As empresas começaram a detectar que dessa nova geração, muitos benefícios poderiam ser aproveitados e usados de forma estratégica para o desenvolvimento da organização…

Já escrevi aqui sobre como engajar a Geração Y e quais são os rótulos dessa geração. Dessa vez vou fazer diferente, escreverei não sobre o que ela tem de oposto das outras gerações, mas sim como ela tem transformado o mercado de trabalho, pois querendo ou não, o mercado teve que se adaptar (e ainda está se adaptando) para receber essa nova leva de profissionais e continuar crescendo aproveitando essas divergências de gerações.

Entre 1998 e 2000 o primeiro grupo de Y’s completou 18 anos e começou a ingressar no mercado de trabalho. Junto a isso, os conflitos de gerações começaram a se intensificar. Tradicionalistas, Babyboomers e Geração X, que antes conseguiam trabalhar muito bem em conjunto, estranharam o dinamismo, a ousadia, a alta capacidade de lidar com aparelhos tecnológicos e a ansiedade que essa nova geração de letra estrangeira apresentava muito bem. As empresas começaram a detectar que dessa nova geração, muitos benefícios poderiam ser aproveitados e usados de forma estratégica para o desenvolvimento da organização, porém existiam alguns outros pontos que deveriam ser olhados com atenção especial para que tudo isso se transformasse em bônus, realmente.

Fonte: http://bit.ly/Hq4N1x

Observando o comportamento dos profissionais Y, as empresas perceberam que se não houvesse um bom trabalho de valorização, motivação, plano de carreira e constantes propostas de desafios, esses novos talentos não ficariam ali por muito tempo. Mudar de empresa por falta de estímulo, engajamento e principalmente por falta de desafios não é e nunca foi uma dificuldade para a Geração Y, pelo contrário, essa geração não tem medo de buscar novos caminhos e não pensa duas vezes em mudar de emprego para obter maior satisfação profissional.

Em relação às tecnologias, as organizações começaram a se sentir mais seguras em implementar novos métodos de trabalho, como máquinas e softwares mais modernos, novos programas de atualizações e até mesmo mudar a forma de fazer a comunicação interna acontecer, dando vez aos portais de intranet, comunicator, skype, messagers para que a comunicação se tornasse cada vez mais veloz e menos onerosa. Essa segurança muitas vezes se deu pelo fato de existir um grupo de profissionais, cujo sua principal característica é a grande capacidade de aprender e lidar com aparelhos tecnológicos, o que pode faltar nas gerações passadas, que tiveram que aprender a migrar do papel e caneta para o monitor e teclado. Além do mais, as empresas começaram a sentir necessidade de investir mais em recursos de aprimoramentos, investir realmente em seus colaboradores, fornecendo cursos ou meios para que seus funcionários estivessem cada vez mais atualizados com o mercado a fora e suas atualidades.

O que até hoje ainda é visto como um ponto negativo da Geração Y é a “falta de comprometimento” com a empresa em que trabalha. Se uma nova e mais interessante proposta de emprego surgir, o profissional Y não vê problemas em abandonar o atual chefe para angariar maiores conhecimentos e desafios em sua bagagem.

As empresas ao perceberem que esta é uma característica forte e que os maiores prejudicados com essa transição seriam elas mesmas, começaram a buscar novos métodos de engajamento para os jovens para mantê-los sempre por perto, renovando seus ciclos vitais.
Há aproximadamente 30 anos essa geração surgiu e aos poucos começou a mudar o cenário corporativo e econômico em todo mundo. Hoje, uma nova geração conhecida como Geração Z, está chegando para dar continuidade a essas mudanças, mas a Geração Y ainda tem muito por fazer, o mundo empresarial que prepare o território, pois a Geração do Milênio tem sede!