As redes sociais são os atrativos do momento para infinitos meios da comunicação, seja para fins de entretenimento, pessoal ou profissional. Para quem considera as redes de relacionamento um “achado do século 21” pode contar com muitos auxílios como, por exemplo, fazer delas uma boa base de pesquisas para análises de dados estatísticos, perfis profissionais e até ir além e fazer analises comportamentais.

Não é novidade que estamos sendo observados 24h por dia. Nossas redes virtuais contam para quem estiver interessado (ou não) pelos quatro cantos do mundo aonde vamos, quando chegamos, o que estamos fazendo, o que estamos pensando, com quem nos relacionamos e mais centenas de informações pessoais que muitas vezes não tem a menor relevância para quem lê e o pior de tudo: o fofoqueiro de antes que fornecia todas nossas informações íntimas e, antes sigilosas, agora somos nós mesmos!

E quando essas informações deixam de ter relevância mínima e passam a ser fatores decisivos em etapas importantes de nossos processos?

RH’s de muitas (eu disse muitas!) empresas estão usando as redes sociais como aliadas na hora do recrutamento e seleção. É muito mais vantajoso para as organizações divulgarem suas vagas em aberto pelas redes sociais e até mesmo localizar os perfis que mais se encaixam com o cargo oferecido. Sem contar que o “network” é infinitas vezes mais potente em relação a outros meios utilizados para divulgação de vagas. Na hora de levantar resultados da triagem, o tempo necessário para isso é bem menor em relação aos anúncios em geral. Alguns pontos que podem desfavorecer as redes na hora do recrutamento é a quantidade de perfis incompatíveis com as descrições dos cargos anunciados, ou vai dizer que você nunca aproveitou a comodidade e facilidade de uma rede social para candidatar-se a uma vaga X apenas por curiosidade junto daquele pensamento de “vai que..”?

Quando o selecionador faz uma pesquisa pelo perfil de um candidato no Facebook, certamente ele não quer saber quantas doses de tequila o candidato aguentou na noite passada. Pelas redes sociais, sejam as mais pessoais, como o Facebook e Orkut, quanto as mais voltadas para o lado profissional, como o Linkedin, é perfeitamente possível analisar o perfil comportamental de um indivíduo. Claro que não é necessário que você seja um perfil montado que se encaixe em qualquer cargo e que sempre pareça ser o profissional do ano, porém, a dica de ter cautela com o que postar será sempre bem vinda.

Não se engane achando que o selecionador achará graça nas fotos que você aparece extrapolando os limites nos seus status, narrando as mil e uma histórias que aconteceram na última noite ou no modo peculiar de escrever o português inventado pela “linguagem virtual”. Esse tipo de “bom humor” está sendo dispensado logo de início e são pontos negativos que podem acabar com suas chances de ingressar na empresa.

Assim como a maioria das áreas estão se modernizando e utilizando da tecnologia para aprimorar seus resultados, o RH também está cada vez mais antenado com o que aparece de mais novo para que o processo de recrutamento e seleção encontre em menor tempo, e com maior precisão, a pessoa certa, na hora certa para o cargo certo. Comece a cuidar da sua vida virtual com a mesma atenção que dedica a vida real e não se esqueça: você está sendo observado!

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Mariana Melissa

Gestora de pessoas e Coordenadora de projetos at Ideia de Marketing
Graduada em Marketing e Gestão de Recursos Humanos, é apaixonada pela arte da escrita e pelas relações pessoais. Já trabalhou com comunicação interna, redação e marketing. Atualmente é Gerente de Projetos na agência Target Mais e está a frente dos projetos internos do Ideia de Marketing atuando como gestora de pessoas e conteúdo. marianamelissa.s@gmail.com