo, sistemas que permitam moldar os melhores formatos para transmitir a mensagem já ajudam muito neste processo.

Somando todas essas previsões, pode-se dizer que o mercado do marketing de conteúdo – assim como todas as áreas que podem complementá-lo –  caminha em direção à valorização das experiências e na melhoria dos caminhos que levam o consumidor a tê-la. Portanto, nunca esqueça de quem estará consumindo o conteúdo que você produz. Uma boa experiência sempre contará milhares de pontos positivos a seu favor!

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Jornalista, especialista em Marketing e Novas Tecnologias em Jornalismo, anda pela internet desde os idos de 1997, quando os modens ainda “cantavam” na hora de conectar. O que realmente prende a sua atenção é o conteúdo e as suas estratégias.

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