Nos últimos anos fala-se tanto sobre redes sociais que nos traz a sensação de estarmos falando de um assunto novo, quando na verdade, o conceito redes sociais é inerente ao ser humano desde os primórdios ao se reunirem em volta de uma fogueira para debater assuntos em comum.

Quatro telas influenciaram fortemente o ser humano ao longo dos últimos 100 anos – A televisão, cinema, computador e os dispositivos móveis. A essência humana se baseia na interação e relacionamento e essas quatro telas estão intimamente ligadas nessa relação. O vídeo The 4th Screen, elaborado em 2008 pela Nokia mostra bem tal fato citado acima.

Na tela do cinema, os indivíduos compartilham uma experiência pública de espectadores, já a televisão passou tal experiência de forma privada e novas formas de interação foram iniciadas, e o tão proclamado poder do consumidor – ponto central do marketing – foi evidenciado na década de 70 quando o controle remoto foi inventado, pois com apenas um toque permitia que ele editasse a mídia à sua maneira. O computador apareceu para deixarmos de ser meros espectadores, ou consumidores, para além de proporcionar interação com o mundo, e assim,  a experiência criada por televisão/cinema tornou-se ainda mais privada. Daí os dispositivos móveis nos libertaram de fios e cabos, deu o poder de interagir de qualquer lugar, em qualquer tempo e com mobilidade, colocando o poder nas mãos do usuário e consumidor.

A Internet amadureceu e houve um crescimento exponencial na produção de conteúdo comparando-se ao Século XVII ao atual. Tal evolução digital incentivou um relacionamento efetivo entre pessoas e a amplificação de conteúdos disponibilizados ao usuário, daí uma verdadeira obesidade de informação. Mas, afinal de contas, o que conecta as pessoas? O Facebook ao atingir um bilhão de pessoas ao redor do mundo tentou responder essa pergunta com esse vídeo:

Nos últimos anos fala-se tanto sobre redes sociais que nos traz a sensação de estarmos falando de um assunto novo, quando na verdade, o conceito redes sociais é inerente ao ser humano desde os primórdios ao se reunirem em volta de uma fogueira para debater assuntos em comum. O que mudou na relação foram os métodos conforme as tecnologias de comunicação interativas. A realidade dos empresários de lidarem com relacionamento, planejamento e hábitos do consumidor com o uso da internet, não foi diferente da que eles já se familiarizavam, apenas tornou-se mais dinâmica, logo, é preciso correr atrás dos consumidores não só em lojas físicas, mas no mundo virtual. Um cuidado que as organizações precisam ter com os consumidores atuais, exigentes e críticos, é com o CRM “Customer Relationship Management” ou Gestão de Relacionamento com o Cliente, trata-se da empresa pensar como seu cliente, conhecer suas necessidades de forma a suprir suas carências ou prospectar necessidades. No CRM, o cliente passa a estar no centro das atenções e ajuda a empresa responder a três perguntas essenciais:

1. Como será feita a abordagem ao cliente, meu posicionamento e estratégia para criar uma relação com o mesmo?
2. Que procedimentos devem ser gerados?
3. Qual o plano de comunicação a adotar?

Para aprofundar um pouco o assunto sobre CRM indico esse texto aqui.

Segundo a comScore, uma pesquisa realizada em novembro revelou que 96% da população on-line navega em redes sociais e 60% do tempo total gasto on-line é nas redes sociais. O que essa pesquisa nos mostra? Onde os consumidores estão inseridos, resultando numa interação 1:1 em comparação às outras mídias. Logo, não se posicionar nas mídias sociais não só faz as empresas perderem posicionamento e ativos de marketing como também oportunidades de venda, relacionamento, suporte, inovação, colaboração e experiência do cliente. “Uma empresa precisa estar nas redes sociais porque seus clientes já estão lá, falando sobre produtos, buscando recomendações, mostrando interesses, insatisfações e desejos” diz Bibiana Riedhorst, Diretora Executiva da Big Bang Comunicação.

Essa mudança de papel do usuário de passivo (espectador/telespectador) a ativo (produtor/”multiteleinterativo”) envolve uma grande questão e conflito social, conforme cita Gil Giardelli “o mundo com seus modelos organizacionais do século 19, companhias do século 20, educação do século 14 e nós, pessoas, do século 21”. A força propulsora das redes sociais é relacionamento, portanto, pior que estar nas redes sociais é entrar de forma errada, não estar preparado para feedbacks e entender que esse relacionamento é criada em cadeia, pois deve-se analisar que os usuários possuem amigos e seguidores, ou seja o impacto de um mal relacionamento da marca com o cliente desencadeia em atingir outros consumidores, até mesmo possíveis e futuros consumidores.

Bom relacionamento! Bom networking! Estamos conectados!

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