O fascínio pelas redes sociais absorve tempo e atenção de todas as idades, em proporções maiores, a cada dia. Um espaço que abraça belas causas e já alcançou grandes resultados, mas, que para uma maioria, representa apenas um canal para compartilhar preferências e conteúdos pouco agregadores diante da força que este mecanismo apresenta.

Vivemos em uma democracia, somos livres para expressar nossas opiniões, temos direitos, mas, é importante lembrar, que para reivindicá-los, devemos estar atentos aos nossos deveres, como cidadãos, estudantes, profissionais e empresários. “Curtimos e compartilhamos” preferências, causas, deficiências sociais e econômicas, citações de grandes personalidades e lideranças, ídolos, notícias, indignações… Mensagens que traduzem significação e valores àquilo que defendemos, mas… Como estamos compartilhando isso, em atitudes?

Olhar ao nosso redor, visualizar o que há de errado, apontar e condenar pessoas e práticas parece tarefa simples para muitos. Mas, ninguém é puramente vítima ou culpado, todos nós temos uma parcela de responsabilidade diante do que acontece ao nosso redor, por mais que nos pareça inaceitável. Cruzar os braços e assistir à miséria, ao declínio da qualidade da educação, violência, degradação ambiental, entre tantos outros, também é contribuir para a sua evolução.

É hora de revermos nossos conceitos, atitudes e identificarmos até onde temos participação nisto. Focarmos nossa mente em soluções e abandonarmos a visão dos problemas como “causas impossíveis” ou que não nos dizem respeito. As redes sociais trouxeram uma força transformadora que jamais existiu. Curta, compartilhe, comente, interaja, discuta, mas, “crie eventos” transformadores de opiniões, crie uma causa, um propósito, faça acontecer algo maior, capaz de “procriar resultados” além da realidade virtual.

Há situações em que tragédias pessoais, doenças, perdas e traumas levam muitos a elaborarem novos propósitos para suas vidas e boa parte destas pessoas produzem grandes feitos ao meio onde vivem e a si próprios, por conseguirem perceber que é possível fazer algo para evitar que outras pessoas passem pelo que passaram. Mas, será que precisamos, realmente, esperar acontecer alguma coisa similar conosco, com algum familiar ou amigo?

Não importa a sua idade, classe social, formação, profissão, preferências, basta parar, pensar no que você faz na sua vida e refletir sobre o que pode agregar a isso. Se você possui um blog, está participando de um projeto ou seminário onde estuda, trabalha em alguma empresa, é um profissional independente, aposentado ou possui seu próprio negócio, você não precisa desistir de nada disso. Apenas reveja o que mais você pode fazer para amenizar, reduzir e eliminar aquilo que aos seus olhos, não está bom. Tempo a gente faz, quando encontra motivos para tal.

Ao final deste artigo, apresentamos, em vídeo, uma versão bem-humorada do “Mito das Cavernas, de Platão”, por Maurício de Souza, que retrata, claramente, a realidade dos dias atuais. Cabe a nós passarmos nossa vida dominados por falsas projeções manipuladas por uma minoria favorecida ou “criar e compartilhar” descobertas, soluções e propósitos que reflitam uma nova realidade?

Somos todos capazes de confrontar, verdadeiramente, as “cavernas” que compõem o nosso presente distanciando cada vez mais de um futuro digno para as próximas gerações. Atitudes agora podem construir um futuro melhor, mas, principalmente, gerações melhores e mais transformadoras. Precisamos SER A DIFERENÇA que desejamos ver. Gostaria de convidá-lo a compartilhar sua opinião, experiências, reflexões e propósitos conosco. Você já faz a diferença no seu meio? Já pensou nisso? Conte-nos! Um grande abraço, linda semana e até o próximo post!