É completamente aceitável que grande parte das pessoas e empresas nos dias de hoje, não encare mais o trabalho como fonte de tortura, mas será aceitável a ideia, de que essa mesma parcela de pessoas e empresas encare o trabalho como fonte de prazer?

No post anterior fizemos uma introdução sobre a economia do espírito e como essa nova visão tem contribuído para o desenvolvimento do mercado se tratando de marketing interno. Hoje, vamos dar continuidade ao assunto focando no trabalho como fonte de prazer.

A palavra trabalho vem do latim tripalium, que significa três paus e que antigamente era usado como instrumento de tortura. Não é preciso ir muito longe na história para encontrar pessoas que ainda encaram o trabalho como algo torturante e também empresas que torturam seus empregados no ambiente de trabalho (talvez não da mesma forma como que era usado o tripaulium original, mas com danos tão notáveis quanto). Empresas e pessoas que ainda relacionam o trabalho com a tortura estão presas na visão do passado. Visão essa que foi tema de alguns dos filmes de Charlie Chaplin, como Tempos Modernos, que fazia críticas à industrialização desenfreada e às relações desumanas no trabalho.

Com o tempo e com o desenvolvimento do mercado, a palavra trabalho foi ganhando uma conotação diferente e, hoje boa parte das empresas tem consciência da responsabilidade que possuem quando o tema é qualidade de vida e satisfação dos trabalhadores.
motivaçãoÉ completamente aceitável que grande parte das pessoas e empresas nos dias de hoje, não encare mais o trabalho como fonte de tortura, mas será aceitável a ideia, de que essa mesma parcela de pessoas e empresas encare o trabalho como fonte de prazer? Será que essas pessoas sofrem a “síndrome do trabalho vazio”? E o que seria isso? Segundo Analisa Brum, pessoas que sofrem da síndrome do trabalho vazio são aquelas que saem de casa para trabalhar com a sensação de derrota ao invés de mais um dia de sucesso e passam o dia olhando para o relógio contando os minutos para o fim do expediente. Devemos buscar um trabalho do qual realmente gostamos, afinal, boa parte do tempo que estamos acordados, estamos trabalhando.

Seguindo por esse raciocínio, a responsabilidade das empresas em proporcionar melhores condições de trabalho cresce constantemente para que o desempenho de seus colaboradores cresça proporcionalmente. Mais uma vez reforço que boas condições de trabalho não se limitam somente a bons salários e, é aí que a economia do espírito aparece mais uma vez. Fazendo um comparativo com o marketing, Analisa Brum pontua: na economia do espírito, marketing é um conjunto de ações inteligentes capaz de fazer com que o cliente seja cada vez menos sensível ao preço. No marketing interno, a regra permanece a mesma: é um conjunto de ações inteligentes capaz de tornar o funcionário menos sensível ao salário.

De nada adianta grande estratégias de avaliação de desempenho de seus colaboradores se a organização não oferece ferramentas e condições para que trabalhem dando tudo de si. É de suma importância que a empresa ofereça excelentes condições de trabalho para que o colaborador produza mais e entregue resultados finais a altura.

Por incrível que pareça, o ser humano é apenas 10% vocação e 90% adaptação, isso significa que nunca é tarde para aprender a gostar do que se faz e de onde trabalha. Em contrapartida as empresas deveriam usar desses números como um motor de motivação para trabalhar a tão falada e desejada retenção de talentos e transformar o ambiente de trabalho em um local de constantes aprendizados e satisfação.

Para encerrar essa série, finalizo com uma citação da autora dos livros que me inspiraram a redigir essa pequena série, Analisa Brum: gostar do que faz não deve ser um ponto de partida, mas um ponto de chegada para qualquer ser humano.

Artigo inspirado nos livros: Um olhar sobre o marketing interno e Respirando Endomarketing, de Analise de Medeiros Brum

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Mariana Melissa

 

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Mariana Melissa

Gestora de pessoas e Coordenadora de projetos at Ideia de Marketing
Graduada em Marketing e Gestão de Recursos Humanos, é apaixonada pela arte da escrita e pelas relações pessoais. Já trabalhou com comunicação interna, redação e marketing. Atualmente é Gerente de Projetos na agência Target Mais e está a frente dos projetos internos do Ideia de Marketing atuando como gestora de pessoas e conteúdo. marianamelissa.s@gmail.com