Afinal, quais valores ficarão da geração que xinga muito no Twitter?

Afinal, quais valores ficarão da geração que xinga muito no Twitter?

“Os valores mudam através dos tempos, de geração para geração”.

Dias desses decidi re-assistir algumas séries que fizeram parte da minha infância, “Anos Incríveis” foi a principal delas. Logo nos primeiros episódios me vi em questionamentos que aos 8 anos – quando assisti pela primeira vez – não fazia muito sentindo.

Assista a este trecho e voltamos pro nosso papo:

Pois bem. Agora pensando em nossos tempos, com todas as tecnologias e meios de comunicação disponíveis e principalmente na “geração twittera” que vivemos, peço que responda as mesmas perguntas da senhorita White:

– “Onde adquirimos nossos valores?”

– “Estamos sempre de acordo com relação aos valores aceitos?”

– “Quando avaliamos o caráter das pessoas que conhecemos, como poderemos saber quais valores deveriam mudar e quais os valores que são sinceros e eternos?”

Bom, a primeira resposta pode até ser igual à de 68, incluindo a infeliz preferência juvenil às TVs ao invés dos livros, até a valorização dos Beatles para os de bom gosto.
Mas muita coisa mudaria quanto à segunda pergunta. O mesmo “não” continuaria, mas seguiria de muita reclamação nas redes sociais, com hashtags alienadas e posts no Reclame Aqui. Ou a “necessidade” de ir a um determinado local somente para fazer um check-in no Foursquare e tirar algumas fotos munidos de smartphones com Instagram.

Hoje temos tanta tecnologia disponível que o leque de possibilidades parece infinito, mas muitas vezes se restringe a fúteis atos preestabelecidos e categorizados pela geração Z. Isto é, realmente sabemos usar tudo isso que temos em mãos?

Já a última questão é de fato difícil de ser respondida, independente da época, mas não impossível. As pessoas não eram diferentes do que sempre foram e sempre serão. Se não havia ferramentas e plataformas sociais por outro lado existiam mais pessoas que buscavam por valores intensos e relevantes.

Veja, não estou dizendo de devemos voltar à era das cavernas, mas sim que poderíamos reavaliar os valores existentes em cada recurso e tirar deles o melhor, e não viver insanamente por eles e para eles.

A pergunta que a professora faria hoje poderia auxiliar a próxima geração e transformar alguns hábitos que sequer ainda existem:
– “Vocês sabem utilizar as redes sociais de forma a agregar valores, não somente a vocês, mas também pras futuras gerações?”

Tome cuidado pra daqui alguns anos não dizerem que em 2012 nem você podia responder estas perguntas.

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Caiubi Aimore

10 thoughts on “Afinal, quais valores ficarão da geração que xinga muito no Twitter?

  1. Este é um dos grandes motivos da minha resistência com as redes. É muita inutilidade o tempo todo. Ética, respeito e tantos outros valores parecem mais distantes dia após dia. Muito bom! Vamos lutar pra mudar isso!

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  2. Será não estamos vivendo o filme “fahrenheit 451” ? Onde estamos sendo queimados a estas alienadas midias sociais, como se você fosse “obrigado” a falar e mostrar o que você quiser. Muito legal o post. Parabéns !!

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