As redes sociais estão ganhando cada vez mais personalidade e as empresas estão se adequando as tendências. As marcas buscam os canais de comunicação digital com objetivo de criar relacionamento com seus consumidores, essa pode ser uma tarefa fácil do ponto de vista de quem está pensando em entrar nas redes só porque ouviu falar que é preciso estar online, mas não é assim que funciona.

O meio digital expandiu rapidamente nascendo nesse fluxo desenfreado vários formadores de opinião que criaram conceitos referentes às redes, alguns desses conceitos são indispensáveis e importantes para a cultural online. Nesse meio tempo também surgiram profissionais que começaram a utilizar as redes sociais como um comércio sem lei onde cada um cria suas regras e vende o serviço de “mídias” de qualquer jeito. Esse modelo de negócio gerou para o mercado desconforto e ainda causa impactos sérios como a desvalorização do serviço: os clientes ficam deslumbrando quando ouvem falar do serviço, após contratado e executado muitas vezes não entendem como funciona a cultura digital causando descrença sobre o potencial do mesmo.

O uso das redes sociais também é visto como venda online. As empresas precisam entender que “mídias” é relacionamento, é a oportunidade que a empresa tem de estar próximo dos usuários, compreender o comportamento e trabalhar o branding. Precisamos quebrar o tabu de que rede social está associada a vendas! Podemos até implantar nos canais uma temática que potencialize as vendas e assim mesmo o sentido de fazer parte de uma rede ainda continuará sendo se relacionar em busca de engajamento.

Você está se perguntando quem é o culpado de tudo isso? O culpado disso tudo são os profissionais que não estão sabendo vender o serviço e executá-lo. É importante ensinar para o cliente a funcionalidade das plataformas, como são exploradas, o que está sendo feito no segmento e o que não dá certo. É preciso apresentar para o cliente que mídias sociais é um serviço que demanda estudo, planejamento, conteúdo de qualidade e colaboração da parte do mesmo, pois ele também terá que se esforçar para fazer com que as ações descritas nas estratégias sejam “viralizadas”.

Atualmente o mercado sofre com esse desgaste, e também com falta de compreensão dos clientes que não entendem as funcionalidades do serviço, falta de ética das agências que não estão valorizando o tempo que seus profissionais investem na elaboração do planejamento e execução dos processos e a desordem dos usuários que se auto-promovem nesse mercado sem lei mais, conhecidos também como “o sobrinho”, aquela figura que executa o serviço de qualquer jeito por um preço mais em conta.

Agora você entende que nem toda empresa precisa estar nas redes sociais?

Cliente, antes de entrar nas redes sociais questione se o seu negócio deve fazer parte dessa cultura e se você terá disponibilidade de contribuir para a evolução da mesma. Profissionais, questionem internamente se o seu cliente está entendendo o serviço prestado e se há necessidade dele estar no meio digital.