Bebidas de caixinha 100% naturais, sem água, açúcar, conservante, nem qualquer outro tipo de aditivo. Essa é a proposta dos produtos do bem, que conta com uma filosofia levada a sério, que vai da do design e linguagem das caixinhas à cultura organizacional, baseada num princípio de uma empresa ser menos empresa e mais família, com todos os ingredientes que você gostaria de ver numa marca: verdadeira, transparente e gentil.
A verdade é que a do bem vai ainda além disso. Um grupo de jovens cansados da mesmice, como eles mesmo dizem, com vontade de fazer algo realmente diferente no mundo das bebidas (oferecer as melhores bebidas naturais do mundo) e um potencial de inovação proporcionada pela paixão depositada no negócio. Essa vontade extrapolou os limites de um desejo para a construção de uma marca forte, com um posicionamento bem definido e uma identidade única.
Como disse no início, a marca traz bebidas apenas com frutas frescas, sem água, conservante ou qualquer outro aditivo. E isso parte da filosofia da marca, da ideia de que o consumidor tem o direito de beber um suco 100% verdadeiro e puro. Um desejo que não vemos em grandes marcas já consolidadas no mercado.
Identidade
O design é aplicado de forma estratégica construindo uma identidade única e forte, fugindo do convencional sem medo de ser feliz. Nas embalagens dos sucos, não vemos frutas lindas tratadas por horas em um programa de tratamento de imagem. Mas sim, personagens divertidos em forma de caixinhas, com elementos que os tornam gentis, simpáticos e familiares. O site, que inclusive é novo (está a poucos dias no ar), mantém a simplicidade, não apenas no layout mas em sua estrutura, é intuitivo e fácil de encontrar o que procura.

A marca conta ainda com um mascote, o Frutomóvel, um carro pequeno com asas que circula pelas praias do Rio de Janeiro, oferecendo degustação e ampliando o conhecimento dos consumidores sobre os produtos e a filosofia da marca do bem.
Linguagem
Talvez ainda mais marcante que a identidade visual da marca, é a linguagem usada nos materiais de comunicação e nas embalagens. A marca deu adeus àqueles textos corporativos chatos, usando uma linguagem de amigo para amigo. Acredito que dificilmente alguém que compre uma caixinha não tenha curiosidade para lê-la inteirinha.
Com frases do tipo “Vai com tudo” no lugar de “Fure aqui” e “agite (as laranjas agradecem)” ao invés do convencional “agite antes de beber”, a marca criou também nisso uma identidade forte, onde podemos identificar algum material de comunicação (por exemplo) da do bem apenas ao ler uma frase. Além disso, o relacionamento com o público torna-se mais verdadeiro e saudável.

Cultura organizacional
Com o intuito de fortalecer a bandeira “menos empresa, mais família”, a do bem mantém um estilo de vida para os funcionários mais saudável e confortante.
Uma das “ações” (se podemos dizer assim), vista como uma tradição pela empresa, é que “ todas as pessoas que entram pra família precisam enquadrar e pendurar na parede da do bem™ aquilo que não gostavam no emprego antigo”. Além disso, o Havaianas Day, faz com que todos os funcionários toda a família do bem vá trabalhar de chinelo na sexta-feira.

imagem do site da do bem
Comunicação
As ações são focadas em mídias sociais e relacionamento, apesar que grande parte da comunicação da marca é gerada por mídia espontânea. O que prova a importância do “fugir da mesmice” aliado a uma boa proposta e um bom design.
O vídeo abaixo, divulgado nas mídias sociais, segue uma linha descontraída, com um apelo ao produto ser totalmente natural e uma marca familiar.
Esses são alguns dos fatores de que me fazem acreditar no sucesso da marca, e ainda no surgimento de negócios realmente inovadores, onde as empresas realmente saem da mesmice e desenvolvam marcas apaixonantes que criam experiências únicas aos consumidores em todos os pontos de contato.










9 comments
Fabio says:
Fev 13, 2012
O que infelizmente ficou faltando nesse post é que lá em 2006, a DO BEM copiava descaradamente o famoso innocent. O site, embalagens, comunicação, e até a história da empresa (pasmem, jovens cansados da mesmice etc etc etc), eram nada mais que uma tradução livre dos ingleses, que até fizeram um post sobre isso: http://innocentdrinks.typepad.com/innocent_drinks/2006/12/slight_copy.html
Reconheço que a DO BEM ocupou um território inexplorado no Brasil, mas isso não a torna uma marca digna de elogios sobre sua autenticidade.
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Paulo Lima Reply:
Fevereiro 13th, 2012 at 15:31
Olá, Fábio! Obrigado pelo comentário.
Logo após que postei vieram me contar deste caso.
Bem, na minha opinião, o “plágio” apontado nas embalagens, comunicação e site, é um pouco exagerado. Concordo que há um conceito parecido, mas isso não tira o mérito do design Do Bem, que encontrou uma solução diferente para a marca.
Quanto a linguagem, confesso que não reparei no da Innocent, mas confesso que se eles usam “jovens cansados da mesmice”, por exemplo, aí sim é uma situação mais complicada, mais próximo de um “plágio” digamos assim.
Vou procurar saber melhor sobre essa linguagem, mas quanto ao design, eu realmente não considero isso um plágio, mas respeito sua opinião é uma visão diferente apenas.
Obrigado e volte sempre ao Ideia.
Abraços
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Natália Escudeiro says:
Fev 16, 2012
Plagio ou não, tanto a vontade da do bem, quanto da innocent é válida. Não importa se a idéia é nova ou não, o importante é colocá-la em prática. Quanto mais pensamentos assim, de revolucionar o que já existe, forem colocados em prática, melhor viveremos daqui pra frente.
Ótima iniciativa!
Por uma vida menos artificial!
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Fabiola says:
Fev 29, 2012
eu morei na Inglaterra por 4 anos e conheci a innocent. Sinceramente, acho que a do bem tem um estilo tropical e muito mais bem feito do que a innocent. Numa boa, não tem nada haver uma bebida com a outra. O que me deixa chateada é ver pessoas que ao invés de darem valor a uma marca brasileira que está inovando no brasil, acha mais facil ACHAR que eles compiaram. Concordo com a Natalia!! O povo tem que dar mais valor ao que fazemos aqui. E sinceramente a do bem é infinitamente melhor, basta olhar o site. Um é antiguado e outro é totalmente de acordo com as novas ferramentas de web. A embalagem, as cores. Nem se fala…
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Luli Sarraf says:
Abr 20, 2012
Eu achei legal pra caramba, boa identidade visual, o nome é fantástico, o posicionamento faz sentido. Mas, acredito que as meninas Fabíola e Natália nunca tiveram um trabalho plagiado pra saber o quanto dói e é, na realidade, impossível de ser reparado. Violação de propriedade intelectual não é só irresponsabilidade e feio. É crime no mundo inteiro.
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EM! says:
Abr 26, 2012
O conheço bem a historia e o conceito. Inicialmente foi bem descarado as “semelhanças”.A do Bem nasceu como iogurte e nao sucos como é hoje. Até o site era uma bela de uma copia do ingles. Os designer de plantão podem chamar de coincidencia, de plagio e ver somente semelhanças mais na verdade é (mais) uma grande pirataria! Hoje a marca Innocent drink pertence a coca-cola.
coincidencia? plagio? pirataria? veja:
http://www.danielsansao.com.br/motocontinuo/arquivos/images/dacopia.jpg
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João says:
Jun 1, 2012
Desculpe, uma coisa é valorizar “atitudes brasileiras” a outra é apontar a falta de criatividade de algumas pessoas. Traduzir um conceito e adaptá-lo apra a cultura brasileira não tem nada de inovador ou algo a ser louvado. A Do bem só mudou provavelmente depois de ter sido questionada sobre o assunto. E me desculpem, mas todo o conceito de DO BEM, de ser verdadeiro, bla bla bla, para mim vai por água abaixo quando eu descubro que é uma cópia de algo extremamente bem sucedido (e de verdade).
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Caroline says:
Ago 6, 2012
Fiquei um pouco desapontada depois de ler os links sobre plágio. Torço para ver ousadia nas embalagens e comunicação no Brasil.
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Elis says:
Fev 20, 2013
Sem adição de açúcar, água, conservantes, acidulantes, corantes? Será mesmo? Uma caixinha “divertida”, que expõe um grande marketing, que pra mim, não passa de uma grande mentira. Eu tive a oportunidade de conhecer e experimentar o produto, e sempre fui consumista de sucos naturais em minha casa. O sabor do suco “Do Bem” é idêntico aos industriais. O sabor é bem artificial. Acho que um produto digno de verdade, se é que no marketing exista dignidade, não faria tão pesadamente uma propaganda que põe em risco a saúde de uma pessoa. Qualquer um pode estudar o suco, as substancia nele existentes, num laboratório e processar a empresa. Todas embalagens industriais mostram ingredientes existentes no produto, a “Do Bem” não faz isso, apenas expõe em volta da caixinha frases engraçadas que de cara enche os olhos do consumidor ao procurar um suco natural e prático, sem que precise de um expremedor. E ainda jogam: ” produzido por jovens cansados da mesmisse”. Isso não passa de uma mesmisse, isso é uma fraude. Absurdo.
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