empreendedorismo

Fonte: http://blogdoaluno.utfpr.edu.br/?cat=55

Diferente de outras épocas, temos acesso fácil e gratuito à informação e à qualificação profissional, muitas vezes, de qualidade. Uma inversão de cenários que representaria avanços se não fosse a involução do homem e de suas perspectivas. As pessoas estão cada vez mais dispostas a “ensinar”, ditar regras, “disputar pelo título do certo e apontar os errados”. Com tantos “sabendo demais”, cresce o número de competidores, nem tanto o número daqueles que são capazes de seguir em frente e vencer. E você, é capaz de identificar em qual time está jogando?

É comum se deparar com profissionais que atuam por seis, oito meses em uma ou duas empresas e se veem experts no setor, ou que fazem um curso de quarenta horas e querem lecionar sobre o assunto, montar guias e manuais a respeito. Fato como estes podem explicar a grande quantidade de publicações com baixo valor, sem foco e fundamento.

Por outro lado, existe uma situação que se repete, também com frequência, principalmente em MPEs – Micro e Pequenas Empresas. Recentemente, enquanto fazia o diagnóstico para uma empresa, acompanhei, por cerca de duas horas, um grupo de profissionais no decorrer de uma reunião intitulada “Problemas de alta gravidade”. Um encontro organizado, com início e fim rigorosamente cumpridos, porém, nada mais foi que uma sessão de transferência de responsabilidades e disputa de saberes sem quaisquer resultados positivos. Enquanto isso, diversos setores estavam desfalcados.

No primeiro exemplo, um perfil que está se descobrindo, começando a estudar e a experimentar várias direções. Alguns ainda não identificaram aquela coisa “de o que vou ser quando crescer” e a tendência é levar um bom tempo, se continuarem “acreditando saberem o suficiente”. No segundo, profissionais que já venceram esta etapa, fizeram escolhas e entre erros e acertos trilharam caminhos de sucesso. Ambos os casos apresentam fortes indícios de autossuficiência e superioridade, características que podem ser uma camuflagem para a insegurança e o medo de perderem seu espaço. O resultado? Pessoas e negócios estagnados com baixo potencial competitivo.

O interesse em empreender precisa ser alinhado ao interesse em capacitação antes, durante e depois de iniciar a empresa, além da busca por apoio de órgãos, instituições e profissionais qualificados em todo o processo.

Em um país onde mais de 60% dos jovens estudantes expressa o desejo de ter o próprio negócio (Pesquisa/Endeavor Universidades, 2012), a falta de interesse e investimento em capacitação é um dado alarmante. Isso porque boa parte daqueles que alegam ser importante a qualificação para tal, acaba deixando para segundo ou terceiro plano já que não planeja adequadamente o seu negócio e se depara com uma série de surpresas e desafios para os quais não está pronto – gastando mais tempo e dinheiro que o previsto. Um cenário que alimenta a frustração perante sonhos e grandes ideias não realizadas, trazendo prejuízos imensuráveis aos investidores e à economia nacional, conforme demonstra o relato com mais de 70% de mortalidade de MPEs nos primeiros cinco anos. (SEBRAE).

equipe empresa

Fonte: http://bit.ly/Tpti5B

O interesse em empreender precisa ser alinhado ao interesse em capacitação antes, durante e depois de iniciar a empresa, além da busca por apoio de órgãos, instituições e profissionais qualificados em todo o processo. Falta humildade e acima de tudo sabedoria. “Não se trata de faixa etária, ter ou não grandes experiências, aquele que parar de ler, estudar e APRENDER, em pouco tempo se tornará ultrapassado” e junto com ele suas ideias inovadoras, seus sonhos e até mesmo os negócios que já tiveram sucesso um dia.

Há cerca de 500 anos, Nicolau Maquiavel, em sua obra O Príncipe, escrevia que aquele que não tem sabedoria não pode ser sabiamente aconselhado, de modo que um bom conselho depende da astúcia de quem o procura, não é a astúcia que depende dos bons conselhos. Nenhum saber pode ser visto como inferior ou superior, todos são diferentes e têm a sua importância. A receita é combiná-los e alimentá-los em prol dos objetivos pessoais, organizacionais buscando gerar e produzir valor a todos os envolvidos, direta ou indiretamente, de forma responsável e sustentável. É preciso focar em soluções ao invés de enxergar os problemas e relacionar culpados.

Para finalizar este texto, quero convidá-los a assistir um pouco da história de Romero Rodrigues, fundador do Buscapé, que como muitos jovens, sempre sonhou em empreender e compartilha desafios e sucessos no Day 1 Endeavor Brasil . Por força maior, precisei me ausentar por um tempo, mas agora estou de volta. Espero que gostem deste conteúdo e compartilhem suas opiniões e experiências conosco. Sua participação é agregadora e de suma importância para todos nós do Ideia de Marketing. Grande abraço, excelente fim de semana!

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Zélia Oliveira

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