Sem propósito não há bandeiras, sem propósito não há defesas que bastem, sem propósito não flui a energia de forma correta. Sem propósito você acorda todo dia sem motivação, sem vontade.
Assim como uma pessoa, uma empresa precisa ter algo relevante a dizer. Assim como uma pessoa, não havendo um posicionamento definido, não há uma percepção de valor no que será dito. Valor, neste caso, deve ser visto como algo confiável e desejado ser sabido.
Sem isso, não há nem a necessidade de discutirmos sobre mitos e verdades em comunicação empresarial. Sem nada a falar, melhor ficar quieto. Sem saber o que dizer, o silêncio passa a ser a melhor ação.
Seja em situações positivas ou em cenários de crise, uma corporação precisa ter um posicionamento definido antes de pensar em estruturar uma metodologia que realmente seja capaz de transmitir informações adequadas, da forma correta e capazes de promover crescimento, seja em que cenário for. De nada adianta uma área altamente capaz de realizar este trabalho, ferramentas eficazes, se não há coerência em seu discurso. E, quando falo em coerência, falo em uma palavra que considero mágica nos dias de hoje. Falo, inclusive, pausadamente, para que você saboreie este pensamento. Esta palavra é: Pro-pó-si-to.
Sim, propósito! Sem propósito não há bandeiras, sem propósito não há defesas que bastem, sem propósito não flui a energia de forma correta. Sem propósito você acorda todo dia sem motivação, sem vontade. Assim como o funcionário daquela empresa. Você pode ter um “como”, você pode ter um “o que” mas, sem um “por que” você faz o que faz, falta sentido.
Integrados ficam os colaboradores que trabalham com um propósito único. E, integrados, temos uma comunicação fluida, abraçada por todos, independente das ferramentas utilizadas. Com propósito não temos a necessidade de “atochar” goela abaixo a informação. A necessidade vem de outro lado, o lado de quem tem interesse em saber.
A Nike entende que trabalha para evolução humana, já os funcionários da NASA acreditam todo dia que vão trabalhar para definir a gravidade. Na Starbucks eles querem ser o terceiro lugar do planeta pra você. Não é vender café, servir delícias ou te oferecer outra rodada. Eles querem ser, depois da sua casa e de seu trabalho, seu terceiro lugar preferido. Na Disney, veja só, eles fabricam mágica. Na Apple eles acordam com a certeza que será mais um dia para ser criativo e na Whole Foods, rede americana de supermercados, acreditam simplesmente que trabalham para melhorar a alimentação humana.
Pois bem, quando todos estão integrados por um propósito, quando uma marca está coesa, definida, verdadeira, com seus atributos essenciais e acidentais identificados, a comunicação passa a ser não apenas de uma área, mas de toda a estrutura. Com isso, a empresa passa a ter vida, alma, vontades, desejos e, por mais estranho que pareça, estes desejos deixam de ser de um ou de outro dirigente e começa a ser de todos que fazem parte daquele “corpo empresarial”. Dessa forma, os mitos se transformam em verdade: comunicação empresarial existe, sim.








3 comments
Ligia Fascioni says:
Mar 21, 2012
Alex Lima, você aqui nesse blog chiquérrimo e nem avisa! Que surpresa agradabilíssima! Mandou muito bem, concordo com tudo :)
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Paulo Chefaly says:
Mar 21, 2012
Acho que quem escreveu essa matéria, sabe muito o que esta falando.
Parabéns Alex.
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ubiraciara r. crespo says:
Jul 19, 2012
Você acaba de descrever a VISÃO de uma empresa ou organismo vivo qualquer, apenas trocando o nome para PROPÓSITO. Excelente!
Acabo de discutir esse assunto na minha pós. Defendi exatamente esse ponto de vista que defende em seu artigo. Em minha análise, não há cultura organizacional forte sem a MISSÃO, VISÃO e VALORES socializados, expressos, combinados e integralizados de uma forma bem clara a todos. A começar pela cúpula diretora. E sem uma cultura forte, não há sincronia, sem sincronia, não há gestão; sem gestão não há a visão dos GAPs e CTQs do processo e, finalmente sem nada disso, não há avanços, melhorias nem competitividade. Sem uma comunicação clara da VISÂO não há “organização” no sentido primeiro da palavra.
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