Neste momento, peço que passe a ver a incredulidade como uma oportunidade de negócio. Sim, pois uma vez questionado um produto ou serviço, surge uma oportunidade para o novo, descobrimos se benéfico ou maléfico, valendo um sim, valendo um não.

Nossa cultura carrega diversas expressões populares para explicar nossas convicções. Hoje o papo não é bíblico, mas o exemplo é perfeitamente aplicável para uma compreensão divina sobre os atuais desejos e necessidades de consumo, dentro da celestial funcionalidade do Marketing. Nosso protagonista é uma lição de conquista e compreensão do novo consumidor, este que vêm se fazendo novinho em folha reciclável e made in Século XIX.

Analiso nosso personagem principal como um homem de liderança e disseminador de suas opiniões, mas principalmente, um questionador nato. Este, quando duvida da ressurreição de Jesus, declara necessitar sentir Suas chagas antes de se convencer. Agora ficou fácil, não? Essa passagem é a origem da expressão Tomé o Incrédulo, bem como de diversas tradições populares similares, tal como Fulano é feito São Tomé: “precisa ver para crer!”. Hoje, por observação aleatória, peguei São Tomé “para Cristo”. Sim, passei a traçar uma ponte entre esta passagem do santo e o atual consumidor. Convido você a um capítulo de leitura que conta com uma dose extra de criatividade para suposições mirabolantes, que acredito eu, darão sequência a uma série de conclusões e percepções interessantíssimas. Neste momento, peço que passe a ver a incredulidade como uma oportunidade de negócio. Sim, pois uma vez questionado um produto ou serviço, surge uma oportunidade para o novo, descobrimos se benéfico ou maléfico, valendo um sim, valendo um não.

Os gostos diversificados decorrentes da diversidade cultural, “criam” novos segmentos a cada dia, alimentando diferentes desejos, com bases em necessidades recém-descobertas por nossos processos de conhecimento próprio. Talvez este seja um vestígio da globalização, mas fato é que algumas limitações antes imponentes, hoje se fazem mais brandas e flexíveis. Como um carro melhor, uma casa na praia, uma viagem para a Europa. Sonhos ou desejos de consumo? Antes sonhos, que exigiam certo poder aquisitivo ou disciplina financeira. E hoje? Possibilidade, uma ambição “parcelavelmente” acessível à muitos. Diante tamanha expansão de consumo, criou-se uma necessidade maior, que ultrapassa as citadas na Piramide Hierarquica de Maslow que descreve nossos Desejos e Necessidades, passeando do quesito Fisiológicos ao de Realização Pessoal.

O novo consumidor quer ver para crer. Ele tomou as rédias de escolha, e não quer mais somente ser levado por uma herança de consumo, ele está aberto a provar o novo, e se este for melhor, migrar para o que atenda melhor às suas expectativas. Diante deste novo mapa da mina, reforça-se a função do Marketing como um meio facilitador nesta missão de conquista, onde clareza é fundamental, pois é preciso lidar com as emoções e ambições do cliente, que sim, ultrapassa o ver e pede o tocar, o testar, o sentir, o cheirar, o usar e também o falhar, caso toda a prova seja ineficiente. Para isso, muito planejamento, muita observação, criatividade e uma boa dose de intuição, afinal, o Marketing pode não ser uma bola de cristal do consumo, mas ele pode antecipar funcionalmente uma derrota ou um sucesso.

Após ver Jesus vivo, Tomé professa sua fé em Jesus e a partir de então ele é considerado Tomé o Crente. Talvez esteja aí uma dica divina para conquistar o Share of Mind e o Share of Heart do seu cliente: Mostrar-se! Permitir que o consumidor o veja, para que então possa crer plenamente no diferencial do seu produto ou serviço, na sua incansável busca por satisfação e realização.

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