Empreendedorismo: “Ideias precisam de ideais”

Empreendedorismo: “Ideias precisam de ideais”

Se você é uma dessas pessoas, por favor, aceite minha mais sincera opinião, desista!

Pessoas têm preferências, opiniões, fazem escolhas e estabelecem objetivos baseadas em crenças, valores, vivências, ou seja, no direcionamento do que lhes foi estabelecido como certo ou errado, desde os primeiros anos. Uma empresa, da mesma forma, necessita de propósitos, valores e objetivos que ofereçam significação à sua existência, para que suas lideranças e demais colaboradores possam falar a mesma linguagem, comunicar-se adequadamente com o público alvo e produzir os resultados esperados.

É sabido que Empreender no Brasil, não é tarefa simples. “Facilitadores” como Organizações e Programas de apoio ao micro e pequeno empresário apresentam uma parcela de contribuição, no entanto, mascaram uma realidade crítica de altos índices de mortalidade dos pequenos empreendimentos. A falta de capacitação do empresário aliada à ânsia por resultados rápidos, aos programas “milagrosos de financiamento” e aos “formulários prontos” para criação de planos de negócios fortalece uma cultura de descaso com o essencial para a empresa, aquilo que motiva ou justifica a sua existência.

A aplicação de “boas ideias de negócios” no mercado visa lucro financeiro o que é necessário e comum. Tão comum que grandes ideias perdem destaque, tamanho é o foco em resultados imediatistas, aumentando consideravelmente a similaridade das propostas de atuação. Estudar o mercado, elaborar um bom plano de negócios e obter ajuda especializada são pontos cruciais para a criação de empreendimentos de sucesso, mas o empreendedor que deseja construir bases sólidas deve ser fiel aos valores e aos objetivos que irão compor os alicerces da empresa e do modelo de gestão, criando uma atmosfera onde seu público interno e externo queira estar.

Quadros, frases, mensagens, e belas palavras representam a Missão e a Visão de muitas organizações. Ideais, objetivos, ações estratégicas e metas se não forem compreendidas e compartilhadas por todos que compõem o meio, se não fizerem parte da realidade de valores e práticas exercidas por todos, poderão se tornar mais uma frustração. Investir na descrição, aprimoramento e comunicação da Missão, Visão, Valores e Objetivos é primordial, mas ainda trarão pouco ou nenhum resultado se não forem transmitidos por meio de ações. É preciso “ser o exemplo” daquilo que se deseja ver acontecer, “fazer como deve ser feito” e mostrar a que veio, com atitudes e não apenas palavras.

Clareza e transparência quanto aos objetivos e estratégias da organização são essenciais, pessoas produzem mais e melhor quando se identificam com o que fazem, sabem para onde vão e compreendem que fazem parte de algo maior. Quando se tem várias cabeças pensando em novas soluções, as probabilidades de sucesso são elevadamente superiores. Há empresas que se resguardam de sua própria equipe temendo que chegue à concorrência o que se está fazendo. Saber o que deve ser feito é algo bem distante de realmente fazer. É preciso acreditar mais na própria capacidade e no capital humano que constitui a empresa. Veja o que diz Leonardo Calixto, Diretor da EIT teatro para Comunicação e Negócios, autor do livro “Visões sobre Treinamento Corporativo”:

De acordo com John Kotter, há mais de duas décadas, grandes fabricantes norte americanos de automóveis tinham conhecimento do que a Toyota fazia para produzir veículos baratos e de qualidade superior, mas não conseguiram reduzir a lacuna entre o saber e o fazer.  No McDonalds, Estados Unidos, durante a apresentação do relatório de uma consultoria, uma pessoa lembrou que as mesmas considerações foram feitas dois anos antes, por outra empresa do seguimento, o que significa que a própria empresa pagou mais uma vez por um serviço e se quer soube aplicar.

Situações como essas demonstram o quanto é desnecessário e contraditório omitir da própria equipe aonde se pretende chegar e por que motivos. Outro ponto que merece atenção é aquele que por estar insatisfeito com o emprego, salário, carga horária, desgastes e desafios constantes opta por empreender. Se você é uma dessas pessoas, por favor, aceite minha mais sincera opinião, desista! Você, provavelmente, vai se deparar com situações bem mais complexas na sua empresa e isso não é tudo.

Se essa é a sua motivação para criar um negócio, volte e reveja seus conceitos. Caso descubra um propósito verdadeiro que agregue algo ao mercado e à sociedade, então valerá à pena estudar a respeito e retornar aos planos iniciais. “Desenvolva suas ideias quando tiver ideais”, não antes! Convido-os, agora, para assistir também um vídeo pouco convencional, nestes casos, com um breve discurso de Arnold Schwarzenegger – sobre sucesso, fracasso, objetivos, retribuição – e para compartilhar conosco sua opinião, dúvidas e sugestões. Espero ter contribuído para sua reflexão. Abraços, uma semana de grandes realizações e sucesso! Até o próximo post!

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Zelia Oliveira

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