O mundo corporativo é recheado e guiado por pessoas. Pessoas se  relacionam com pessoas. Máquinas não estabelecem laços de confiança e respeito.

Faz parte do homem ter fraquezas, dificuldades, falhar em situações importantes, errar em situações cotidianas. Algumas empresas perceberam que os consumidores se importam com honestidade, posicionamento, abertura para diálogo e tem verdadeiramente um interesse em ouvir o que o consumidor quer falar.

Não é uma questão de gerir imagem apenas. É sim um novo modelo de personalidade empresarial que desconstrói a “fachada” e levanta relacionamentos de respeito e confiança sobre um alicerce estável que suporta crises e escorregões assumindo-os como “parte do jogo”.

fonte da imagem: http://bit.ly/wAB8SA

Toda empresa tem defeitos, a questão é como lidar com eles e aprender a incluí-los no negócio de forma a minimizar o impacto com seus públicos. E é ai que entra o “Flawsome”. Em sua tradução nua e crua para o português poderíamos dizer que é o “defeito+fantástico”.  Entende-se uma empresa que saiba lidar com os erros de forma honesta, tendo em contrapartida o apoio de seus públicos-alvo para superar a crise ou minimizar o impacto sobre a sociedade e sobre o negócio.

Esse é um comportamento responsável que merece destaque no mercado saturado de interesses puramente ligados ao lucro e à melhora de desempenho independente das condições.

O interesse dessas empresas nao é buscar a perfeição, mas sim, obter admiração e respeito independente dos erros cometidos. Marcas maduras, generosas, preocupadas com um universo que extrapola seu campo de consumidores e prospects são as que vencerão no mercado (ainda bem).

Para as Relações Públicas também é um desafio enxergar essa tendência além da construção de imagem e reputação. O assunto engloba uma mudança de perfil e de atuação no mercado, passeando pelos relacionamentos internos, externos, governamentais, sociais, culturais, etc e atingindo um novo modo de gerir um negócio em que os pilares sejam construídos sobre uma “marca humana” e o “triunfo da transparência”.

Espero que o mercado, em todas as categorias, perfis e tamanhos consiga enxergar a importância de errar e abandone as máscaras mentirosas e despreparadas para o cenário crítico, complexo, socialmente interessado e responsável em que trabalhamos, estudamos, vivemos e interagimos.

Texto baseado num artigo absolutamente genial e inovador chamado “Flawsome: porque as marcas que se comportarem de maneira mais humana, inclusive mostrando suas falhas, serão fantásticas”

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