A interpretação da diversidade individual que compõe um determinado grupo é de suma importância para se identificar o tipo, forma e os meios de comunicação que venham a promover o entendimento entre líder e liderados ou vice-versa.

Há quem diga que seu gerente comanda o empreendimento há décadas, por isso conhece tudo sobre a empresa, produtos, serviços e seguimento de atuação. E que “o difícil mesmo é criar e manter uma equipe, já que jovens não tem comprometimento e os mais experientes são cheios de manias”, palavras recentes de uma empresária atuante no mercado de moda, há 35 anos.

Certamente, trata-se de um caso isolado, mas que comumente se repete no meio empresarial. O elevado foco em resultados leva empresários, e demais líderes, a negligenciarem o fator humano, ponto de primeira importância aos resultados organizacionais.

Outro tema que merece atenção especial é a visão de que a experiência profissional e o conhecimento do setor de atuação são suficientes à gestão e liderança de empreendimentos e pessoas. Ainda que de grande importância sem lideranças devidamente preparadas, dificilmente a organização produzirá os resultados esperados.

Mudanças frequentes e aceleradas no mundo dos negócios inviabilizam antigos modelos de gestão baseados em previsões de médio e longo prazo.   As transformações sociais dos últimos anos levaram a novos perfis de consumidores e colaboradores, mais aprendizes e detentores de informações. Diante disso, surgiu à necessidade de um novo modelo de liderança, capaz de perceber e oferecer suporte ao recente contexto de liderados.

Rotulagem de profissionais como desqualificados, incompetentes, desprovidos de inteligência ou descomprometidos ainda é uma situação comum entre os líderes organizacionais, diante de pessoas que não aprendem ou se adaptam a aos ambientes com a mesma facilidade ou velocidade dos demais.

Empresas perdem tempo, dinheiro e acima de tudo “pessoas”, isso porque não conseguem identificar e desenvolver seus colaboradores em prol dos propósitos organizacionais. O foco acentuado em números e a falta de capacitação dos líderes leva à perda de profissionais potenciais que tendem a trazer maiores prejuízos quando são descobertos e bem geridos pela concorrência.

O ser humano perante um objeto não apenas o vê, mas principalmente o percebe de uma forma única e particular, o que depende de seu estado psicológico e das significações que compreendem suas experiências no decorrer de sua vida.

O mesmo acontece quando se trata de pessoas, mas a atenção deve estar voltada também à forma como se é percebido. O Líder da Equipe produtiva procura compreender cada membro em sua individualidade e está sempre atento à forma como é percebido pelos mesmos, individualmente.

Na organização, a percepção, os papéis de cada um e as possíveis distorções são elementos importantes no estabelecimento das relações e da comunicação, os quais exercem forte influência no desempenho geral da empresa.

 A interpretação da diversidade individual que compõe um determinado grupo é de suma importância para se identificar o tipo, forma e os meios de comunicação que venham a promover o entendimento entre líder e liderados ou vice-versa.

Tal como um mesmo sabor de sorvete não atende a todos os gostos, pode-se dizer que as formas de alfabetizar uma criança, comunicar ou treinar pessoas também devem diferir de indivíduo para indivíduo. Somos todos diferentes, logo a estratégia aplicada ao desenvolvimento de uma pessoa precisa ser adaptada se for direcionada a outra, para que se possa alcançar bons resultados.

Na próxima semana vamos dar continuidade ao tema e falaremos de percepção e comunicação organizacional, fatores essenciais à desenvoltura das lideranças e à construção e gestão de relacionamentos.

Desta forma, gostaria de convidá-lo (a) a fazer um pequeno exercício. Observe as três figuras abaixo e deixe seu comentário mencionando que imagem você percebe em cada uma delas.  Abraços e até o próximo post!

Fonte da imagem: http://bit.ly/H38gEw

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