A sociedade está mais interessada na produção de informação, provinda de diversos pólos, desde um complexo sistema tecnológico ou até mesmo na riqueza de sentimentos e valores transmitidos por uma marca ou produto.

capital financeiro

Fonte: http://bit.ly/PVBs88

Desde que o mundo é mundo, diversas eras se passaram e influenciaram os comportamentos da humanidade. Tivemos alguns momentos chave nesse período de evoluções, como por exemplo, a era rural, a era industrial e a pós industrial. Na era rural, o poder era dado aos donos de terras, na era industrial, o poder estava concentrado nas mãos de donos de empresas e na pós industrial ou “nova era”, se é que podemos chamá-la assim, quem tem o poder é quem tem informações e essas por sua vez, são infinitas e inesgotáveis. Portanto hoje, quem tem o poder nas mãos é quem busca e transmite informações. Diante disso, focaremos na atual situação econômica, a que chamaremos de economia do espírito.

Analisa de Medeiros Brum, autora do livro “Um olhar sobre o marketing interno”, reforça a diferença do período em que vivemos na seguinte frase: vivemos durante muito tempo a economia do preço. Hoje, estamos vivendo a economia do espírito, onde o consumidor valoriza o espírito da empresa, da marca e do produto.

A sociedade está mais interessada na produção de informação, provinda de diversos pólos, desde um complexo sistema tecnológico ou até mesmo na riqueza de sentimentos e valores transmitidos por uma marca ou produto. E como podemos trabalhar a transmissão de informações, sentimentos, valores e principalmente o espírito da empresa? Dica: não podemos nunca, jamais, em hipótese alguma nos esquecer que, além de capital financeiro e estrutural, empresas são feitas de capital humano e intelectual, ou seja, empresas são feitas de pessoas para pessoas. Agora que relembramos e reforçamos esse fato importantíssimo, pensemos em algo que mova realmente esse capital. Se seu primeiro pensamento foi soluções financeiras, convido-te a pensar um pouco mais além. Quero chegar ao ponto que, para trabalhar o espírito da empresa precisamos proporcionar prazer, tanto para o emissor de informações quanto para o receptor do produto final. E se estamos falando do espírito da empresa, precisamos encontrar uma forma de trabalhar o público interno.

O sexo, evidentemente, nos proporciona o orgasmo sexual, já o trabalho nos proporciona o orgasmo epistemológico.

Na vida existem duas grandes fontes de prazer: o sexo e o trabalho. Não desprezando, claro, outros meios de sentir prazer, como momentos de lazer, entretenimento ou momentos felizes com pessoas queridas, porém o trabalho e o sexo são realmente duas grandes formas de alcançar essa sensação. O sexo, evidentemente, nos proporciona o orgasmo sexual, já o trabalho nos proporciona o orgasmo epistemológico. E o que isso quer dizer? Quer dizer que durante as 8 horas que ficamos no ambiente de trabalho todos os dias, podemos buscar a sensação do orgasmo da transmissão, do prazer do conhecimento e daquela sensação de dever cumprido. O orgasmo epistemológico pode estar presente em qualquer função, seja nos cargos de diretoria ou nos cargos da base da pirâmide organizacional, o importante é estar em um cargo que proporcione a realização profissional e em uma empresa que contribua para que isso ocorra.

capital humano

Fonte: http://bit.ly/SlWCNF

Uma empresa que valoriza seus funcionários consequentemente valoriza seus clientes, uma vez que podemos afirmar que funcionário satisfeito = cliente satisfeito.

Para trabalhar o espírito da empresa, é preciso entender quais são os valores e sensações que queremos que nosso cliente sinta ao entrar em nosso estabelecimento e como queremos que sejam atendidos para que sejam atingidos de forma positiva e que tenham uma boa experiência com a marca. Lembrando que hoje o consumidor está mais exigente, não bastando apenas qualidade no produto final e sim excelência em todo o processo de relacionamento, desde a produção até a transparência da empresa, marca e produto como unidade.

Continuaremos a falar sobre a economia do espírito semana que vem e como essa nova visão pode contribuir para o crescimento das empresas e fidelização dos clientes, sejam internos ou externos. Encerro esse post com o pensamento de Analisa Brum: Os caminhos que nos trouxeram até aqui certamente não serão os mesmos que nos conduzirão daqui pra frente. Tenham uma ótima semana e até o próximo post!

Artigo inspirado no livro: Um olhar sobre o marketing interno, de Analisa de Medeiros Brum

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Mariana Melissa

 

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Mariana Melissa

Gestora de pessoas e Coordenadora de projetos at Ideia de Marketing
Graduada em Marketing e Gestão de Recursos Humanos, é apaixonada pela arte da escrita e pelas relações pessoais. Já trabalhou com comunicação interna, redação e marketing. Atualmente é Gerente de Projetos na agência Target Mais e está a frente dos projetos internos do Ideia de Marketing atuando como gestora de pessoas e conteúdo. marianamelissa.s@gmail.com