O tema Liderança ganhou maior destaque com o passar dos anos, devido à sua dimensão no contexto organizacional, o que pode ser observado pelo impacto que proporciona ao comportamento humano e consequentemente, ao fator competitivo das empresas.

De origem não muito clara, há pressupostos de que o papel do líder nas organizações tenha se manifestado a partir dos comandos militares, devido à função de alcançar objetivos de acordo com a hierarquia e o poder estabelecido. Ao longo dos anos, observa-se uma tentativa em criar um modelo ou perfil ideal para o líder. Outro ponto é a tendência em se distanciar os conceitos de gestão e liderança em sentido, muitas vezes, de oposição, enquanto estes são na verdade, complementares.

As lideranças autocrática e democrática são questões frequentemente debatidas por estudiosos e gestores. A abordagem inicial do líder é autoritária sob a percepção do liderado como maquinários (Escola Científica), depois indivíduos cujas necessidades passaram a ser consideradas (Escola de Relações Humanas) e mais tarde, com possibilidades de crescimento e autodesenvolvimento (Abordagem Contingencial).

Na década de 80 surgem novas interpretações voltadas à flexibilidade em lidar com as incertezas. Também a consideração da cultura organizacional, questões intrínsecas e extrínsecas do trabalho e mais à frente a globalização o que gerou a figura do líder servidor. TOLFO, Suzana da Rosa (2010).

As transformações históricas dos modelos de atuação, a busca por empreendimentos cada vez mais competitivos e inovadores, a diversidade de variáveis e gerações que compõe o meio, nos dias de hoje, são essenciais à compreensão do perfil do “líder ideal para equipes mais produtivas”.

Ano após ano, empresas investem em cursos e treinamentos na expectativa de encontrar “fórmulas mágicas” para seus resultados. Como retorno, no entanto, obtém a frustração de grupos e equipes que acabam tidos como fracassadas por não cumprirem metas ou apresentarem grandes avanços.

O que contribuirá para melhores resultados está relacionado à adaptabilidade do líder a cada grupo, equipe e ambiente, à sua capacidade de compreender e agir em cada situação. E não a regras e padrões de comportamento pré-estabelecidos.

A obtenção de resultados depende ainda da clareza e explanagem dos objetivos organizacionais pelo líder. Uma equipe que não sabe para onde ir e porque está indo, dificilmente chegará onde se pretende. A falta de comunicação dos propósitos pode levar a desvios do foco de trabalho, frustrações do grupo, desmotivação e falta de coerência nas ações das pessoas, levando a conflitos e distanciando-as das metas.

Um fator comum em cada fase da história da liderança é o foco em alcançar os objetivos comuns. Concretizá-los, no entanto, independe das ações do líder unicamente, estando sob forte impacto do cumprimento de papéis pelos liderados. Um nível superior ou inferior de democracia ou liberdade deve ser estabelecido conforme a percepção dos grupos em relação ao líder e suas respectivas atitudes. Em todas as situações, porém, líder e equipe devem compartilhar uma identidade que direcione a ação conjunta.

Os modelos atuais de negócios trazem à tona uma nova concepção de liderança fortalecida pelo conhecimento que compreende uma relação contínua com o aprendizado. Surge a necessidade de um novo perfil de “comando” apto a lidar com o processo de desconstrução de atitudes obsoletas, reconstrução de modelos participativos e adaptáveis à diversidade de comportamentos e ambientes que o cercam. O vídeo a seguir apresenta a visão de grandes líderes que inspiraram e inspiram gerações. E você, se inspira em algum líder? Compartilhe conosco!

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