O desafio do novo mercado

O desafio do novo mercado

Recentemente foram divulgados números relativos à investimentos publicitários de 2011. O levantamento do Ibope revelou que foram gastos 88,3 bilhões de reais em campanhas, o que correspondeu a um aumento de 16% em relação a 2010.

Os anunciantes gastando milhões e ainda são poucas as propagandas que se destacam em termos de criatividade e efetividade.  Nem todas as empresas intencionam atingir o mesmo público com a mesma intensidade, mas talvez esteja faltando um termômetro que indique os prováveis “furos n’água” de campanhas.

Acontece que muitas marcas, que deveriam começar a estreitar o relacionamento com seus consumidores, insistem em investir no clichê e nas tendências. Originalidade é para poucos e a sutileza em linkar “valores ideais” com a imagem da marca é de se admirar.

Explorar as ideias em seus melhores ângulos não é fácil. O legal é ver que algumas marcas já perceberam essa importância de se atentarem em detalhes.  A marca de cervejas Heineken tirou a mulher sensual de jogo e brincou com a realidade na campanha em que um grupo de mulheres “surtavam” por um closet cheio de roupas e sapatos, enquanto seus gritos eram abafados pela histeria de um grupo de homens que entram numa geladeira de Heineken gigante. A ideia explorada em seu melhor ângulo, o humor real.

O Itaú também encontrou o humor real, e melhor, soube aproveitá-lo em uma campanha que incluía valores e princípios de trabalho da marca. Um viral que poderia apenas “ter continuado” um outro, mas que teve sua espontaneidade muito bem aproveitada por um anunciante “antenado”.


Talvez o “mais do mesmo” não esteja sendo muito efetivo no mercado. O maior anunciante brasileiro de 2011, Casas Bahia, opta por comerciais objetivos focados em valores e um visual simples com cores vibrantes. Para a marca, esse é o necessário e seu público-alvo é de fato atingido.

Para nós expectadores /consumidores será ótimo assistir uma corrida pela busca de campanhas publicitárias surpreendentes. Seremos cativados por valores bem apresentados que forem capazes de nos fazer relacionar o produto com o que foi veiculado. Unicidade, coerência, originalidade.  O comercial ornamentado, longo, complexo, caro, nem sempre será bom, e o clichê nem sempre será ruim. Desafio lançado!

Giovana Cury

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