“Eu sou de ninguém. Eu sou de todo mundo e todo mundo me quer bem. Eu sou de ninguém. Eu sou de todo mundo e todo mundo é meu também”

Ao ouvir recentemente a música Já sei namorar, cantada pelos Tribalistas, refleti sobre redes sociais. Por diversas vezes escrevendo sobre networking citei que o ser humano é essencialmente social e que as mídias sociais foram as ferramentas de comunicação mais eficazes de toda a história do homem. Porém, cogitei sobre Instituições, organizações e a formação de “grupos” cuja formação era dada por interesses em comum. A formação desses “clusters” é iniciada naturalmente, pois as pessoas não se dão conta que não precisam formar grupos proprietários ou se organizarem em Instituições fechadas para realizarem projetos e ideias, isso por não saberem como realizá-las como pessoas ou como rede.

Conforme dizia Paulo Brabo (2007), a primeira coisa a fazer, se você ainda não fez, é desiludir-se por completo de todas as iniciativas comunitárias ou governamentais, por melhor intencionadas que sejam, e raramente são. Esqueça, meu caro discípulo, o coletivo. A salvação não virá de ongs ou ogs, Gogues ou Magogues, poderes ou potestades. A salvação não virá de igrejas, assembleias, organizações de bairro, sindicatos, asilos, orfanatos ou campanhas de assistência. As ongs têm a tremenda virtude de não serem governamentais, mas contam com a imperdoável falha de serem organizações. Repita comigo: as instituições não existem. Só existem pessoas.

Importante ressaltar que é preciso entender o contexto que Brabo escreveu tal afirmação, a época e o acontecimento que o motivou a tal. É cômodo que o ser humano, essencialmente social, se organize melhor em grupos, porém veio uma indagação: Temos 7 bilhões de pessoas no mundo, ou seja, 7 bilhões de oportunidades. Por que nos fecharmos a um grupo determinado? Durante o começo do ano fiz uma experiência pessoal ao ingressar e adotar posturas “ensaiadas” em diversos grupos no Facebook de assuntos ligados a relacionamento, sexo, clubes, redes sociais, empreendedorismo e, pude perceber nitidamente a formação das ditas “panelinhas”, “igrejinhas” quando determinados indivíduos, pertencentes àquele grupo, por seus comportamentos, rotinas, interesses pessoais se identificavam com outros e menosprezavam o todo.

gruposPara ser rede você precisa ser um, pois a unidade é que faz a força! Se você quer constituir redes, nada de formar uma comunidade específica. Não existe ‘a’ comunidade, existem múltiplas, diversas.

Estar em rede é sempre um jogo: Apostar que da nossa interação desorganizada vai surgir algo interessante. “A vida é beta”, como diz Silvio Meira. E esse comportamento de “libertar-se de grupos, pessoas” não se restringe somente a organizações hierárquicas como as citadas no decorrer do texto, está intimamente ligada aos relacionamentos de modo geral. “Os relacionamentos são como tubarões. Precisam se mover para a frente, ou morrem” (Personagem de Woody Allen em Noivo neurótico, noiva nervosa). Para obter sucesso em qualquer que seja a esfera da sua vida é preciso associar-se a pessoas que compartilhem de mesmos valores e princípios e não com pessoas egoístas, acomodadas, sem perspectivas e sonhos. Não se prendam às tais, mesmo que sejam familiares, amigos; imaginem que a vida é uma árvore: Amigos e colegas são os galhos, portanto, cortem os que são nocivos e assim os restantes ficarão mais fortes e doces.

Não percam tempo com pessoas insignificantes e não se prendam a grupos, permitam-se conhecer novas pessoas, novas culturas, se lancem à novas oportunidades, conheçam outros lugares, pessoas de diferentes áreas profissionais, exercitem o networking como prática profissional e pessoal e mais ainda não sejam encarcerados emocionalmente. Avaliem as pessoas como bem disse Eleanor Roosevelt “mentes notáveis falam sobre ideias, mentes comuns falam sobre eventos e as mentes insignificantes falam sobre pessoas”. Construam novos relacionamentos saudáveis e livrem-se dos maus! Ótimo networking! Estamos conectados!

Inspiração:

Augusto de Franco (http://escoladeredes.net/ )

Livro Click, George Fraser

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