Talvez o pensamento da hora seja não só como vender mais, mas como oferecer mais qualidade de vida para o cliente.

Começo considerando que qualidade de vida é algo realmente muito relativo. Há os que vivem bem no caos, e que aliás, precisam de agito, ritmo acelerado para viver bem. Há os que precisam de tempo, calma, reflexão. E uma das situações que não foge a nenhum dos padrões é algo básico, seja você dona de casa, um estudante que vive com um grupo de amigos, um executivo atarefado: ir ao supermercado. Para muitos, é algo tão automático que já sabe o trajeto que deve fazer, as prateleiras onde deve parar, o tempo que leva para isso. Para outros, especialmente aqueles que vivem em cidades menores, ir ao supermercado pode suprir a falta de um shopping, tornando-se também um local de lazer.

supermercados

E aos supermercadistas, resta o papel de impactar, cativar, e para isso, a inovação deve ser constante. Para aqueles menores, a mudança no layout da loja ou a simples mudança de produtos de prateleiras já podem causar uma nova experiência ao consumidor… especialmente aos que estão programados a fazer um mesmo caminho – a se dar ao trabalho de observar, ser impactado por novos estímulos e novos produtos. Mas as inovações que realmente podem fazer diferença na vida dos consumidores ainda não chegaram a se tornar populares, embora não esteja tão distante assim.

Procurar produtos (e perder-se as vezes), colocar o item no carrinho, andar entre gôndolas, esperar na fila do caixa, tirar todos os produtos, passar item a item, e depois colocar em sacolas, caixas ou quem sabe, num carrinho novamente. É tão automático e habitual que não paramos para pensar que num mundo onde estamos acostumados a facilidade de encontrar informações (e produtos) nos oferecida pela internet e comprar com alguns cliques, o processo de fazer compras parece não fazer mutuo sentido. E é nesse pensamento, que a tecnologia aparece para facilitar o processo, como um supermercado na Alemanha, que registra os códigos de maneira que a compra possa ser feita passando o celular, produtos com microchips facilitando a escolha, e se ainda há dúvidas, robôs podem auxiliar – Veja clicando aqui!

Ou ainda, no famoso e fascinante caso do Homeplus, supermercado do grupo Tesco na capital da Coréia do Sul, que inovou colando adesivos de produtos e realizando a identificação e vendas através de QRCode e aumentou em mais de 200% seu faturamento, levando a experiência de fazer compras para um metrô:

Definitivamente, a ideia de ir a um supermercado em Seul após o trabalho, não parece que seja algo agradável. Mais do que oferecer produtos, o supermercado ofereceu tempo poupado, compras em casa.

Talvez o pensamento da hora seja não só como vender mais, mas como oferecer mais qualidade de vida para o cliente. Esse sim, está entre os itens mais procurado nos dias de hoje, não encontrado em qualquer prateleira.

Receber novos artigos por e-mail!

banner clique
The following two tabs change content below.
Diretora de Planejamento da i9 Comunicação e Inovação, co-founder da co-Event.co, atuou como Account Manager da YDreams Brasil. Colunista do blog Ideia de Marketing, co-organizadora do TEDxPortoAlegre, TEDxCuritiba e Startup Weekend no Paraná. Em constante estudo/prática nas áreas de planejamento criativo, gestão do conhecimento, empreendedorismo e inovação.