Entende-se que se a marca que não entrega o prometido está pedindo para ser questionada e criticada por jornalistas comprometidos com o bem estar e a informação da população.

Você já ouviu falar que experiência é individual e que a partir dela é que a percepção sobre um produto ou serviço é formada? Em um ponto de vista diferente dos que abordei em outros textos, proponho que a reputação de uma empresa é uma questão de percepção individual, mas que a maioria dos consumidores pode ser facilmente influenciada quando em contato com os formadores de opinião: jornalistas, por exemplo.

Como poderia então uma marca colocar em jogo sua reputação enquanto a associa com um tirano? A marca turca de shampoos Biomen sofre hoje com uma movimentação forte da mídia para boicote do uso do produto que veiculou uma propaganda terrivelmente infeliz.

Campanhas, ações, parcerias e entrevistas são dadas e não emprestadas. Os porta-vozes de marcas, empresas, devem ter consciência de que dentro ou fora do trabalho eles representam muito mais do que uma opinião própria, eles sempre falarão pela marca. Postura e alinhamento com valores da empresa da qual o porta-voz faz parte vão de encontro com o mote “Imagem é tudo” e que por vezes é colocado em jogo como na campanha colocada a cima.

Jornalistas prestam um serviço público na maneira em que informam de forma isenta e imparcial. Nem sempre isso é verdade. A imprensa é alimentada por um jogo de interesses e de relacionamentos e é por isso que os relações públicas tem que ter o jornalistas como público-estratégico. Para isso utiliza-se a assessoria de imprensa.

Notícias ruins não precisam de esforço para serem divulgadas, o complicado é garantir que esses formadores de opinião compartilhem suas percepções positivas para que de alguma forma, com sua credibilidade, eles possam impactar o grande número de leitores ou expectadores de suas matérias.

A assessoria de imprensa blinda os porta-vozes para que eles não caiam em “emboscadas da comunicação”, para que eles não sejam mal interpretados ou que tenham suas falas manipuladas. Porta-vozes são guardiões da reputação de marcas e mantendo um bom relacionamento com a imprensa eles criam um “colchão de crises” a medida em que criam um fluxo confiável de informações para jornalistas.

Querer notícias boas sobre produtos exige estratégia por parte das assessorias de imprensa e um acompanhamento diário da mídia com clippings e gestão de redes sociais. Nesse contexto virtual, já temos dados que provam que reclamações de consumidoras enviadas através de redes sociais são respondidas oito vezes mais rápidas do que nos meios convencionais, e é por isso que a assessoria deve estar muito atenta também a esse cenário de interação com jornalistas e qualquer outro formador de opinião.

Entende-se que se a marca que não entrega o prometido está pedindo para ser questionada e criticada por jornalistas comprometidos com o bem estar e a informação da população. Faz-se necessária então que, antes de qualquer coisa, a empresa garanta a excelência e qualidade de serviços e produtos, para que a assessoria tenha o que divulgar para a empresa e consiga emplacar ações legais e importantes para a sociedade, alcançando uma ótima reputação perante públicos estratégicos.

A imprensa quer sempre ouvir, mas é ela quem decide o que passará para frente e é por isso que o trabalho das assessorias é tão árduo em todos os momentos da vida de uma empresa que se relaciona com consumidores de diversos perfis.

Se você já teve experiências, boas ou ruins, em sua empresa com assessoria de imprensa, compartilhe conosco nos comentários.

banner clique