Olá, queridos leitores!

Meu post hoje vem em forma de presente e agradecimento. Após receber cerca de 70 comentários no período de 18/06 a 15/07, que consequentemente passaram a concorrer no Concurso Ideia, venho hoje presentear um de nossos leitores e agradecer (além dele) todos os outros que comentaram, tanto neste período quanto ao decorrer de vida do blog.

Queria inclusive responder uma questão levantada algumas vezes:  ”O que te dá mais satisfação ao ver o crescimento blog?” ou “Qual o melhor retorno que você já teve com o blog”?

O retorno e a satisfação são diárias. A cada dia, com uma nova pessoa ou empresa, agência, que curte a fan page, tuíta ou comenta um de nossos artigos, agradece, sugere, compartilha algo conosco… enfim, é uma sensação de dever cumprido e ao mesmo tempo de um “precisamos continuar e fortalecer ainda mais este trabalho que nos orgulha mais e mais a cada dia que passa”. Por isso, não vou ficar apenas no comentário vencedor…

O vencedor

Foi uma escolha difícil. Só tivemos a noção exata da dificuldade da escolha quando fomos escolher efetivamente. Muitas experiências e vivencias compartilhadas que nos emocionaram e deram um trabalhão para a escolha.

Escolhemos um comentário que, além de se enquadrar nos quesitos básicos do concurso, fosse objetivo e “agregador” ao artigo em questão.

E o livro vai para… Marcelo de Souza, em seu comentário ao artigo “Incubadoras de inovação: sua empresa tem?“, de Eduardo Silva.

“Inovação é urgente em um país cujo crescimento da produtividade está praticamente estagnado há anos. Mas inovação não existe em todo o seu potencial sem que haja uma cultura que a estimule, na empresa como um todo. Notoriamente, inovação não se faz sem que haja tolerância ao erro, desde que este leve ao aprendizado contínuo. Deste modo, fontes de ideias são necessárias no processo, assim como também é a gestão desta inovação quando ela sai da ideia e testa sua praticabilidade e viabilidade. É uma sequência de erros e acertos que quando é bem sucedida tem uma soma altamente positiva. Quanto melhor a gestão da inovação, desde o portfolio de inovações até os caminhos para liberar o potencial de criatividade, maiores as chances de sucesso. Parabéns pelo post, incentivar a inovação é apostar em uma sociedade mais desenvolvida.”

Parabéns Marcelo! E aos que participaram, novamente obrigado.

Juruá Editora

Os também “considerados vencedores”

Seria uma injustiça tremenda terminar o post anunciando o vencedor. Digo isso, pois encontrei uma riqueza de comentários que precisam ser divulgados e expostos. Por isso, vou postar aqui outros comentários, também escritos no período do concurso, e que merecem nossa atenção!

Fabio Santos em Empresas buscam comprometimento… Mas, como têm feito isso? de Zélia Oliveira

“Olá Zélia. Gostaria muito de agradecer este belo texto. Escrito de forma, simples, Interessante e atraente. Revela verdades profundas e tão válidas sobre o empreendedorismo hoje, quanto serão amanhã, ou daqui a 100 anos. O texto exemplifica claramente como conhecimento prático e de valor incalculável, ainda continua disponível gratuitamente na web. Pois não é a tecnologia que faz a diferença, mas sim o uso que fazemos dela.

E a primeira tecnologia que temos acesso, é o nosso próprio corpo, e o trabalho é o nosso relacionamento com outros. Por isto, concordo com você e só posso re-enforçar tudo que disse no texto. Como empreendedor, tenho lidado com todas estas situações que você mencionou. Dentre elas o aprendizado é para mim a mais importante. Saber aprender o que se precisa e não apenas o que se quer é um desafio constante no nosso meio.

Pois, é o conhecimento que nos permite continuar prosseguindo e mudar as práticas individualistas, frases de efeito e as Grandes ideias estagnadas das Lideranças confusas, em resultado e realização. E dentro de tudo isto, acredito que o aprender a colaborar seja o ponto principal de nossa caminhada. Já que colaboração requer alinhamento dos propósitos organizacionais, pessoais, profissionais e interpessoais.

Eu digo que Precisamos fazer muitas fezes o que não queremos ou gostamos para alcançar os resultados que desejamos. E se realmente desejarmos tais resultados, aprenderemos que não basta apenas fazer, precisaremos aprender a gostar de fazer. Ou seja, um bom empreendedor controla suas atitudes, ele é capaz de mudar a forma como vê as coisas.

Se não for assim, como poderemos então agradar cientes diversos e gerir uma empresa, se não conseguimos lidar com pessoas de que não “gostamos”, ou não entendemos. Superar e vencer preconceitos, ideias retrogradas e prejudiciais são, sem dúvida, o primeiro passo de todo empreendedor. Pois assim, podemos passar a pensar fora da caixa craniana do eu, e podemos começar a entender o verdadeiro sentido do universo ainda inexplorado que chamado nós.

p.s, o que acha de escrever um post sobre capital-social? acho que seria uma ótima continuação para este.”

Fredd Diniz em O impacto das redes sociais pelo contágio de emoções de Saulo Andrade

“Excelente a proposta do post. De fato, as Redes Sociais, um ambiente sem fronteiras e que não pára de funcionar nas 24 horas do dia, muitos querem falar e outros querem ser “ouvidos” entre tantos assuntos e afinidades. A questão é que temos em mãos, uma poderosa ferramenta de comunicação e esta deve ser bem utilizada, afinal, estamos tão vulneráveis a intensa carga de informação aqui presente. Muito mais do que agregar conhecimento, as Redes Sociais são as mais viáveis ferramentas de integração e mobilização dos coletivos, prova disso é o constante crescimento do número de usuários que buscam se conectar. Penso que no caos do mundo atual, ainda há esperanças de termos um ambiente virtual organizado e com propostas de conteúdo de qualidade. A ferramenta esta em nossas mãos, basta sabermos o que iremos fazer com ela!”

Filipe Kawafune em Pontos de Impacto – Liderança II de Zélia Oliveira

“Concordo plenamente com os pontos abordados neste artigo que, diga-se de passagem foi tão excelente quanto o primeiro.

O feedback é realmente a única ferramenta que um lider tem para medir o envolvimento e o compromentento da equipe perante os desafios e projetos do dia a dia. Entretanto, tão importante quanto o feedback existe também a questão da transparência nos objetivos. Um dos maiores problemas que eu vejo hoje são equipes e colaboradores sendo coordenados ou geridos por líderes que não deixam claro quais são os objetivos que precisam ser alcançados com dada atividade, ou, mais grave ainda, não conseguem entender porquê executam determinada atividade. Em alguns casos encontramos até colaboradores que não sabem qual é a importância ou a responsabilidade que a sua equipe tem perante a estrutura organizacional.

Muito se fala sobre a liderança de equipes e pessoas, mas pouco se fala sobre a colaboração e o envolvimento de líderes de áreas correlacionadas. A mentalidade de definir equipes internas como “clientes” da sua equipe chegou a um nível de interpretação literal muito grande em que hoje equipes são obrigadas a tentar identificar o perfil da equipe à qual ele presta serviços para atender as suas necessidades.

Enfrentamos um cenário de gestão hoje que nos mostra que centralizar informação na intenção de obter controle e comando não é mais a melhor prática. Nosso colaboradores hoje possuem um envolvimento emocional muito maior com suas atividades diárias do que nas gerações passadas, fazendo com que suas necessidades de sentirem-se parte daquele projeto, ou solução, ou até parte de uma proposta de mudança de modelo mental sejam atendidas.

O envolvimento dos profissionais hoje com as empresas é muito maior do que antigamente. Os profissionais hoje procuram empresas que compartilhem da mesma visão de futuro que eles e que apresentem possibilidades de contribuir não só para o seu crescimento profissional, mas também para atender seus anseios por realizações pessoais. Cabe aos líderes de hoje identificarem estes anseios e necessidades, e trabalha-los de forma que ambos os lados sintam-se realizados e atendidos.”

Carlos, o “@hiper4tivo”, em E existe mesmo essa tal Geração Y no Brasil? de Mariana Melissa

“Seu ponto de vista é interessante, mas faz parecer que tudo se resume a condição financeira e acesso a internet e não é bem assim.

Porque digo isso?

Os Estamos Unidos está cheio de pessoas nascidas nesse período que não tem nada a ver com as características da citada Geração Y, e tem acesso a internet, saneamento básico, energia elétrica e tudo mais.

Não estão revolucionando nada, e pelo contrário, são fúteis e muitas vezes sem objetivo algum, sem noção ou senso crítico do que ocorre em seu próprio país, e normalmente com uma visão míope do mundo, pois o mundo desses indivíduos é apenas seu próprio país.

Então como sustentar esse argumento diante disso?

Esse artigo parece buscar uniformidade linear em um cenário muito caótico.

Não há como.

Eu concordo que as coisas são diferentes por aqui, principalmente se tratando do mercado de tecnologia por exemplo, mas o mundo não passou a estar conectado só após o advento da internet, e sim que ocorreu que por causa da internet um grande número de pessoas passou a PERCEBER que o mundo sempre foi conectado, e que coisas que acontecem em um lugar interferem em outros.

Isso não é algo recente.

Então eu acredito que o chamado “fenômeno da geração y” ocorreu e ocorre decorrente de uma reação a coisas que existem nesse mundo conectado, e como tudo no mundo não existe unanimidade, nem aqui e nem nos EUA, pois nem todas as pessoas buscam as mesmas coisas, e às vezes quando buscam não a fazem da mesma forma.”

Dinacir Murbach em Ei! Você “CURTE, COMPARTILHA”… E o que mais mesmo? de Zélia Oliveira

“Olá Zélia. Gostei muito do post. É isso mesmo. Devemos sair daquela que julgamos ser nossa “zona de conforto”. Você tem toda razaão quando diz que uma perda familiar tem o poder de chacoalhar nossa mente e assim enxergar que a vida deve ter outro sentido, infelizmente pela dor. Essa dor da perda faz com que a gente veja que vida é curta e devemos mudar de atitude em busca de conhecimentos que antes não tinha a menor importância. Passei pela experiência de perder um filho aos 24 ANOS. Sofremos muito com a perda dele, mas aos poucos, fui entendendo que o comportamento familiar foi mudando, e para melhor. A família ficou mais unida, os amigos mais solidários, e EU passei a sentir necessidade de buscar prazeres que antes não me interessavam. Voltei a estudar, passei a viajar, tirar férias com a família, fechar o restaurante para passar com a família alguns dias, assim como dar esse prazer aos funcionários que também são humanos e anseiam também em estar como os seus. visto que restaurante trabalha-se de domingo a domingo. Enfim, a saudade e a dor não passam nunca, mas o prazer de poder dar alegrias aos que ficam compesam e nos dão a sensação de estar mais em paz com nossa consciência.”

Ale Abdo em Compartilhamento Legal de Tereza Kikuchi

“Ni!

Oi Tereza,

Eu gosto muito da ideia por trás do Compartilhamento Legal, porém ela mistura alhos com bugalhos por falta de clareza analítica e, em síntese, não funciona como proposta.

Contudo, enquanto a proposta é inviável e até nociva, é possível aprimorar a ideia por trás.

Primeiro é preciso entender que essa ideia tem três elementos:

1) financiamento estatal complementar para a cultura

2) mecanismo de democracia direta

3) novo tributo, contribuição social

Ou seja, O Compartilhamento Legal é uma proposta de financiamento estatal complementar da cultura por um mecanismo de democracia direta viabilizado por uma nova contribuição social.

Portanto única coisa inovadora e interessante na proposta é o mecanismo de democracia direta (2) que… ops, ela não apresenta em nenhum detalhe!

Sobre (2)

A ideia que a proposta apresenta muito vagamente, de conta downloads, é impraticável. Há incontáveis maneiras de viciar um sistema desse, ou jogar com ele. E dificilmente isso poderia ser feito de forma confiável sem violar a privacidade. Por fim, reduzir o valor da cultura a um concurso de popularidade é muito problemático, principalmente pela mensagem conceitual, mas também por questões práticas de obras com custos de produção e públicos distintos.

Enquanto alguns setores, como intérpretes de música popular industrializada de baixo custo de produção, que na prática já nem dependem de direito autoral, vão gerar milhões de downloads, outros, como livros de arte contemporânea inspirada na antiguidade etrusca, que podem tomar anos da vida de algumas pessoas para produzir um único item, vão quando muito ter uns poucos milhares de acessos.

Mesmo que setorializado, não há uma forma justa de adequar o paradigma. É muito microcosmo e diversidade para depender de articulação política. Imagine que até pra dividir as migalhas atuais do MinC e dos estados as áreas da cultura já tem dificuldade de se articular como blocos macro. Fora que, setorializando, já subiu no telhado a ideia de democracia direta. E esse é apenas um dos problemas dessa ideia de contar downloads.

No fundo, apesar da aparência e da intenção, ela não é nada democrática.

Sobre (3)

Outra questão que eu considero problemática é impôr um tributo sobre um serviço cada vez mais essencial para a vida e a cidadania. Tornar o acesso à Internet mais caro do que já é não pode ser a saída para promover a cultura. É contraproducente e, eu diria até, vil. Ainda que eu tenha certeza que a proposta é feita na melhor das intenções.

Sobre (1)

Antes que alguém comente “ah, não gosto de financiamento estatal”, é bom lembrar que o direito autoral é uma forma de financiamento estatal, apenas regulada – parcialmente – pelo mercado. É o Estado quem financia o custo e garante o uso da polícia e dos tribunais para garantir uma lei que reprime a natureza reprodutiva da cultura e limita o direito à propriedade privada. Pior, uma lei que limita até o direito humano de usar o próprio corpo para expressar-se – já pensou o que significa proibir alguém de cantar em público? Poucas leis são tão profundamente dependentes do Estado quanto o direito autoral.

Sobre (4)

Ok, não tem quatro, mas já que você provocou a propôr algo diferente… como eu disse, gosto da ideia por trás, que é essa combinação que eu desmontei entre (1), (2) e (3).

A questão (1) é pressuposta pelo problema: estamos falando de um financiamento estatal complementar em substituição ao atual financiamento estatal complementar chamado direito autoral.

Na questão (2), uma forma de implementar um sistema mais democrático e autogerido seria o Estado distribuir a arrecadação do fundo (3), seja qual ele for, na base de contrapartidas proporcionais.

Artistas poderiam cadastrar-se num sistema web no qual apenas pessoas físicas poderiam fazer doações para seus artistas favoritos. O governo, então, além de repassar essas doações integralmente, comprometeria-se a distribuir os valores do fundo segundo uma distribuição proporcional à distribuição feita pelas pessoas, normalizando contudo a um salário mínimo por ano o total de quem doou mais que esse valor.

Dessa forma, não só a opinião das pessoas conta, sem a opinião de ninguém contar demais, mas também você tem imediatamente um retorno sobre o valor relativo dos objetos culturais.

Alguém que paga pelo disco novo da banda pop poder querer dar só dois reais, porque quer doar pra várias bandas ou sabendo que alguns milhões de pessoas doarão mesmo e ainda terá o complemento do governo, mas quem doar para aquele livro de arte etrusca irá doar bem mais, na compreensão do valor da obra e do seu alcance limitado, e virá ainda a contrapartida do governo. Mais do que isso, talvez mais alguns milhares resolvam doar dois reais para o livro, pois quem sabe puderam acessá-lo gratuitamente para fazer o trabalho escolar do seu filho, sendo que ordinariamente essas pessoas jamais sequer teriam acesso a uma publicação dessas, que costuma ser caríssima.

Esse sistema, evidentemente e como você discute muito bem no seu texto, precisa facilitar também o outro lado, voltado para os próprios autores, das relações de atribuição, coautoria e trabalhos complementares na obra. Se é que faz sentido chamar de complementares, ao invés de considerá-los autores responsáveis por diferentes aspectos – no caso de um livro, o texto, diagramação, capa, ilustrações etc.

Bem, já escrevi demais hahaha… só pq eu sei que vc não vai reclamar ; )

E talvez a pergunta seguinte seja: dá pra fazer isso sem o governo? Ou seja, sem (1)?!

Um link pra inspirar… http://www.humblebundle.com/

Beijão,

ale
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