De acordo com uma pesquisa realizada por Martin Lindstrom, temos uma média de 250 por dia, isso mesmo, 250! E entre eles, com certeza muitos estão ligados a alguma marca.

As marcas precisam ser leais. Quanto maior a lealdade que conseguem inspirar, maior será o potencial de sucesso e conquistas a longo prazo. E como em todas as crenças, as empresas não podem querer comprar lealdade, isso é um resultado de um relacionamento verdadeiro, de uma troca de confiança.

Hoje continuaremos nosso caminho sagrado falando da relação das marcas e religião. O que elas tem em comum?

Tradições

As tradições são tão fortes quanto a lealdade. Porém, poucas marcas podem se dar ao luxo de clamarem séquitos, seguidores (e não estou falando do twitter).

Ainda assim, quando paramos para pensar, lembramos de diversas tradições tanto seculares quanto sagradas.

brand senseEstouramos rolhas de espumante na virada do ano e apreciamos os milhares de fogos nesta época. Ainda tradicionalmente vestimos roupas brancas buscando paz no ano que está por vir. Durante as comemorações mais intensas, os católicos caminham em procissões que trazem um significado muito forte a comunidade. Os judeus jejuam para se libertar do pecado. É comum os floristas ficarem sem rosas vermelhas durante o Dia dos Namorados.

Mas por que estamos dispostos a pagar mais caro por rosas durante o Dia dos Namorados, e compramos presentes para a família toda no Natal?

Muitos desses rituais estão costurados em nossas vidas. Nós não os questionamos, simplesmente fazemos, pois essas tradições e rituais nos trazem a sensação de continuidade, ligando-nos em nossas comunidades e em geral nos fazem sentir mais seguros na vida.

Muitas famílias criam seus próprios “rituais privados”. Quem não conhece uma que serve sempre o mesmo tipo de bolo nos aniversários dos membros da família? Isso nos trazem sensação de pertence em um mundo em constante evolução.

Todos nós temos um conjunto de rituais durante o dia. De acordo com uma pesquisa realizada por Martin Lindstrom, temos uma média de 250 por dia, isso mesmo, 250! E entre eles, com certeza muitos estão ligados a alguma marca. E não digo apenas as grandes não, pode ser aquele cafezinho que você toma pela manhã sempre no mesmo lugar ou, pensando nas grandes, aquela cervejinha que tanto espera o final do dia para tomar. Para muitos ainda, cinema é sinônimo de Coca-Cola e pipoca, um ritual óbvio e que passa muitas vezes despercebido. Até mesmo um passeio em família naquela tradicional pizzaria, é uma marca que mantemos um relacionamento fiel. E muitas dessas tradições, assim como as religiosas, são passadas de uma geração à outra.

Para terminar, darei um exemplo pessoal:

Tenho dois irmãos e, quando eu era criança, esperava ansiosamente as férias de Julho, que era quando minha mãe nos levava ao shopping da cidade, dividindo nosso passeio em cinema, lanche e brinquedos (aqueles de shopping).

O lanche em questão era de uma lancheteria famosa na região que existe até hoje. E atualmente, quando vou ao shopping e como o mesmo lanche, deparo-me muitas vezes com a lembrança daquele tempo bom de criança e, em especial, dos momentos em que minha mãe fazia este passeio conosco. No futuro, o ritual criado por minha mãe, poderá ser facilmente replicado por mim, com meus filhos.

E como sua marca está criando relações sensoriais para que ela esteja em um momento de tradição no contexto do dia a dia das pessoas?

É com essa pergunta que terminamos essa etapa. No próximo texto falaremos de ícones e líderes, espero você lá!

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Acredita que somente pessoas são fator de mudança. Fundador e Gestor do Ideia de Marketing, é consultor em marketing e branding.