O velho marketing do bom velhinho

O velho marketing do bom velhinho

O Natal é a época mais favorável do ano para vender, comprar, se tornar suscetível a comprar e fazer com que comprem. Isso porque, como sabemos, este momento envolve uma carga emocional muito grande e mesmo que os princípios estejam atolados por novas tendências, os ares deste grande evento ainda mexem com a maioria de nós.

O Papai-Noel é o símbolo maior do Natal e conversando com um deles, que fez questão de só falar como personagem, pude perceber que há valores simples, claros e autoexplicativos para que essa figura permaneça presente e “funcionando” até hoje. Qual é a lógica?
Eis algumas dicas do Santa Claus:

“Sorrir sempre”

O Papai Noel me contou que muitos amigos não deram certo nesta “profissão” porque não sorriam e não se mostravam alegres. Ele garantiu que se mostrar contente, feliz e otimista é essencial, já que ele representa este momento permeado de magia e esperança e principalmente, de crianças

“Ouvir”

Quem não gosta de ser ouvido? Ser atencioso é outro destaque chave do sucesso. As crianças que chegam até ele são ouvidas, em segredo ou não, pelo tempo que for preciso e por alguém que te escuta sorrindo!

“Ser exclusivo”

A imagem do bom velhinho é muito presente na mente de todos. Ele é único, com sua barba branca, cabelos brancos e compridos, roupa e gorro vermelho… Ou seja, se você ouvir um “ho ho ho” lembrará dele! É um personagem tão excêntrico e fixo que mesmo no calor do Brasil não adapta suas vestes e aparência, mantendo todas as suas características.

“Preparar-se”

“Preparo-me o ano todo, física e mentalmente, para receber as crianças no Natal”, disse ele, que planeja suas ações, escreve sobre o comportamento do Papai Noel e deixa a barba e cabelo cresceram de janeiro a dezembro.“Só corto o cabelo uma vez por ano, quando o Natal acaba!”, conta.

“Confiança”

É preciso passar confiança às crianças. Confiança para que contem seus pedidos e acreditem que eles serão atendidos. Para isso, o Noel precisa de muita credibilidade, não é mesmo?

“Gostar do que faz”

Esta é a parte mais importante para o Papai Noel que conversei e é a base para que todos os outros valores possam ser erguidos. Para sorrir, demonstrar confiança, ouvir e se dedicar todo o ano para o Natal é preciso gostar do que faz e gostar das crianças. O Noel que conversei atende em média 800 crianças nos fins de semana e olha o que ele diz: “Eu não me canso nenhum pouco, queria que viessem mais ainda, amo crianças e são elas que trazem energia para o meu trabalho”. É muito amor…

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Jussara Coutinho

Jussara Coutinho

Jornalista com experiência em e-commerce e mídias digitais. Adora falar sobre comportamento e encontrar pessoas que discordem dela com bons argumentos.

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