Muito se fala de marketing pessoal e pouco se faz na prática.

Mas vamos começar pela questão: o que é marketing pessoal?

Bem, na verdade não li nenhuma referência (livros, blogs, cases) como sempre faço antes de escrever um texto para o Ideia. Por isso, irei responder essa questão baseado no que presencio todos os dias e, também, na minha experiência de vitórias e derrotas, principalmente pelas derrotas pelas quais já tive o prazer de receber (e aprender, muito).

Agora que você já entendeu minhas pretensões e provavelmente aceitou as condições de prosseguir a leitura, vamos voltar a questão: o que  marketing pessoal?

É quando você consegue passar por 4 etapas, tentarei explicá-las a seguir*:

1ª- Autoconhecimento

Você sabe qual é o sentido da vida? Provavelmente essa é uma pergunta que grande parte das pessoas se questiona, mas poucas conseguem encontrar uma resposta digna de aceitação. Certa vez, assisti uma palestra de Antônio Veiga, mestre em Psicologia Clínica, em um TEDx São Paulo que me fez para sempre (pelo menos assim espero) gravar a resposta para esta pergunta: “o sentido de vida é evoluir, e evoluir é transformar e transformar-se, é evolucionar, é aprender.” (se quiser assistir o vídeo completo clique aqui, eu super indico)

Essa resposta não me fez apenas pensar em minhas atitudes, mas também me conhecer melhor como humano e traçar melhor meus objetivos. Acredito que o primeiro passo para se autoconhecer seja entender que precisamos estar em constante evolução. E depois disso, conseguiremos traçar metas para quais os caminhos iremos seguir para melhorarmos as pessoas e até o mundo (pergunte-se sempre antes de caminhar: é este o caminho que quero seguir?).

2ª- Troca de confiança

Com a primeira etapa entendida e já em um infinito processamento, podemos tentar conquistar a confiança das pessoas e deixar-nos confiar nelas. Aqui, você pode usar diversas ferramentas e artifícios que consiga demonstrar quem você realmente é, que pode ser desde um papo informal até uma apresentação em power point, desde um cartão de visitas criativo até um almoço num restaurante chique e caro. Não importa como! Mas vai aqui uma dica: lembre-se sempre de seus valores. Não deixe que o mundo corporativo sugue tudo que aprendeu com seus pais apenas para enriquecer-se ou ter “sucesso”. (inclusive: o que é sucesso para você? Tereza nos explica neste lindo texto)

E se essa troca de confiança exigir mais do que você, ou o indivíduo envolvido neste processo, possa oferecer, é hora de terminar as negociações. Marketing Pessoal também é saber abrir mão das coisas de acordo com seus limites (autoconhecimento, lembra?).

3ª- Execução de confiança

Ótimo! Já nos conhecemos e ganhamos a confiança… é nesta etapa que muita gente se perde. Isso porque, somos acostumados a falar mas não muito a agir. Talvez essa seja a parte mais delicada do nosso “Marketing Pessoal”,  pois é aqui que se consolida de um eterno casamento a uma difícil e dura separação. Planejamento, administração do tempo, dedicação e personalidade (ou a ativação initerrúpta dela), são (ao meu ver) pontos cruciais nesta etapa e que vão ditar o seu sucesso ou não.

Pratique a confiança que lhe foi dirigida e muitas coisas boas aparecerão para você (hoje, amanhã e sempre)!

4ª- Respeito mútuo

Agora é hora de aproveitar e manter a relação. O respeito conquistado durante todo o processo de conquistamento, não deve morrer aqui, ele deve continuar linearmente. Respeito aqui, significa tratar pessoas como pessoas mesmo depois de conquistas profissionais. Há respeito em uma relação puramente comercial, onde os artifícios da “segunda etapa” são apenas praticados para fechar negócio? Não.

Mantenha uma relação boa para as pessoas mesmo depois de um trabalho realizado com sucesso, dê atenção a elas independente de um contrato a ser assinado ou não. E isso já não é só Marketing Pessoal, mas é também saber viver em sociedade.

*por favor, caro leitor, não entenda essas etapas como “receita de bolo” e não as siga como robô, mesmo porque, como disse no texto, são apenas pensamentos que podem te ajudar ou não. Enfim, vamos fechar com o clichê mais real que eu conheço: siga o seu coração!

 

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Paulo Lima

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Acredita que somente pessoas são fator de mudança. Fundador e Gestor do Ideia de Marketing, é consultor em marketing e branding.